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sábado, 15 de agosto de 2015

O INIMIGO PODE ESTAR EM QUALQUER LUGAR


Na China milenar, cerca de 500 anos antes de Cristo, período dos Estados Guerreiros, um grande mestre general chamado Sun Tsu escreveu em poucas linhas um verdadeiro tratado sobre a guerra refletido no pensamento e ações dos homens: a Arte da Guerra. Numa de suas máximas ele afirmou: “Todo guerreiro se baseia na simulação”, objetivando contrariar, iludir, enganar o inimigo.

A trapaça, movida por inveja ou ambição pode ter como senha indicativa da pessoa a ser entregue um beijo, como o fez Judas Iscariotes com seu Mestre. 

Depois de tantos séculos e o distanciamento das guerras para a maioria das pessoas incumbe-nos uma pergunta: que natureza de perigo poderia nos assaltar? Desordens urbanas podem ser controladas pelas forças de segurança; crimes das rotinas urbanas são combatidos por esses mesmos agentes de segurança. A resposta a esta indagação está sintetizada numa frase do longínquo período da Idade Média: “Quão sombria é a traição dos homens!”

Em certa altura dos discursos em torno de sua obra “O Príncipe” o florentino Niccolo Machiavelli destacou: “O destino quando quer enaltecer um príncipe novo, fornece-lhe inimigos”. Reforçando esse dito, um irlandês chamado Oscar Wide afirmou que “a cada impressão que causamos conquistamos um inimigo”.

A figura do inimigo é conhecida em todas as línguas e dialetos do Planeta. Do latim ‘inimicus’, é por definição básica pessoa, criatura ou entidade contra a qual se luta. A personalização daquilo que se apresenta como hostil, adverso, provocante, contrário, ameaçador e agressivo. Lembra “O Inimigo Oculto”? (Título dado no Brasil ao filme Who is Harry Kellerman and why is he sayind those terrible things about me?). Pois é.

A tática do inimigo é manter-se em módulo furtivo (escondido, oculto, secreto, às vezes, secretíssimo) e ele pode estar em qualquer lugar e se revelar letal. 

Em linhas gerais, o inimigo pode estar tão próximo, camuflado dentro de nós mesmos. A verdadeira sabedoria consiste em vencê-lo todos os dias. É o nosso próprio ego. A natureza humana sempre se revelou propensa ao sintomático estado do EgoTrip, ou seja, quando o indivíduo "viaja" dentro de seu próprio ego encarnando uma superioridade em detrimento de outrem. É claro que de forma incrivelmente variada nos autossabotamos em razão de não identificarmos as sutilezas de comando desse nosso inimigo. Acho que merece destaque a abordagem do autor Flip Flippen e Dr. Chris J. White, na obra editada pela Sextante, Tradução Carolina Alfaro  "Pare de se sabotar e dê a volta por cima - Como se livrar de Comportamentos que atrapalham sua vida".

O inimigo pode estar dentro do perímetro de nosso campo psicodinâmico. Também com a mesta tática: modo furtivo, esperando o momento exato para agir. Ele sabe que este é o perímetro de nossas relações mais íntimas onde amigos, parentes e os domésticos de nossa casa transitam.

Não é de se admirar que o inimigo desenvolva habilidade de camuflagem eficiente a ponto de se infiltrar nos ciclos de amizades do ambiente escolar e principalmente no ambiente organizacional. Os objetivos perseguidos podem ser dos mais simples como sabotar seu desempenho e desenvolvimento no ambiente de sua atuação, neutralizá-lo, movido por pura inveja; criar jogos de intrigas, afastar pessoas estratégicas; ou intentos malignos mais insidiosos: o (a) melhor(a) amigo (a) que quer destruir seu casamento provocando uma traição conjugal; o que quer mapear suas potencialidades, absorvê-las e se autopromover lhe descartando por completo; ou até mesmo, provocar sua morte, num caso mais extremado.

Enfim, a criminologia está repleta de casos que revelaram o lado oculto de gente que conseguiu se manter sob a penumbra no transcorrer de todas as fases entre elaboração e execução de crimes envolvendo uma gama complexa de vítimas e um grau elevado de estranheza, pela proximidade tênue que mantinham.

Contudo, "calma, não criemos pânico!" como diria um dos famosos personagens da TV Mexicana. Apenas fique atento aos sinais. Desconfie de pessoas e situações que lhe parecerem estranhas ao considerado normal em seu cotidiano. Lembre-se que estamos lidando com o gênero humano e por isso, as pessoas são o que são independentemente de onde elas estejam e, sobretudo, a posição que ocupem, seja eclesiástica, política ou social.   

João B Nunes

sábado, 24 de janeiro de 2015

MUNDO DO TRABALHO: VALORIZANDO AS PESSOAS



O mundo do trabalho presentificado em nossos dias caminha cada vez mais rápido para a compreensão de que a micro e a macroeconomia é processada pelo indivíduo num contexto da coletividade. Ou seja, o entendimento de que os seres humanos são distintos em termos de necessidades, expectativas e capacidades, "que se alteram ao longo do tempo em virtude de múltiplas variáveis" (Zanelli, 2004) refinam a visão da importância da valorização das pessoas. Um ponto relevante para a gestão de pessoas nas organizações.

Nesse prisma, permitam-me aprensertar-lhes dois grandes autores Willis Harman e John Hormann que, na obra O Trabalho Criativo (1997) aborda a temática de maneira atualizada e, sem dúvida, indispensável às nossas considerações. 

Harman cobriu duas guerras mundiais e uma guerra fria; com três carreiras distintas e ampla experiência junto ao Instituto de Pesquisas Stanford que lidera com a investigação de futuros e planejamento estratégico. Hormann, por sua vez, da Fundação Shweisfurth, de Munique, após uma trajetória de sucesso na IBM, dedica-se com os estudos na abordagem do "pensamento causalista", conceito criado por ele para analisar as estruturas da realidade global, assim como os processos dinâmicos das mudanças sociais.

Esses autores apontam como características imprescindíveis da nova sociedade organizacional emergente a valorização das pessoas. Paul Hawken, empresário bem sucedido, citado como um dos inúmeros exemplos dessa linha de pensamento afirma que "a qualidade que mais lhe interesse é o 'coração da pessoa'. É uma boa pessoa? Gosta dos outros? Está pronto a ajudá-los e trabalhar com eles harmônica, solidária e cooperativamente? Seu trabalho expressa essa qualidade?"

A nova configuração do mundo do trabalho tem focado a busca por competências multifacetada com vistas a excelência. É o que discorre Moller (1992) em O Lado Humano da Qualidade para quem a qualidade pessoal é a base de todas as outras qualidades. Ele chega a afirmar que "o futuro de uma empresa ou organização depende desse item fundamental para satisfazer os requisitos de qualidade do mundo exterior."

A qualidade pessoa, é claro, depende de uma série de fatores inerentes à pessoa onde a inteligência não é suficiente. 

O psicólogo Robert Sternberg, da Yale, citado por Caproni (2003), concorda que nem sempre as pessoas bem sucedidas são as mais inteligentes, tecnicamente proficientes ou as que têm melhor nível de escolaridade. Ele argumenta que a "inteligência bem-sucedida" vai além da inteligência cognitiva (o quantum de conhecimentos teóricos e técnicos) para incluir a que denomina de "inteligência criativa e prática. 

De acordo com Sternberg (op. cit.) "pessoas com inteligência prática sabem como alavancar sua inteligência cognitiva aplicando o que aprendem de maneiras novas e criativas." O resultado: outras pessoas consideram útil e fascinante.

A pesquisa de Daniel Goleman sobre inteligência emocional no trabalho corrobora para a conclusão de Sternberg, de que apenas a inteligência cognitiva é insuficiente para prognosticar o sucesso de pessoa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


HARMAN, Willis; Hormann, John. O Trabalho Criativo. O Papel Construtivo dos Negócios numa Sociedade em Transformações. São Paulo: Cultrix, 1997.

MOLLER, Claus. O Lado Humano da Qualidade. Maximizando a Qualidade de Produtos e Serviços Através do Desenvolvimento das Pessoas. São Paulo: Pioneira, 1992.

ZANELLI, Carlos José (Org). Psicologia, Organizações e Trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2004.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

QUE TIPO DE FUNCIONÁRIO É VOCÊ


Toda organização tem, no mínimo três tipos de funcionários, os ambiciosos, os acomodados e os cimentos sociais. É o que diz estudo publicado pela VOCÊ/SA (edição 143/novembro 2010), que ensina como identificar, gerenciar e motivar profissionais que estão presentes na totalidade das empresas e demais organizações.
Os funcionários ambiciosos, buscam ascensão na carreira, são exibicionistas e se preocupam com a imagem. Esse tipo, não tem apego a empresa nem ao cargo. Se a concorrência oferecer mais ele não pensa duas vezes. Apesar disso, são profissionais essenciais a qualquer equipe, por ter muitas idéias, sendo altamente produtivos e adoram bater metas. "No estudo das correntes motivacionais esse tipo justifica o ritmo que se imprime no andamento dos trabalhos e projetos" é o que diz o psicólogo JB Nunes.
Funcionários que compõem o segundo exemplo, o dos acomodados, em geral têm cinco a dez anos de casa, está adaptado a empresa e a função. Não são necessariamente desmotivados ou folgados, apenas não têm grandes expectativas de crescimento. "O acomodado gosta do que faz e é fiel a empresa", afirma Mario Mattos, diretor de Marketing da GFK.
Esses profissionais precisam ser acompanhados de perto e instigados do ponto de vista motivacional. A diferença entre os ambiciosos e os acomodados é no campo das conquistas e avanços. Os primeiros não encaram a empresa, nem a função nem chefes num prisma afetivo, são secos e objetivos, calculistas. As acomodados são mais afetivos ao meio no qual trabalham.
Já o terceiro tipo, os funcionários cimento social são pessoas integradoras, aglutinadoras. Eles ajudam colegas recém chegados na empresa, são adaptativos e festivos. Eles são importantes por aproximarem pessoas e departamentos. Elas são verdadeiros navios quebra-gelos no universo das organizações. Esses caras são excelentes na construção e ampliação de redes sociais, o tal networking. Altamente positivos na divulgação da empresa e eventos.