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sábado, 24 de janeiro de 2015

MUNDO DO TRABALHO: VALORIZANDO AS PESSOAS



O mundo do trabalho presentificado em nossos dias caminha cada vez mais rápido para a compreensão de que a micro e a macroeconomia é processada pelo indivíduo num contexto da coletividade. Ou seja, o entendimento de que os seres humanos são distintos em termos de necessidades, expectativas e capacidades, "que se alteram ao longo do tempo em virtude de múltiplas variáveis" (Zanelli, 2004) refinam a visão da importância da valorização das pessoas. Um ponto relevante para a gestão de pessoas nas organizações.

Nesse prisma, permitam-me aprensertar-lhes dois grandes autores Willis Harman e John Hormann que, na obra O Trabalho Criativo (1997) aborda a temática de maneira atualizada e, sem dúvida, indispensável às nossas considerações. 

Harman cobriu duas guerras mundiais e uma guerra fria; com três carreiras distintas e ampla experiência junto ao Instituto de Pesquisas Stanford que lidera com a investigação de futuros e planejamento estratégico. Hormann, por sua vez, da Fundação Shweisfurth, de Munique, após uma trajetória de sucesso na IBM, dedica-se com os estudos na abordagem do "pensamento causalista", conceito criado por ele para analisar as estruturas da realidade global, assim como os processos dinâmicos das mudanças sociais.

Esses autores apontam como características imprescindíveis da nova sociedade organizacional emergente a valorização das pessoas. Paul Hawken, empresário bem sucedido, citado como um dos inúmeros exemplos dessa linha de pensamento afirma que "a qualidade que mais lhe interesse é o 'coração da pessoa'. É uma boa pessoa? Gosta dos outros? Está pronto a ajudá-los e trabalhar com eles harmônica, solidária e cooperativamente? Seu trabalho expressa essa qualidade?"

A nova configuração do mundo do trabalho tem focado a busca por competências multifacetada com vistas a excelência. É o que discorre Moller (1992) em O Lado Humano da Qualidade para quem a qualidade pessoal é a base de todas as outras qualidades. Ele chega a afirmar que "o futuro de uma empresa ou organização depende desse item fundamental para satisfazer os requisitos de qualidade do mundo exterior."

A qualidade pessoa, é claro, depende de uma série de fatores inerentes à pessoa onde a inteligência não é suficiente. 

O psicólogo Robert Sternberg, da Yale, citado por Caproni (2003), concorda que nem sempre as pessoas bem sucedidas são as mais inteligentes, tecnicamente proficientes ou as que têm melhor nível de escolaridade. Ele argumenta que a "inteligência bem-sucedida" vai além da inteligência cognitiva (o quantum de conhecimentos teóricos e técnicos) para incluir a que denomina de "inteligência criativa e prática. 

De acordo com Sternberg (op. cit.) "pessoas com inteligência prática sabem como alavancar sua inteligência cognitiva aplicando o que aprendem de maneiras novas e criativas." O resultado: outras pessoas consideram útil e fascinante.

A pesquisa de Daniel Goleman sobre inteligência emocional no trabalho corrobora para a conclusão de Sternberg, de que apenas a inteligência cognitiva é insuficiente para prognosticar o sucesso de pessoa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


HARMAN, Willis; Hormann, John. O Trabalho Criativo. O Papel Construtivo dos Negócios numa Sociedade em Transformações. São Paulo: Cultrix, 1997.

MOLLER, Claus. O Lado Humano da Qualidade. Maximizando a Qualidade de Produtos e Serviços Através do Desenvolvimento das Pessoas. São Paulo: Pioneira, 1992.

ZANELLI, Carlos José (Org). Psicologia, Organizações e Trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2004.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

PROBLEMA OU SOLUÇÃO?




Toda vez que percebemos uma necessidade de mudança ou de uma ação motivada por um desconforto, nos vemos diante do impulso de achar um caminho para essa mudança.

A mudança implica em desconforto imediato, saída da zona de conforto de indivíduos e organizações. A mudança é o problema, o caminho é a solução. Achar esse caminho, essa solução é, certamente, um processo puro de aprendizado.

Esse processo, quando sistematizado, traz a certeza do aprimoramento dos passos para a solução de possíveis problemas futuros. O significado coloquial da palavra cria conotações problemáticas. Entendemos o termo problema como a identificação de uma oportunidade para o aprendizado e para o aprimoramento. Nesse enfoque, problema deve ser visto como algo positivo. Quem tem muitos problemas está cheio de oportunidades de aprender e de melhorar. Isso é que é otimismo, já que problema é o resultado indesejável de um processo.

O problema é uma ponte para inovar, criar novas oportunidades e expandir novos negócios. Quem cria oportunidades é criador de problemas? Esse é um ponto interessante para a reflexão dos gestores que veem certas oportunidades de aprimoramento como ameaças a seu status quo.

Todos os processos devem realimentar-se de informações, tendo como objetivo sempre seu próprio aprimoramento. Cada processo possui uma fase de controle, na qual é verificada a conformidade entre o planejado e o executado. Nessa fase, a variabilidade de um processo é mantida dentro de limites predeterminados e diz-se que o processo está sob controle.

Em muitas obras voltadas para a qualidade, são feitas referências às sete ferramentas da qualidade e também às sete ferramentas gerenciais para a qualidade – sete novas. Esses dois conjuntos de técnicas são muito importantes para a sistematização e para o aprimoramento dos processos de aprendizado.

Esses dois conjuntos de técnicas, com todas as suas variações têm sido responsáveis pelo real aumento da capacidade das pessoas em transformar seus achismos em fatos e dados, suas incertezas em confiança provendo a base para a tomada de decisão adequada em cada processo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

KAIZEN - MUDANÇA PARA MELHOR


こんにちは。お元気ですか? Com a cultura japonesa aprendi o quanto podemos evoluir, extrair lições de vida através da tradição, da observação de legados antigos que criam vínculos e códigos de conduta duradouros, no caso do Japão, séculos e séculos.

Kaizen é uma palavra japonesa que significa mudança para melhor ou aprimoramento contínuo e que permeia toda a administração, da casa à instituições, a vida e o jeito de ser do Japão tradicional é organizado e organizador. Kaizen pode então, até servir de sinônimo de Administração Japonesa.

E a chamada Administração Japonesa de hoje, na realidade, é toda uma tradição de educação de berço do japonês, complementada por conhecimentos do management norte-americano a partir dos Anos 50. Em outras palavras, valores humanos japoneses complementados por conhecimentos técnicos em Administração norte-americanos, e aplicados em empresas japonesas.

Do kaizen vem o 'wa' - harmonização, que por sua vez se traduz nos cinco senso:

SEITON significa providenciar a ARRUMAÇÃO e deixar tudo em ORDEM – todos os materiais (sejam quais forem) necessitam ser mantidos em ordem, para que possam ser encontrados de imediato e estejam prontos para uso sempre que necessários. Deixar as coisas no lugar certo, para não se perder tempo e gastar energia desnecessária, procurando-as.

SEIRI significa evitar o DESNECESSÁRIO – separar o desnecessário do necessário, e guardá-lo num lugar que lhe é próprio, para que não atrapalhe a rotina de trabalho ou qualquer outra atividade. Disponibilizar as coisas realmente necessárias ao trabalho e aquelas desnecessárias guardá-las ou “passá-las para frente”. Guardá-las, porque futuramente poderão ser necessárias; “passá-las para frente” (doar) porque aquilo que é desnecessário para um, pode ser útil para outro.

SEISO significa manter sempre LIMPO – o local de trabalho ou qualquer outro lugar, com tudo em ordem e somente com o necessário, para que a sujeira não atrapalhe a produtividade nem provoque má qualidade na produção.

SEIKETSU significa manter a HIGIENE – tornando o ambiente saudável e agradável para todos.

SHITSUKE significa DISCIPLINA – não só aprender e seguir os princípios anteriores como hábitos salutares e invioláveis, como também se educar com caráter reto, firme e honrado, para vencer na vida.

“A palavra “disciplina” basicamente significa capacidade de aprender, daí a palavra “discípulo”12. Daí, temos de cada vez mais nos disciplinar em SEITON, SEIRI, SEISO e SEIKETSU, como também formar um caráter reto, firme e honrado continuamente. Mediante um código de princípios morais denominado Bushido (pronuncia-se Bushi-dô) o samurai autodisciplinava-se e auto-aprimorava-se continuamente. Registre-se aqui de passagem, que o Bushido jamais foi escrito, apenas “consiste de umas poucas máximas transmitidas de boca em boca”, de forma pessoal, muito simples e bem caseira, própria da cultura japonesa. ありがとう。

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

VOCÊ SABE DEFINIR QUALIDADE?




Todos estão falando sobre qualidade. A palavra é usada de muitas formas diferentes, com uma variedade de significados. Suas próprias observações e discussões com outras pessoas provavelmente o levaram a suspeitar disso.
“Qualidade superior” versos “Qualidade Inferior” não são termos objetivos. Eles podem descrever algo bastante concreto, ou alguma coisa mais emocional.
Não é possível descrever qualidade de forma clara e objetiva. A razão é que muitos fatores devem ser levados em consideração, ao se julgar a qualidade de qualquer desempenho.

Um produto com a mesma qualidade, no mesmo país e na mesma cultura, pode ser julgado de forma diversa por pessoas com experiência, educação, idade e formação diferentes;
Um produto ou serviço com a mesma qualidade pode ser percebido de forma diversas pela mesma pessoa em épocas diferentes, dependendo da situação e do humor e das atividades das pessoas;
O mesmo produto ou serviço pode satisfazer necessidades bastante diversas. Assim, as pessoas irão julgar a qualidade de um produto ou serviço de acordo com as suas necessidades em uma dada situação;
A conclusão mais óbvia é que as pessoas têm diferentes padrões de qualidade.
A qualidade que as pessoas esperam de outras pessoas dependem de quem são essas outras pessoas; Ao passo que, a qualidade que as pessoas esperam de outras pessoas nem sempre é a mesma que elas esperam de si mesmas.
A verdade pura e simples é que o mundo cada vez mais exigente tem a qualidade pessoal, departamental, de serviços e produtos como valor agregador e se você primar pela qualidade terá o mercado a seus pés. Pense nisto.