Não é só excesso de trabalho: falta de reconhecimento, criatividade tolhida e mau relacionamento com os colegas também podem engatilhar uma síndrome de estresse crônico. Entenda de uma vez o que é o burnout – e saiba identificar suas causas.
quinta-feira, 25 de setembro de 2025
BURNOUT: Saiba identificar as causas
Não é só excesso de trabalho: falta de reconhecimento, criatividade tolhida e mau relacionamento com os colegas também podem engatilhar uma síndrome de estresse crônico. Entenda de uma vez o que é o burnout – e saiba identificar suas causas.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2024
VIVENDO UM DIA DE CADA VEZ
segunda-feira, 26 de abril de 2021
SAÚDE & TRABALHO: O OUTRO, O AMBIENTE E O CLIMA
QUE NÓS PASSAMOS A MAIOR PARTE DE NOSSAS VIDAS NO TRABALHO, É INCONTESTÁVEL. QUE TAMBÉM AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS, O AMBIENTE E O CLIMA, DIZEM MUITO ACERCA DO ESTADO DE NOSSA SAÚDE, É OUTRA VERDADE.
O tempo passa, mas o trabalho continua sendo o locus de realização das pessoas. Com efeito, "o trabalho é uma prática transformadora da realidade que viabiliza a sobrevivência e a realização do ser humano. Por meio do ato e do produto de seu trabalho o ser humano percebe sua vida como um projeto, reconhece sua condição ontológica, materializa e expressa sua dependência e poder sobre a natureza, produzindo os recursos materiais, culturais e institucionais que constituem o seu ambiente, e desenvolve seu padrão de qualidade de vida.¹"
Há três aspectos fundamentais que entram na composição da psicodinâmica do trabalho, a saber: o outro, o ambiente e o clima. A mescla desses fatores se constitui na base para a compreensão do que se passa na vida psíquica, social e de trabalho da pessoa do/a trabalhador/a.
Em grau de importância primeira, situamos o outro. Desde as conversas que irão nos encaminhar para uma possível admissão ao fazer prático do dia a dia do trabalho, começamos e terminados a partir e através do outro.
No dizer de Monique Augras, "o mundo humano é essencialmente mundo da coexistência. O homem define-se como ser social e o crescimento individual depende, em todos os aspectos do encontro com os demais.²"
Na verdade, embora não reconheçamos, nossa vida a partir do primeiro balbuciar oficializando o requerimento pela porção alimentar básica da primeira hora da manhã, ali, mesmo, no improviso materno do berço, já somos o resultado de uma rede de dependências em relação ao outro.
E tanto mais nos afastamos do núcleo familiar, tanto mais nos fazemos dependentes de gente que sequer conhecemos e não esbarramos com ela pelos corredores do cotidiano. É a tal da complementariedade que fundamenta a compreensão de si no reconhecimento da coexistência.
Heidegger³ chama a atenção para o fato de que, mesmo sem a presença do outro, o ser no mundo é ser com os outros. Estar só é estar privado do outro, num modo deficiente da coexistência, que constitui uma das estruturas do ser no mundo.
[1] ZANELLE, José Carlos et al. Psicologia, Organizações e Trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2004.
[2] AUGRAS, Monique. O Ser da Compreensão - Fenomenologia da Situação de Psicodiagnóstico. Petrópoles: Vozes, 1986.
[3] Heidegger - Martin Heidegger (1889-1976) foi um filósofo, escritor, professor universitário e reitor alemão. Obra de destaque O Ser e Tempo (1927).
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
A MENTE EM TERMOS DE ID, EGO E SUPEREGO
Imagine um terreno que seja
preciso dimensionar seu espaço para ter um detalhamento, a partir do qual o
conhecimento mais pormenorizado seja possível. Topografia, delimitação dos
espaços é uma das principais tarefas do agrimensor, o profissional habilitado
para medir e estabelecer limites das terras.
Os estudos do médico austríaco
Sigmund Freud (1856-1959), fundador da psicanálise, análise profunda da psique,
apresentaram uma estrutura topográfica da mente.
Topograficamente, a psicanálise
considera o aparelho mental como um instrumento composto, esforçando-se por
determinar em quais pontos dele ocorrem os vários processos mentais.
De acordo com os pontos de
vista psicanalíticos mais recentes, o aparelho mental compõe-se de um ‘id‘, que
é o repositório dos impulsos instintuais, de um ‘ego‘, que é a parte mais
superficial do id e aquela que foi modificada pela influência do mundo externo,
e de um ‘superego‘, que se desenvolve do id, domina-o e representa as inibições
do instinto que são características do homem.
As três polaridades da mente
estão ligadas umas às outras de várias maneiras altamente significativas.
Existe uma situação psíquica primordial na qual duas delas coincidem. Originalmente,
no próprio começo da vida mental, o ego é catexizado com os instintos, sendo,
até certo ponto, capaz de satisfazê-los em si mesmo. Denominamos essa condição
de ‘narcisismo’, e essa forma de obter satisfação, de ‘auto-erótica’.
Nessa ocasião, o mundo
externo não é catexizado com interesse (num sentido geral), sendo indiferente
aos propósitos de satisfação. Durante esse período, portanto, o sujeito do ego
coincide com o que é agradável, e o mundo externo, com o que é indiferente (ou
possivelmente desagradável, como sendo uma fonte de estimulação).
Em comparação, proposta por Freud, o cavaleiro, o ego, não está apenas (pode-se dizer) furiosamente empenhado em manter as rédeas de seu cavalo teimoso, o id, como ainda é forçado, ao mesmo tempo, a lutar com uma nuvem de abelhas bravas, o superego, enxameando sobre ele.
Mas, essa é uma discussão que vem rendendo desde Freud, muitos aprofundamentos que demonstram o universo de estímulos, impulsos, instintos que fazem parte do funcionamento mental de cada um de nós, negados ou aceitos, reconhecidos ou ignorados, eles estão lá num conflito constante por espaços que molda a nossa realidade psicossocial.
terça-feira, 1 de dezembro de 2020
TREINAMENTO DE PESSOAL DE CAMPO - ELEIÇÕES 2020
quinta-feira, 25 de junho de 2020
TemasPsi: ANSIEDADE
DEFINIÇÃO
A ansiedade é definida como “um estado de apreensão intensa, incerteza e medo, resultante da antecipação de um evento ou situação ameaçadora, numa intensidade tal que interrompe o funcionamento normal das funções físicas e psicológicas”.
A ansiedade pode ser uma reação normal a estímulos desestabilizadores ou que possam atemorizar as pessoas. Essa reação pode ocorrer com sintomas psicológicos, como apreensão, desconforto, medos diversos, e também com sintomas físicos, como taquicardia, aumento da frequência respiratória, alterações de pressão arterial entre outras.
A ansiedade surge como alerta em uma situação adversa, que foge do controle do que o nosso cérebro e o nosso corpo entendem como algo que pode prejudicar nossa vida. Ela é uma resposta natural ao medo, que possui uma conotação negativa mais, muitas vezes, pode salvar nosso bem mais precioso e nos livrar de situações que nos trazem malefícios e prejudicam nosso bem-estar.
Algumas pessoas possuem mais propensão à ansiedade do que outras por diversos fatores que envolvem seu histórico de vida, seus relacionamentos, genética e determinados fatores ambientais.
Procurar ajuda pode ser mais complexo do que parece. Além de ter que buscar um autoconhecimento e saber reconhecer quando uma coisa não vai bem, a pessoa que sofre de ansiedade ainda pode se deparar com obstáculos impulsionados pela falta de informação de parentes e amigos que o cercam e até do preconceito da sociedade, que vê transtornos psicológicos como uma fragilidade e não entendem que, por trás de tudo isso, existem fatores químicos e biológicos consideráveis.
Acadêmico de Direito/Formado em Psicologia.
quarta-feira, 24 de junho de 2020
TemasPsi: MOTIVAÇÃO
João Batista Nunes
Acadêmico de Direito/Formado em Psicologia.
domingo, 29 de março de 2020
UMA HISTÓRIA QUE SEMPRE SE REPETE
A história da humanidade passa por uma repaginação toda vez que moléstias se propagam e causam uma drástica experiência na vida e nos modos de viver no planeta. Na Idade Média foi assim em se tratando de um ataque de micro organismos. No século XX, o Vírus Ebola no Continente Africano nos reaviva o drama humano. E, agora, em pleno século XXI mais um lembrete de nossa vulnerabilidade, um vírus que de tão pequeno não podemos ver, causador de tamanha devastação.
Em nosso tempo as promessas da ciência em seus variados campos pareciam nos levar a criar uma consciência completamente desvencilhada do conceito de Deus. Mas, no caos que se anuncia com centenas e milhares de mortes em vários países, o senso religioso é reavivado.
Parece óbvio que com os melhoramentos técnicos e aprimoramentos nos métodos de cultivo e manutenção da qualidade da produção agropecuária voltados para a sustentabilidade a vida, enfim, poderia seguir seu curso garantindo alimento e qualidade de vida para a maioria das pessoas.
Mas, tudo isso talvez seja eclipsado pela ganância, avareza, orgulho e inveja que acompanha o ser humano desde os primórdios mais longínquos de sua existência. Parece até que os seres humanos são, na verdade, os verdadeiros vírus infectos da terra, pois aonde pôs as mãos não somente modificou a natureza das coisas, mas alterou o DNA da normalidade, do belo, do natural.
Milhões e milhões de vidas ceifadas de 1939 à 1945, em sua grande maioria civis, era a Segunda Guerra Mundial. Calcula-se um total de 85 milhões de mortos na Segunda Guerra Mundial, onde mais de 50 milhões foram civis.
Com o fim da Guerra, as Nações Unidas dava início aos planos para mitigar a fome e demais consequências desse período. O Estado de Bem-estar social era um deles. Mas o resultado obedecia ao final apenas uma lógica: 80% de tudo que a humanidade produzia era consumido apenas por 2% da população do Planeta. E pouco mais de 13% da produção mundial era consumida pela imensa maioria, numa clara mensagem de uma concentração exorbitante de riquezas e meios de produção nas mãos de uns poucos e pouquíssima distribuição para muitos.
É evidente que esse sistema chegou a exaustão, e os apelos por quebra de paradigmas forçaram gradualmente, mas não representativo ainda, o compartilhamento de bens e serviços. Tudo ainda se mostra nítido de quão perverso e mesquinho é o sistema que regula e tenta harmonizar o modus de vida do ser humano no Planeta.
O ser humano, entretanto, não é um ser abjeto. Ele tem virtudes, embora estejam em um avançado processo de extinção. Vez por outra somos surpreendidos por atos de coragem, amor, empatia, fé, que implicam em mudanças de paradigmas e por isso talvez ainda possamos vir por mais um pouco na Terra.
quinta-feira, 19 de março de 2020
EM TEMPOS DE CONFINAMENTO É PRECISO CUIDAR DO EMOCIONAL
O ser humano por definição é um ser social, que nasce, cresce, desenvolve-se e morrer no meio social, pertencendo a uma sociedade, tribo, clã e família.
Procure assistir noticiários apenas uma vez ao dia. Geralmente a edição da manhã é capaz consolidar tudo o que precisamos saber para ficarmos atualizados.
Evite pensamentos vitimista. Não caia na armadilha da hiperinformação e no excesso angustiante de informações falsas ou exageradas. Essas ações podem te levar a um estado mental de constante alerta, prejudicando o relaxamento e capacidade de discernimento.
Evite a solidão como sinônimo de abandono. A solitude é um estado desejável de privacidade que permite a reflexão e a subjetivação pessoal, mas a solidão pode produzir tristeza em excesso e potencializar traços depressivos inerentes a cada pessoa.
Utilize toda tecnologia disponível para manter-se conectado com a vida e com pessoas que você estima. Una-se aos seus familiares e amigos, promovendo boas conversas por meio de videochamadas, telefonemas ou mensagens.
Evite cultivar pensamentos pessimistas e sofrimento por antecipação.
Quando estamos amargurados, nosso mundo interior fica embrutecido e nossas reações e comportamentos podem se revelar de forma destrutiva, ferindo aqueles que estão à nossa volta e nos impedindo de enxergar soluções. Isso ocorre porque mecanismos de autodefesa reprimidos se eclodem e podemos passar a agir de forma agressiva.
Lembre-se: Você tem condições de pensar diferente a fim de aliviar as dores produzidas pelo momento atual. Permita-se.
Se o ócio não for criativo, pode conduzir a um estado de letargia existencial. Encontre nas atividades manuais e nas atividades físicas que possam ser executadas em casa um meio para aliviar desconfortos e para preencher o tempo.
sábado, 28 de dezembro de 2019
CADÊ O DINHEIRO QUE TAVA AQUI?
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
EU E O MEU EGO
joaobnunespb@hotmail.com
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
A INTELIGÊNCIA PERCEPTUAL DA MULHER
O homem precisava se ausentar por longas distâncias para garantir uma boa caça, enquanto isso, a mulher se dedicava ao plantio de leguminosas e tubérculos que compunham a base alimentar. Não era tarefa fácil para ambos, mas para a mulher parece que a árdua missão exigia mais que se imagina. Ela tinha que cuidar dos filhos, amamentar, mantê-los aquecidos nos períodos de intensos invernos e protegê-los das feras que rondavam sua habitação.
Era preciso desenvolver uma inteligência perceptual que possibilitasse a leitura dos mínimos sinais de perigo. E de sinais a mulher entende. Mais que o homem, a mulher tem uma acuidade visual, olfativa e auditiva capaz de fazer leitura de cenário, ambiente e de pessoas.
O olhar da mulher é sempre uma leitura, uma análise, logo vem a síntese, uma conclusão, que pode não acerta 100%, mais chega perto. Sentimentos (amor, raiva, agressividade, insatisfação etc.), intensões, comportamentos esboçados, quanto mais experiente nas vivências mais aguçada e assertiva ela se torna.
Em tempos de acirradas competitividades ler os sinais daquilo que não é verbalizado é, sem dúvidas, uma vantagem a mais. Sinais de perigo, sinais de que deve avançar eu manter a cautela, enfim, sinais que se desdobram em sentidos que dão origem a tantos e tantos outros sentidos exigindo esse dom interpretativo e sensível (quase sensitivo) da mulher.
Os sinais, mesmo aqueles mais sutis, que ninguém mais consegue ver, a mulher os percebe passa a utilizar cada um deles como elementos que darão corpo a intuição. Intuir é algo que qualquer um pode fazer, contudo, como já frisado, a mulher sobressai.
sexta-feira, 19 de julho de 2019
O INCONSCIENTE
A analogia mais utilizada para se obter a dimensão do inconsciente é a do iceberg que no mar torna claro apenas aquele bloco de gelo que pode ser um pequeno monte escondendo a enorme montanha submersa, escondida aos olhos do observador, demonstrando a ideia de que muitos conteúdos que verbalizamos ou exprimimos através dos mais variados gestos encontram respostas emocional e motivacional em nosso inconsciente.
Em seu Vocabulário da psicanálise, Laplanche e Pontalis afirmam que, “ se fosse preciso concentrar numa palavra a descoberta freudiana, essa palavra seria incontestavelmente a de inconsciente”. Creio que a quase-totalidade dos téoricos em psicanálise concordaria com esta afirmação, embora nem todos concordem quanto à significação, à extensão e aos limites daquilo que entendem por inconsciente.












