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quarta-feira, 13 de junho de 2018

UMA QUESTÃO A SE REFLETIR


No mundo, estamos consumindo em grande escala e de forma irracional e desequilibrada água, energia e alimentos. Como isso geramos resíduos, fome e escassez hídrica. Devemos ter consciência desses impactos negativos no meio ambiente e parar e repensar nossos hábitos, fazendo as mudanças, de forma voluntária e individual, necessárias para diminuir o impacto no futuro, de forma a garantir a sustentabilidade no planeta.

Decidir pela mudança de hábitos que contribuem para o agravamento da situação do meio ambiente é questão de consciência. Passa por um processo interno de remodelagem, de descondicionamento para uma postura sadia e sustentável, reorientada para o consumo racional.

De modo prático, escolha sempre o que comprar, verifique se é possível ver quanto foi consumido de matéria prima para a produção. Veja se o produto faz bem à saúde, como ele será descartado. Só assim você será um consumidor consciente.

Na cozinha, só abra a torneira da pia para lavar vários utensílios de uma vez, já ensaboados. Com isso, evita-se o desperdício de água. No banheiro, ao escovar os dentes, mantenha a torneira fechada enquanto procede a escovação, abrindo-a apenas para o necessário. Grande parte da água do banho pode ser muito bem utilizada para descargas do vaso sanitário. Com medidas simples como esta, você estará contribuindo para a sustentabilidade do Planeta e garantindo um futuro sustentável das gerações que virão. 

A boa notícia é que a sua fatura mensal de água ira reduzir os custos em até 30%. O mesmo pode ocorrer com o uso da energia. Ao sair de um compartimento da casa, desligue a luz (do quarto, do corredor, da garagem, do escritório etc.); desligue os cabos de stand by dos eletrodomésticos, responsáveis pelo incremento desnecessário na sua conta de luz. Ar condicionados, ventiladores, televisores, computadores e outros ligados sem que alguém esteja utilizando, representa desperdício de uma energia que está se tornando escasso. 

É verdade que essas mudanças geram certo desconforto no início. como toda mudança é normal que a pessoa se sinta desafiada a adotar novo ritual até que a disciplina vire rotina automática. Mas, são medidas de grande importância que devem ser ensinadas às crianças para que reproduzam um viver sustentável.

sábado, 19 de abril de 2014

SOMOS HI:TECH, MAS DEPENDENTES DA ECONOMIA FÓSSIL


Lendo uma das sumidades na área de energias renováveis, o Dr. Hermann Scheer, autor de "Economia Solar Global - Estratégias para a modernidade ecológica" (2011), editado pelo Centro de Referências para Energia Solar e Eólica Sérgio de Salvo Brito - CRESESB/Cepel, vim a compreender um pouco mais de perto acerca de um assunto tão premente para o alargamento de nossa visão crítica. De fato, podemos até ser uma sociedade hi:tech em vários setores do engenho humano, mas, sem dúvida, somos predominantemente dependentes da economia fóssil, aquela que se alimenta dos insumos que a indústria transforma em combustíveis altamente, comprometedores para a construção de uma sociedade sustentável.

A economia mundial baseia-se em recursos energéticos não renováveis como o carvão, o petróleo, o gás e o urânio, cuja utilização tem consequências catastróficas para o homem e para o ambiente, provocando a já acelerada extinção dos recursos do planeta.

Como destacado pelo autor, "qualificar a economia mundial como fóssil justifica-se pelo fato que o abastecimento em escala planetária realiza-se em sua maioria, com energias  fósseis, das quais dependem quase todas as atividades da humanidade[...]", op. cit. , p. 191). 

O que somos e até onde podemos ir está relacionada a opção de uma determinada base de recursos que traduzem a importância fundamental para o desenvolvimento econômico e, consequentemente, para a evolução da sociedade. 

Para se ter uma ideia do panorama do consumo energético, de acordo com estatísticas, o consumo mundial de energia se baseia em cerca de 32% na combustão de petróleo, cerca de 25% na combustão de carvão, cerca de 17% na combustão de gás natural, cerca de 5% no uso de combustível nuclear e cerca de 14% na queima de biomassa - com a particularidade de que esta queima tem sido acompanhada por um processo de regeneração em pequena proporção. Somente 6% do consumo total está coberto pela força hidráulica. 

Uma das principais teses defendidas pelo Dr. Scheer é a de que a civilização mundial somente poderá escapar da armadilha dos recursos fósseis se fizer todo o possível para começar, sem demora, a substituí-los por recursos renováveis e compatíveis com a natureza a fim de tornar-se independente daqueles.

Assim, por que não a energia solar? Uma economia planetária permite satisfazer o conjunto das necessidades de energia e matérias-primas graças ao uso de fontes energéticas e materiais de tipo solar. "O potencial inesgotável das energias solares ou renováveis engloba a luz e o calor do Sol, as ondas e os ventos, a força hidráulica, a energia procedente das plantas e outras substâncias."

Os materiais de origem vegetal também têm caráter solar, pois são produzidos pelo Sol através da fotossíntese. Os termos usuais para designá-los são: biomassa, materiais recicláveis, materiais ou biógenos. 

Para o autor, num entanto, o nome coletivo de matérias-primas solares, que não apenas ressalta sua procedência direta, mas também faz alusão à alternativa que pode e deve conduzir de energias e materiais fósseis àqueles que o Sol produz continuamente e em sintonia com a natureza. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ENERGIA FOTOVOLTAICA


O que é energia fotovoltaica. Como o próprio nome sugere é a força energética, (traduzida em voltz) captada das irradiações solares. É a energia solar, no BRASIL mais que abundante! A captação é feita por meio de placas, os paines solares, instalados no alto de prédios, casas e demais espaços abertos.

O Brasil é rico em recursos naturais e possui recursos humanos disponíveis para atuar na geração de energia solar fotovoltaica. No entanto, apesar de notáveis esforços em algumas fontes renováveis de energia, são poucos os resultados que promovam a inserção da energia fotovoltaica na matriz elétrica nacional.O Estado brasileiro encontra-se em fase de posicionamento sobre a definição de políticas públicas de incentivo ou regulamentação que promovam (ou que permitam de forma clara e eficaz) a inserção dessa fonte de energia nas redes concessionárias de eletrificação rural e urbana.

Esse fato dificulta o desenvolvimento da energia fotovoltaica em maior escala e ressalta a importância da aplicação de mecanismos regulatórios para o seu fomento empresarial e incentivo à inovação tecnológica – gerando milhares de empregos de alto valor agregado. Outros empecilhos para a adoção da energia fotovoltaica em grande escala são: o alto custo atual da engenharia fotovoltaica, o que muitas vezes torna seu emprego urbano inviável; e o desconhecimento dos benefícios da utilização dessa fonte limpa e renovável num país de dimensões vantajosas e com índices muito favoráveis de irradiação solar.

Percebe-se que existe uma tendencia a utilizar a energia fotovoltaica como coadjuvante da energia elétrica, como uma fonte complementar, sendo a primeira,possui inequivocamente, um potencial superior à demanda ativa no Brasil, razão pela qual a energia fotovotaica deve ser incentivada com participações cada vez crescente na matriz energética nacional.

Trazendo essa temática mais próxima de nossa realidade situacional, há fortes defensores desse incremento energético na indústria, como o Presidente da FIEP/Paraíba, Dr.Buega Gadelha, assim como estudos e experiências habitacionais levados a efeito pela Universidade Federal de Campina Grande, apontando a viabilidade de uso dessa fonte natural de energia com ganho em todos os quesitos tais como geração de milhares de empregos de alto nível, geração e distribuição de riqueza socioeconômica, desenvolvimento e fortalecimento do parque industrial competitivo internacionalmente, ganho ambiental, já que essa modalidade de energia e classificada como renovável e ambientalmente limpa.

Iniciativas louváveis de alguns governos já comtemplam em suas políticas habitacionais, unidades populares equipadas com placas de captação de energia solar. Esse é um pequeno, mas bastante significativo. Debater, divulgar, fomentar capacidades mobilizadoras convergentes é o ideal para que, a curto e médio prazo, tenhamos maior escala possível do uso dessa tecnologia, até que enfim, a produção de energia fotovoltaica atinja seu ponto alto na matriz energética brasileira.