quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

CAMPINA GRANDE: MÃO BRANCA E A LISTA DA MORTE





















     O cenário: Campina Grande, década de 80, 200 mil habitantes, 23 policiais civis e mais de 300 bandidos praticando todo tipo de crimes na cidade, deixando a população em estado de constante medo. Na Central de Polícia, que ainda em dias atuais funciona no mesmo lugar, uma equipe de repórteres se reversavam cobrindo os acontecimentos últimos que tinham como protagonista um grupo de extermínio que passou a ser denominado de “Mão Branca”.

Bandidos ou mocinhos? São muitas as respostas que povoam o imaginário de quem viveu aqueles anos e acompanhou de perto o desenrolar de toda a história, a exemplo do homem que se especializou no assunto, que viveu os bastidores de uma sinuosa trama corporificada numa lista, a “Lista do Esquadrão da Morte”. Trata-se do nobre jornalista e escrito Ronaldo Leite (autor do livro sobre Mão Branca e expositor dos fatos próprios dessa época).

Suas palestras, normalmente carregadas de fortes emoções próprias de quem não apenas viveu aquele tumultuado período da história policial de Campina Grande, mas conviveu de perto com todos os implicados na grande questão da segurança pública no Compartimento da Borborema. “O bandido bom é o bandido morto”, assevera. “Bandido não tem respeito pelo cidadão. Desconhece quaisquer sentimentos em relação à pessoa que se torna sua vítima. Seu coração é na boca do revolver!”

             O porquê da denominação “Mão Branca” reside no fato de serem cinco os exterminadores, talvez a cor branca em referencia a “mão” diga respeito ao “senso” de justiça, fundo motivacional que levou Cícero Tomé, que é representado no mundo animal como o “Tigre de Bengala” em alusão a uma das feras mais temidas do mundo, era assim o “Terror dos Bandidos”; Zezé Basílio, o “Urso Negro”, considerado o animal sanguíneo, um dos mais cruéis e violentos desse inconfundível tempo; Temporal, o “Leopardo”, dessossador de vítimas. Cacau, o “Onça Pintada” caçador noturno; e o Chico Alves, o “Onça Pintada”, um caçador voraz e rápido. 

        De acordo com o jornalista Ronaldo Leite, à época, testemunha ocular dos bastidores, do dia a dia da Central de Polícia de Campina Grande, uma "lista" havia sido datilografada na madrugada de um sábado para domingo, por um dos integrantes do que viria a ser o grupo Mão Branca. 

              Essa "Lista" contendo os nomes e apelidos de pessoas "marcadas para morrer" foi entregue a um caminhoneiro que, chegando no Rio de Janeiro a remeteu pelos Correios à imprensa campinense. 

           A partir dessa lista, sucessivos crimes de extermínio foram sendo executados pelo grupo. E Campina Grande passou a ser conhecida internacionalmente pelos noticiários que atravessaram os continentes dando conta de tamanha violência com que eram mortos bandidos de toda espécie na cidade.

O método. Integrantes do grupo, trabalhando nos plantões da Central de Polícia procediam a soltura de presos marcados para morrer, geralmente nos domingos pela manhã. À noite, executores saiam para fazer diligências exatamente nos locais de convivência das vítimas. O veículo utilizado era uma Brasília amarela ou uma Kombi.



O local para onde eram levadas as vítimas variava, mas o terreno ermo nas proximidades do Estádio Amigão era predileto pela escuridão intensa e distância de residências. Havia quem dissesse que Campina podia dormir de portas abertas graça a essas ações de "desifecção social". 

Primeira vítima: Ele não era o primeiro da lista, mas "deu azar"de ser encontrando numa das diligências. Tratava-se de um ladrão, morador da Rua Conde de Monte Cristo, no Bairro do Jeremias. "Negão! Entra no carro!" Bradou um dos integrantes do grupo Mão Branca ao parar a Brasilia em frente a Sab da Palmeira, numa noite de festa. Chegando ao Estádio Amigão para o desfecho disseram: "Nós não temos nada pessoal contra você, mas você deu azar e agora não podemos voltar atrás, vai morrer".


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

AVALIAÇÕES E JULGAMENTOS DO TRÂNSITO


DAMATTA, Roberto (Org.). Receitas para Enlouquecer: Avaliações e Julgamentos do Trânsito. In: Fé em Deus e Pé na Tábua: Ou por que o trânsito enlouquece no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, 2011, p. 69-72.

O autor discute no capítulo 3, o modo pelo qual os usuários das vias públicas imaginam, definem ou representam o espaço público no qual atuam como pedestres ou motoristas motorizados. Numa perspectiva das representações sociais, DaMatta (2011) destaca no texto a “visão rotineira” de todos os que, nas ruas, estradas e calçadas “estão engajados numa luta de todos contra todos” onde a “única regra é o salve-se quem puder”. Destaca ainda que “a expectativa é de luta, competição e brutalidade, resultando disso a visão de trânsito caótico.
A posição das pessoas em relação ao espaço público, dentro do sistema, desponta como característica importante na tradução dessa imagem caótica manifestada pela força bruta, no poder da velocidade, como bem frisa o autor. “Na qualidade de pedestres e de ciclistas, os usuários do espaço público sentem-se agredidos, inferiorizados e subordinados à lógica selvagem e agressiva do transito”.
A representação das ruas é esboçada por DaMatta em termos de “sensibilidade despertada e aguçada para o estilo irracional e agressivo de dirigir”, sendo que tal postura denota claramente uma mentalidade cujos comportamentos reforçam a ideia de verdadeiros “donos ou patrões do trânsito”, tendo-se como principal atores desse sistema os automóveis, os ônibus e caminhões.
Outra representação simbólica importante é quando DaMatta associa a imagem do carro possante a uma espécie de armadura, na qual o motorista de sente protegido e ao mesmo tempo blindado se sentido revestido de poder e apto a promover uma inusitada sensação de força, ficando notória a “consciência de padrões da irracionalidade competitivo-agressiva do trânsito”.
O contrário também é verdadeiro, sendo experimentada uma sensação de completa vulnerabilidade sentida tanto por pedestres quanto por ciclistas, o que reforça o auto, ao referir-se ao cenário dramaticamente marcado por toda sorte de riscos, trapaças e ilegalidades.
De acordo com as narrativas dos próprios pedestres a respeito dessas posturas perigosas as imagens mais comuns são aquelas que descrevem tais motoristas como “donos da rua”, um estigma de prepotência e de desenfreado desrespeito ao próximo; em seguida, a de inimigo e assassino, termo que entrou para o mundo jurídico na discussão das infrações de trânsito como “aquele que assume o risco deliberado de matar”.
Essas mesmas narrativas destacam as inúmeras experiências costumeiras de desrespeito aos semáforos, faixas destinadas à proteção do pedestre e aos sinais expressos de cruzamentos das vias, locais privilegiados pelo alto índice de infrações, de desrespeito ao pedestre.
O texto de DaMatta avança demonstrando a trivialidade e irracionalidade do tempo de duração dos sinais que não ficam abertos ao pedestre o tempo suficiente para que este proceda a travessia com segurança, resultando numa dramática experiência, reforçando a ideia de que, de fato, a rua é espaço exclusivo dos veículos motorizados e não também de pedestres.
Diante desses apontamentos, fruto de uma pesquisa reveladora que expõe a realidade do trânsito no Brasil talvez seja oportuno destacar que tais inquietações sobre a situação caótica movida por comportamentos irrefletidos calcados na tendência ao desrespeito às leis de trânsito, fez aflorar um campo específico de estudos desses fenômenos: a psicologia do trânsito que tem como objeto de estudo o comportamento em todas as suas dimensões. 
É claro que, em termos de comportamentos irracionais tendo como ponto de partida suas motivações inconscientes já perpassam o campo de interesse psicanalítico, principalmente no momento em que buscou-se estudar as relações entre o tipo de escolhas por carros (marcas, cores e modelos) ligados à libido, a força (trieb=termo alemão para pulsão) ou instinto sexual.
Esse concepção inclusive, dominou a mentalidade dos anos 80, principalmente nos E.U.A quando era comum a associação entre carro potente e veloz, como chamariz de “garotas”, atribuindo-se forte apelo sexual ao automóvel.
Anos rebeldes ensejaram também o comportamento “fora da lei”, com a contribuição decisiva das produções hollywoodianas como “Duro na Queda” (The Fall Guy) com Lee Majors; Os Gatões (The Dukes of Hazzard) e mais recentemente, Velozes e Furiosos. Produções que marcaram e marcam gerações de aficionados por carros possantes.
Não se sabe exatamente até que ponto essa força midiática tenha contribuído com  a estruturação de esteriótipos, ou no condicionamento dessas mentes transgressoras, sabe-se que, em determinado nível há uma introgeção desses modelos desviantes. Seja como for, antes de se constituir transgressão das normas de trânsito pura e simplesmente, constitui-se uma violação de espaços de eu com outro.
Monique Augras¹ para falar do espaço da convivialidade, discorreu sobre a temática afirmando que no direito romano, o dimensionamento do espaço possui origem religiosa. “A agrimensão, essa arte fundamental de limitação que, no sentido jurídico e religioso, é a única fonte da propriedade estável, está sempre ligada à organização consagrada do espaço”. Do espaço sagrado, chega-se a ager publicus que pertence ao estado, e em seguida ao ager divinus et adsignatus, a propriedade privada. Os limites de ambos não devem ser transpostos. Ou seja, as leis andam como feixes paralelos, harmonizando as relações entre o eu e o outro. Quando essa regra básica é quebrada, houve transgressão do espaço da convivialidade e nesse ponto, o conflito se instaura.
Prossegue Algras afirmando que para o indivíduo este enfoque da proxêmica, que visa situá-lo em sua territoritorialidade se reveste de importância quando da análise da transgressão do espaço.
O que DaMatta buscou explicitar neste capítulo foi justamente, em outras palavras, a transgressão do espaço da convivialidade, demonstrada no desrespeito das regras de convivência no trânsito.
Acredita-se que, para concluir, essa questão é antes de tudo, uma questão de consciência, sendo possível salvar essa nova geração que ainda estão nos bancos escolares, do ensino básico, fundamental e médio a exercitarem a cidadania de forma plena, respeitando os espaços do outro, seja na função de pedestre ou de motorista.


Palavras-chave: Trânsito, Via Pública, Brutalidade.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

SEU GERALDO - O RETRATISTA


De todas as recordações que os mais velhos guardam do Bairro do Jeremias, Área Norte de Campina Grande-PB, além da Difusora de Laura de Chico Venâncio e do Cabaré da Nega Tonha, cantado por Zito Borborema, é sem dúvida os tempos idos do vái-e-vem de Seu Geraldo. 

Seria qualquer "Geraldo", ou mais um dentre tantos comuns moradores senão pelo seu ofício: "tirar retrato" como se dizia à época (1980-90). Com sua máquina fotográfica "Zenite" com flash acoplado.

Aniversário que se preze não era completo se não chamassem Seu Geraldo. Na hora do partir do bolo era um verdadeiro alvoroço, pessoas comprimidas pelos recantos da sala, ansiosas para sair no "retrato". E as expectativas? Depois de quatro a cinco dias, tempo da revelação, Seu Geraldo já trazia todas as fotos num Álbum. 

Disposto, comparecia a enterros, clicando as últimas feições do morto; as missas, nas ocasiões festivas, aos cultos dos crentes, aos terreiros de macumba, enfim, casamentos, batizados,times de futebol de pelada, lá estava Seu Geraldo!

Nesse tempo havia algo de especial em tirar retrato, algo místico, singular. As pessoas se preparavam, usavam a melhor roupa, não poupavam no Contorrer de Alfazema (daqueles verdes e fortes), do olho para cabelos, que tanto conferia brilho como maciez. 

A emoção tomava conta das pessoas, afinal, não era todo dia que se podia tirar retrato! E se porventura não satisfizesse o gosto, a chance estaria por conta do próximo aniversário no qual Seu Geraldo fosse novamente chamado. 

O retratista do Jeremias acompanhou o desabrochar do bairro, registrando através de sua máquina Zenite as caras e feições de tanta gente que se vinha e que se ia num constante movimento da vida. Do retrato preto e branco para compor a Carteira de Trabalho Identidade do cidadão, ou a Carteira de Estudante ao mais chique retrato colorido, tudo se convertia num fascínio indescritível.


domingo, 6 de outubro de 2013

CUIDADO! MENSAGENS POR E-MAILS DE "COMPRAS APROVADAS" PODEM SER UMA AMARDILHA FATAL


Neste caso, o criminoso virtual se utilizou da logomarca das Casas Bahia, como poderia ter utilizado tantas outras marcas chamativas.

Fim de ano se aproximando, compras no mercado começando a aumentar, movimentação com cartões de crédito... É aqui que se processa um intenso trabalho de ¹"spam" ou espaniamento do Cracker, indíviduo que se 'especializa' no ramo criminoso de invadir sistemas, quebrar códigos e senhas, criar formas de indução ao erro através, principalmente, de e-mails falsos onde a "vítima" se sente compelida emocionamente a "clicar" exatamente no link preparado para capturar informações a partir das quais será possível movimentações bancárias ilegais, compras diversas envolvendo valores variados.

Quais são os alvos dos crackers? Esse é exatamente o maior problema para investigações: os alvos em potencial são usuários da internet que podem estar em qualquer lugar do país, ou do mundo, dependendo da extensão dos crimes. Contudo, as induções mais comuns são os spans camuflados de "envios" de principais lojas dos variados ramos do comércio (nesta caso, o das "Casas Bahia", claro, falso como nota de R$ 3 Reais) destinados a pessoas que geralmente são parte de extensas listas de e-mails. Essas listas são "vendidas" no mercado negro dos cracker. Os envios são remetidos de forma aleatória de maciça. Geralmente o perfil psicólogico mais propenso a abrir esses falsos e-mails são as mulheres, especialmente aquelas que possui algum tipo de cartão de crédito da loja falsa descrita no e-mail

Um simples clique ativa o spam, cujo virus scanea e coleta dados pessoas das pessoas, possibilitando ao cracker uma verdadeira farra com o dinheiro alheio. 

Pela figura (acima) dá para perceber que o spam é bem sugestivo capaz de levar à vítima a agir sem pensar. Neste caso, criou-se uma falso número de série ou protocolo e o aviso dando conta de que "certa compra" teria sido aprovada e que "o produto já está sendo empacotado". DETALHE: Um "link" convidativo aguarda para ser clicado segundo a previsão de duas lógicas importantes:

1) clicado pela pessoa é que cliente e tem o cartão da "loja" exibidada no e-mail, mesmo que essa não seja a política da loja verdadeira;

2)clicado por alguém que será tomado por um sentimento de estranheza em relação a tal "compra" e esse sentimento a moverá a tirar a história à limpo. Clicou! Já pode ter sido tarde demais. Até que a pessoa descubra que aquele e-mail não tem valor algum, o cracker já terá feito o estrago.

Qual a saída? Simples. Ignore todo e qualquer e-mail, por mais atraente que seja, oferecendo vantagens extraordinárias, pedindo que você confirme esta ou aquela situação. Não basta ignorar. Delete-o imediatamente. 

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1. Spam: esse termo é comumente usado para significar Sending and Posting Advertisement in Mass, ou "enviar e postar publicidade em massa". É o meio privilegiado dos cyber-bandidos fisgar suas vítimas; 2. Crackrs: É se designa o indivíduo que pratica a quebra (ou cracking) de um sistema de segurança, de forma ilegal ou sem ética, para fins de tirar proveito financeiro, utilizando-se de várias modalidades de invasão, dentre as quais o falso e-mail é o maus comum. É um agente criminoso em busca de vítimas; 3. Vítima: É uma pessoa que se permite uma situação de vulnerabilidade qualquer. É gente que anda com o mais caro e sofisticado celular pelo centro movimentado da cidade; um relógio folheado a ouro, objetos caros à mostra, ou seja, ostentação é o chama que cria a situação de "alvo" potencial. Neste caso em particular, a vitíma é a pessoa que está on line e subumbe, por pura emoção, aos "chamados" desses e=mails falsos.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O PRIMEIRO POLÍTICO BEM INTENSIONADO DA HISTÓRIA UNIVERSAL


Você quer mesmo descobrir quem é o primeiro político bem intensionado da história universal? Então, continue lendo esse texto e você não apenas descobrirá quem é a pessoa, mas também encontrará elementos que o ajudarão a mudar sua visão sobre a política de uma forma geral.

Por volta do ano 367 a.C. o filósofo grego Aristóteles teria afirmado que a vida em comunidade constitui o fim por natureza (phusis télos estin) para o qual tendem as anteriores associações, caracterizando-se pela auto-suficiência (autarques) e por promover uma vida boa (eu zen), mas sobretudo por possuir um poder político.¹

Além de ficar claro para Aristóteles que o homem é um ser, por natureza, político, era certo que também acreditava que a política é libertadora e poderia conduzir ao nível pleno de realização da pólis, comunidade social. O contrário disso geraria a ser isolado, insociável e apolítico "como um deus ou uma besta."

Nogueira (2001)², alerta-nos que falar em defesa da política hoje, pode soar estranho a muitos ouvidos, treinados para colocar a política no banco dos réus, na lista das coisas imprestáveis, de pouco valor, prejudiciais mesmos.

De fato, boa parte desse pensamento negativo pode ser atribuída a cristalização sociocultural que recebemos, principalmente no caso do Brasil, onde somos educados desde a fase do ensino fundamental a nutrir um pensamento erroneo sobre aspectos ligados à política. 

Em países desenvolvidos as crianças aprendem sobre a história dos políticos mais influentes da história da nação. Cultivam um sentimento positivo em relação à pátria e seus valores. Aprendem a ser vencedores, desbravadores, conquistadores. Implicações que guardam relação com nosso comportamento em relação a determinados assuntos podem ter sido resultado da falta de visão política de muitos de nossos educadores, eu presumo.

Mas quem foi o primeiro político bem intensionado da História Universal,  afinal? Foi algum dos famosos gregos ou romanos que se tornaram célebres por seus discursos e feitos? Ou quem sabe algum dos grandes nomes entre os Assírios, Babilônicos ou Medos Persas da antiguidade?

Posso assegurar-lhe que esse político é conhecido mais pelas suas ações atemporais e temporais, que pelo nome. Ele dispensa qualquer recurso de marketing em seu favor, já que tudo que fez e faz falam altissonantemente, mesmo sem palavras e voz.

Foi ele quem fez o universo invisível, quando nem mesmo o tempo existia (Isaías 9.6 o descreve como o Pai da Eternidade); uma realiadade fora da compreensão dos domínios físicos palpáveis e perceptível do ponto de vista humano. Ele estabeleceu seu Trono nesse universo, donde domina sobre tudo segundo sua vontade, sem sofrer quaisquer mudanças e sombras de variação (Tiago 1.7; Salmos 115.3).

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¹In texto integral de Aristóteles 'Política'; editora Martin Claret, 2006.
² In Nogueira, Marco Aurélio. Ed. 6. Série Livre Pensar, 2001.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

30 ANOS DE O MAIOR SÃO JOÃO DO MUNDO GANHA REVISTA COMEMORATIVA


Tudo começou quando um grupo de sete amigos, sendo quatro estudantes da área de comunidação social da UEPB/UFPB, um profissional de multimídia, um designer gráfico e um psicólogo, há quarenta e cinco dias da festa, numa roda de conversa informal, resolveram desenvolver um trabalho editorial que resultou na publicação da revista comemorativa dos 30 Anos do Maior São João do Mundo.

Distribuida gratuitamente  nas noites do Parque do Povo, a revista vem se constituindo num verdadeiro sucesso por destacar a tradição de vanguarda do São João de Campina. "A ideia do trabalho é resgatar a tradição, a cultura de raiz, que ao longo dos anos deram o tom nas festas de São João em Campina Grande, levando a cidade a transportor os limites territoriais para ser tornar uma festa internacionalizada, agigantando-se ao ponto de vir a ser patrimônio cultural e imaterial do Estado da Paraíba", afirmou o psicólogo João Nunes, membro da equipe editorial da revista.

(Fonte: www.opolvopb.blogspot.com)

Assista o video:





sexta-feira, 5 de julho de 2013

SIR ROBERT HERMANN SCHOMBURGK: UMA PEDRA NO CAMINHO DA DIPLOMACIA BRASILEIRA


Uma nota indrodutória sobre a história da formação das fronteiras, envolvendo a defesa da "Questão Inglesa no Brasil"

Quem foi Sir Robert Hermann Schomburgk? E qual a relevância desse nome na composição dos fatos que marcaram definitivamente a vida de um dos maiores advogados do Brasil, o diplomático Joaquim Nabuco? Como poderia um simples particular, mesmo sendo cientista já de certo renome, agindo por conta de uma sociedade científica privada, baseado exclusivamente em sua opinião pessoal, ter criado uma questão de fronteira? 

Essas e outras respostas poderão ser sanadas em qualquer arquivo documental de outros países que acompanharam todo o processo, exceto na Royal Geographical Society (Sociedade Geográfica Real), cuja administração não apenas "negou peremptoriamente acesso às dependências, como qualquer informação acerca dos escritos de Schomburk, "que segundo informações, ainda são custodiadas em seus arquivos". É o que afirma Menck (2009), referindo-se à visita a esta citada instituição inglesa.

Enfim, quem foi Schomburgk? Foi o geógrafo e explorador alemão, mais tarde naturalizado inglês, que em 1844 foi sagrado cavaleiro pela rainha Vitória justamente em razão de suas várias explorações na Guiana Inglesa.

De acordo com MENCK (op. cit.), os textos brasileiros referentes ao tema começam referindo-se à viagem que Schomburgk, comissionado pela Sociedade Geográfica Real, de Londres, realizou em 1835. Tratou-se de uma longa viagem de exploração pelo interior da Guiana Inglesa, "para estudar a geografia física e astronômica do interior" daquela faixa territorial.

O fato é que o desenrolar dessas expedições  evoluiram para o que a leitura dos documentos referentes à questão "não publicados", sejam eles brasileiros, italianos ou ingleses, principalmente os refentes à escolha do árbitro, bem como de aspectos jurídicos do laudo, levam à conclusão de que, efetivamente, o Brasil foi vítima não de interesses escusos, mas, principalmente, de uma atabalhoada evolução do Direito Internacional Público no tocante à ocupação de terras vazias, terrae nullius.

Uma epopéia que quase leva o Brasil e a Inglaterra a um intervenção militar, séria. 

Conta-nos MENK (op.cit.) que, ao contrário das outras questões de limites do Brasil, os problemas fronteiriços com a Guiana Inglesa não se iniciaram no período colonial, mas, sim, em pleno século XIX, mais precisamente no inicío de segundo Reinado, e, de acordo com a versão corrente no Brasil, pela ação de um único homem, o geógrafo e explorador alemão, mais tarde naturalizado inglês, Roberto Hermann Schomburgk, em 1844 sagrado cavaleiro pela rainha Vitória justamente em razão de suas explorações na Guiana.

Schomburgk ficou alarmado com o que identificou como sendo o bárbaro tratamento que os brasileiros dispensaram aos indígenas locais, e passou a ver na ação de um certo missionário protestante, o jovem Thomas Youd, a única possibilidade de redenção para aquelas populações esquecidas pelo governo brasileiro.

Youd, que fez da missão religiosa junto aos indíos Macuxis da região de Pirara, a razão de ser de sua curta vida.

"The White Man's Burden 
Rudyand Kipling, 1899

Take up the White Man's burden -
Send forth the best ye breed -
Go bind your sons to exile
To serve your capitives' need;
To Wait in hearvy harness
On fluttered folk and Wild -
Your new-caught, sullen peoples
Half devil and half child."


Continua...

João Batista Nunes é psicólogo atuando na área organização e política.