Não é só excesso de trabalho: falta de reconhecimento, criatividade tolhida e mau relacionamento com os colegas também podem engatilhar uma síndrome de estresse crônico. Entenda de uma vez o que é o burnout – e saiba identificar suas causas.
quinta-feira, 25 de setembro de 2025
BURNOUT: Saiba identificar as causas
Não é só excesso de trabalho: falta de reconhecimento, criatividade tolhida e mau relacionamento com os colegas também podem engatilhar uma síndrome de estresse crônico. Entenda de uma vez o que é o burnout – e saiba identificar suas causas.
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
TEMPOS ALHURES: A BENZEDEIRA E A GARRAFADA DE ERVAS
Pois não é que o netinho de seu Zé Gusmão, vizinho de Dona Severina de compadre Afonso, amanheceu com o bucho inchado e com muita febre?! Só pode ser mal olhado! É a inveja dessa gente que tem parte com o cão! Rumbora levar ele para comadre Luzia!
A porta, daquelas que é dividida em duas partes: a de baixo, é fechada no ferrolho e a de cima é aberta para entrar um ventinho nessas tardes quentes do Jeremias, um bairro antigo de Campina Grande na Paraíba. No recanto da sala, a imagem de Santo Expedito, em cima de um tamborete, ornado com um pé de "comigo-ninguém-pode e umas flores amarelas.
A sala modesta, ostentava na velha parede pintada de verde abacate, em tom desgastado, uns cinco ou seis quadros de tamanhos variados, tendo ao centro, o de um casal, pintado com a gravura de dona Luzia e o falecido. Ela de vestido de chita, de babado e laços, e ele de paletó, parecendo um crente. Acima desse, reinava majestoso o quadro de Nosso Senhor Jesus Cristo, aquele que tem um coração ferido e uns raios em volta.
O sofá pequeno, coberto com uma manta de retalhos variados e mais duas cadeiras juntamente com a cortina branca e fina, de estampa de flores formavam o todo da sala, sem esquecer do rádio Canarinho num cantinho perto dos quadros.
Lá de dentro vem dona Luzia, sofrida pelo tempo, com aquela dor no espinhaço que responde nos quartos, de semblante marcado pelos nítidos sinais rugosos, um olhar cansado das lidas. Após averiguar a situação e examinar mais acuradamente o barriga inchada do menino, ela pega um galho de pé de arruda, colhido do próprio quintal, e começa sua reza, benzendo a criança. Ao final, prescreve uma garrafada de ervas e diz que a mãe venha buscar em dois dias, que é tempo que ela leva para preparar.
Garrafada para vermes: 1 garrafa de vinho branco + 9 dentes de alho + 1 colher (sopa) da erva de santa maria + 1 colher (sopa) de hortelã + 1 colher (sopa) da flor de mamão macho + 40 sementes de limão, secas e amassadas. Cozinhar por 8 dias, mexendo diariamente, depois coar e tomar em jejum por 3 dias. Pronto.
Um semana depois, o menino está completamente curado e, o que é melhor, imunizado contra o mal olhado e a inveja, graças à reza de dona Luzia.
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Vitrine Profissional: A MEMÓRIA SOCIAL DAS MARIAS LAVADEIRAS E ENGOMADEIRAS DO JEREMIAS
segunda-feira, 7 de outubro de 2024
FOI ASSIM A ESCALADA DO 1º TURNO DA CAMPANHA ELEITORAL DE CAMPINA GRANDE-PB
Campina Grande, Paraíba, uma das mais expressivas cidades do interior do Nordeste, tem no período eleitoral um motivo a mais para movimentar o espírito popular fazendo do momento político uma verdadeira efervescência que contagia até mesmo quem jurou de pés juntos, durante o tempo anterior, que odiava políticos, esse sim, é aquele que vai dançando embriagado na frente da passeata puxada pelo paredão.
Esse fenômeno não é recente. Desde os tempos mais longínquos, Campina é assim, provocativa, atrevida, debochada, desafiadora, sobretudo, vencedora nos embates mais renhidos de sua história. Dos velhos comícios de Elpídio de Almeida, Severino Cabral, Enivaldo Ribeiro, Ronaldo Cunha Lima, até os nossos tempos, tempos de Bruno Cunha Lima, neto do doutor Ivandro Cunha Lima, tem sido assim.
Nesse pleito de 2024, ficou evidenciado por parte do arco das oposições um atraso na definição de um nome e das estratégias de conquista do eleitorado em razão da relutância do ex-prefeito, atual deputado federal, Romero Rodrigues em definir seu apoio. As vertentes oposicionistas em suspense, levaram alguns mais próximos como o ex-deputado estadual de pífia expressão política, irmão de Romero, Moacir Rodrigues, assim como o primo, ex-vereador Márcio Melo Rodrigues, ambos beneficiados pelo governo do estado, a afirmarem a certa altura do clímax das expectativas que Romero Rodrigues já havia se posicionado, iria ficar com a oposição à Bruno. Chegou-se até mesmo a delimitar o dia em que Romero faria uma declaração pública.
O tempo passou e as expectativas naufragaram deixando os principais líderes da oposição em polvorosa. Governador João, que dantes já havia dada a questão como resolvida, voltou atrás ao ponto de dizer que não esperava mais por Romero. O presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, tendo o irmão deputado federal Murilo Galdino como principal articulador, tendo como certa a vinda de Romero e depois caindo numa profunda desilusão, afirmou em entrevista à impressão paraibana que Romero não teve um comportamento político coerente, e que sua indecisão não era coisa de homem público.
Enquanto os oposicionistas vendo os prazos das deliberações partidárias sendo finalizados, e até seguidores de Romero, uns eloquentes "anti Bruno" que puxavam o coro para uma possível candidatura de Romero contra Bruno, ficaram boquiabertos ao se depararem com a resolução definitiva de Romero em apoiar e se engajar na reeleição de Bruno Cunha Lima.
A campanha começou e os apoiadores foram às ruas, às casas, e as diversas manifestações acompanhando o candidato atual prefeito. As equipes de mostraram aguerridas e os ajuntamentos foram ganhando corpo, multidões eram vistas pelos bairros e distritos de Campina e a onda amarela mostrou força vibrante no semblante de cada apoiador.
O candidato Bruno tem alguns pontos que vão de encontro à lógica da prática política que ainda está bastante forte na maioria dos estados do Brasil, principalmente no Nordeste. A disputa política desleal, a compra de votos desenfreada que dribla em todos os pleitos as autoridades, com caminhões carregados de cestas básicas transitando nas madrugadas, envelopes de santinhos com quantias de dinheiros, essa prática Bruno além de não aprovar não consente seus apoiadores que o faça.
Mas do outro lado, da turma que quer ganhar custe o que custar, vem com tudo, e os resultados estão aí. A apresentação de um forasteiro que já chegou mentindo, com o nome citado em processos judiciais envolvendo atos ilícitos com o dinheiro público aplicado na saúde, diferente daqueles "leais forasteiros" que fizeram o nome de Campina Grande crescer. Esse foi o nome que João Azevedo viu-se forçado a apresentar como candidato a prefeito de Campina.
Chegou enfim o dia da eleição, e ao contabilizar os votos para prefeito e vereadores formou-se o o quadro abaixo. Bruno venceu o primeiro turno, e o candidato do governo projetou-se em segundo lugar. Bruno saiu vitorioso também na composição da maioria na Câmara Municipal de Campina Grande, restando reiniciar a campanha rumo ao segundo turno destas eleições.
Nos debates pela TV, o candidato de João, assim como os demais, estavam cada vez mais emudecidos, e sem argumentos chaves. Orientado por marqueteiros como o radialista Fabiano Gomes, que já esteve preso por implicações com a justiça envolvendo atos de corrupção em Cabedelo-PB, e que antes mesmo das eleições já ovacionava (mentindo descaradamente!) o candidato de João afirmando em seu programa pela manhã que "andou de Uber em Campina e pelos diversos lugares que visitou, ouviu a uma só foz que Johny era conhecido e capaz o suficiente para derrotar Bruno nas urnas", demonstrou ter gasto todos os seus cartuchos. Esgotado e sem ter como alimentar seu representado de ideias concretas e projetos viáveis, esbarrou no subterrâneo das estratégias baixas.
terça-feira, 29 de março de 2022
RATINHO GUNÇO DO JEREMIAS
Uma geração inteira cresceu convivendo com as rotinas de um personagem caricato do Bairro do Jeremias*, era Ratinho, conhecido também como Gunço.
Ele cresceu alí desde cedo, andarilho. Pegava a lotação da Viação Cabral e ficava para cima e para baixo sem sossegar o facho em casa. Mas se tinha alguma coisa que conseguia prender a atenção daquele rapazinho que nasceu com síndrome de Down, com acentuada feição do mongolismo, era uma campanha política.
Conhecido dos principais atores políticos de Campina Grande, ele tinha acesso livre em todo comício que se fizesse no Jeremias ou redondeza. Furava qualquer ajuntamento onde a organização tentasse impedir o acesso.
O dom da elocução estava nele. Era comum vê-lo transitar nas ruas do bairro fazendo longos discursos à sua maneira. Segurando um microfone invisível e com impostação de voz, saia gritando frases de efeitos próprias dos políticos.
E os próprios políticos davam cabimento, e assim, um, dois ou três minutos que lhe passavam o microfone, diante da multidão que acompanhava o comício em palanques montados em caminhão, eram suficientes para acalentar, mesmo que pouco tempo, aquele sonho tão ensaiado por Gunço.
A imagem que utilizamos nessa postagem foi, na verdade, um "santinho" que circulou nas eleições de 1988: "Ruim por ruim - Vote em mim. Ratinho 88." Iniciativa de Marconi da gráfica.
Essa provocação foi suficiente para Ratinho se trajar com um paletó que precisava de alguns ajustes pelo tamanho exagerado, e a gravata distonante com o arranjo todo, e sair por quase Campina inteira, fazendo longos discursos e incorporar a figura de um político em plena campanha eleitoral.
Muita gente ficava se perguntando se aquilo era verdade, se ele realmente estava registrado como um candidato. A brincadeira durou apenas o tempo da Justiça Eleitoral chamar o feito à ordem, e acabar com aquela brincadeira.
Com o passar do tempo, Ratinho, o Gunço do Jeremias, ficou íntimo dos principais personagens políticos da cidade. Transitava livremente pela casa de Ronaldo Cunha Lima, com outros políticos ia para veraneios e assim por diante.
Almas caridosas ligadas a essas famílias de políticos cuidaram de outros males de Ratinho, gastando com tratamentos clínicos que tornaram a vida de Gunço menos sofrida.
Apesar disso, era possível vê-lo sempre fumando, às vezes, bêbado, e houve tempo também que ele até entrou para a lei do crentes, andando arrumado, com gravata e bíblia na mão, depois saiu da igreja e, num compasso menos agitado, talvez pela idade, segue sua vida pelas ruas do Bairro do Jeremias.
João Batista Nunes
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*Um dos mais antigos bairros populares de Campina Grande, Estado da Paraíba, Nordeste do Brasil.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
A MENTE EM TERMOS DE ID, EGO E SUPEREGO
Imagine um terreno que seja
preciso dimensionar seu espaço para ter um detalhamento, a partir do qual o
conhecimento mais pormenorizado seja possível. Topografia, delimitação dos
espaços é uma das principais tarefas do agrimensor, o profissional habilitado
para medir e estabelecer limites das terras.
Os estudos do médico austríaco
Sigmund Freud (1856-1959), fundador da psicanálise, análise profunda da psique,
apresentaram uma estrutura topográfica da mente.
Topograficamente, a psicanálise
considera o aparelho mental como um instrumento composto, esforçando-se por
determinar em quais pontos dele ocorrem os vários processos mentais.
De acordo com os pontos de
vista psicanalíticos mais recentes, o aparelho mental compõe-se de um ‘id‘, que
é o repositório dos impulsos instintuais, de um ‘ego‘, que é a parte mais
superficial do id e aquela que foi modificada pela influência do mundo externo,
e de um ‘superego‘, que se desenvolve do id, domina-o e representa as inibições
do instinto que são características do homem.
As três polaridades da mente
estão ligadas umas às outras de várias maneiras altamente significativas.
Existe uma situação psíquica primordial na qual duas delas coincidem. Originalmente,
no próprio começo da vida mental, o ego é catexizado com os instintos, sendo,
até certo ponto, capaz de satisfazê-los em si mesmo. Denominamos essa condição
de ‘narcisismo’, e essa forma de obter satisfação, de ‘auto-erótica’.
Nessa ocasião, o mundo
externo não é catexizado com interesse (num sentido geral), sendo indiferente
aos propósitos de satisfação. Durante esse período, portanto, o sujeito do ego
coincide com o que é agradável, e o mundo externo, com o que é indiferente (ou
possivelmente desagradável, como sendo uma fonte de estimulação).
Em comparação, proposta por Freud, o cavaleiro, o ego, não está apenas (pode-se dizer) furiosamente empenhado em manter as rédeas de seu cavalo teimoso, o id, como ainda é forçado, ao mesmo tempo, a lutar com uma nuvem de abelhas bravas, o superego, enxameando sobre ele.
Mas, essa é uma discussão que vem rendendo desde Freud, muitos aprofundamentos que demonstram o universo de estímulos, impulsos, instintos que fazem parte do funcionamento mental de cada um de nós, negados ou aceitos, reconhecidos ou ignorados, eles estão lá num conflito constante por espaços que molda a nossa realidade psicossocial.
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
O SEBO DE TOINHO NA PRAÇA CLEMENTINO PROCÓPIO
Eu costumava atravessar, geralmente aos sábados pela manhã, a Praça Clementino Procópio em Campina Grande-PB, em direção ao Sebo (cata-livros) do Toinho. Dificilmente encontrava o recinto sem pessoas a procura de algum título. Trata-se de um espaço pequeno, repleto de livros, revistas, gibis, módulos didáticos de Português, Matemática, Ciência, Biologia, Literaturas, Livretos de Cordéis, Revistas científicas e de circulação nacional como a Veja, IstoÉ, Você S.A, Placar enfim.... Tem até antigos exemplares da Manchete e Tititi e das antigas novelas em fotografia preto e branco, Fitas K7, Disco de Vinil, escondidos debaixo das prateleiras alguns CD's, DVDs de artistas diversos e filmes antigos.
Foi ali que eu aprendi a apreciar as melhores leituras. Nem sempre com dinheiro suficiente para comprar todo o exemplar que meus olhos identificavam entre tantos e tantos títulos. Dos módulos da editora Globo de Espanhol e Francês a enciclopédia de psicologia e psicanálise (semi-nova) quando nem imaginava que o futuro iria me reservar cursar no Centro de Ciência Biológicas e da Saúde - CCBS/UEPB, o curso de Psicologia.
É claro que eu, ao presenciar várias negociações de Toinho com os clientes, percebendo a variação de preços sem muito critério, optava por ser atendido por Lira, o rapaz que era jogador do Galícia do Bairro do Monte Santo. A estratégia era a seguinte: passava o olhar nos títulos, e quando me deparava com novidades, com o que me interessava, reservava num lugar a parte e perguntava a Lira qual o preço de obras que não me interessava.
Depois de um tempo, perguntava qual era o preço das obras que de fato me interessavam, isto sem demonstrar que por aqueles exemplares estaria disposto a pagar um pouco mais. Lira quase sempre avaliava por um preço que me deixava satisfeito.
O sebo é um lugar de se informar coisas além. Além das obras ali expostas, um bom e seletivo ouvinte podia se inteirar sobre os assuntos que se processavam nos bastidores da política de subterrâneo, as coisas miúdas do cotidiano, o homem traído e o fato pormenorizado sobre uma gama variada de assuntos, o time do peito e tantos outros temas.
Tratava-se do processo que culminou com a cassação - única da história política do Brasil - por infidelidade partidária de um deputado federal de Campina Grande, que assumiu o mandato na condição de suplente (PFL)* na vaga deixada pelo deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB) que abdicou do cargo.
Pois bem, quando desembarquei em Campina naquela madrugada nebulosa, que o avião teve que arremeter para dar uma enorme volta no céu chuvoso da Rainha da Borborema, mal dormir, tendo que cedo esperar Toinho vir abrir o estabelecimento para começar a extensa pesquisa ali no interior da Praça Clementino Procópio.
Esgotadas as buscas por algum material pertinente... Toinho disse que em sua casa poderia encontra algum subsídio. Marquei com ele, e ao chegar me deparei com pilhas e pilhas de livros e jornais. Retomei a pesquisa e identifiquei algumas matérias e recortes jornalísticos que estava procurando.
Paguei o que lhe era devido e fui por João Pessoa seguindo a missão.
Tempos se passaram. Já morando na Capital paraibana, volta e meia estava em Campina, mas dificilmente deixava de comparecer ao Sebo do Toinho para ver se me deparava com alguma obra importante, não sabendo, a princípio, qual exatamente. Uma gramática de latim da época gynasial, quem sabe.
A vida corrida, no entanto, fez-me afastar por uns 90 dias desse espaço tão rico e ao mesmo tempo singelo.
Quando resolvo aparecer por lá, recebo a triste notícia por boca de Lira que Toinho infelizmente havia sofrido um trágico acidente em sua casa vindo a falecer. Imaginem só, como dizia mamãe: "para morrer, basta estar vivo!"
"Uma enorme viga de madeira do telhado da casa de Toinho se desprendeu" - disse Lira, muito triste com o ocorrido - , e atingiu fatalmente a cabeça do homem. Não resistindo a perda de sangue, foi a óbito no local.
Novamente, depois de um lapso de tempo, tempo curto obviamente, cheguei no cata-livros do Toinho mais um colega e sentada num tamborete havia uma senhora aparentando uns 50,60 anos, cabisbaixa folheando uma revista. Ela ergueu os olhos para os dois estranhos a sua frente, quando lhe perguntei sobre Lira, o rapaz que ficou responsável pelo estabelecimento do finado Toinho.
Uma voz fraca, meio incompreensível balbuciou: "m-o-rreu!"
"-Sim, eu sei que Toinho morreu, refiro-me a Lira, o rapaz que toma conta daqui!" - Tentei clarear a situação.
"Morreu, também." Explicou-nos as circunstancias de sua morte. Estava retornando para casa no bairro do Monte Santo, conduzindo uma carroça de mão carregada de livros e revistas, rua ingrime, enladeirada, conseguiu subir até seu quarto adentrando já com dificuldades respiratórias e dores no peito. No momento de intensa aflição chamou agonizante por sua irmã e caiu perto da janela já sem vida. Foi uma parada cardiorrespiratória. Foi-se o jovem que era, inclusive, jogador de futebol de pelada. Seu enterro deu-se sob a bandeira do Time do Galícia, do qual fazia parte.
O Sebo (cata-livro) permanece lá em funcionamento, conduzido por quem não sei. Nunca mais retornei para conferir.
João Batista Nunes é formado em psicologia, pós-graduando em GRH e acadêmico de Direito. joaobnunespb@hotmail.com
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*PFL - Partido da Frente Liberal que passou a ser DEM-Democratas, que na Paraíba é presidido pelo ex senador Efraim Morais.
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