E se, em vez daquela bandeira rubro-negra que ostenta o NEGO, tivéssimos esta nova bandeira? Isso é possível?
Não só é possível, como reflete o anseio de centenas de pessoas no estado. Naturalmente, não precisa ser exatamente esta acima, mas se fosse já traria bons áres para a consciência coletiva do estado.
E o que há de errado com a atual bandeira?
A bandeira é o símbolo máximo de um estado. É a identificação que liga o institucional ao ser, ao paraibano, num elo emocional, num realce que acende a chama do sentimento de pertença. Aonde quer que - no mundo - viva um paraibano, ele sempre irá se emocionar ao ver a bandeira de seu estado, por causa do poder que nos une ao sublime torrão.
A bandeira atual, de cores vermelha e preta, destacando o NEGO, ostenta no mais alto dos prédios públicos ecos de um tempo nebuloso, de velhos e caducos modelos de fabrico de "heróis" para um povo majoritariamente analfabetos, incapazes de ler o discurso nas entrelinhas, vulneráveis a todo tipo de manipulação. Esta realidade na Paraíba ainda é sentida, mas não tão grosseiramente como dantes. Essa atual bandeira, inequivocamente, remonta a um tempo em que a Parahyba limitava-se ao acanhamento dos quinhões hereditários, das sesmarias cujas sombras das famílias tradicionais, vemo-las pelas avenidas nos casarões abandonados que a geração de hoje reluta em saber a origem.
Tempos idos cuja distração maior era prestar homenagens ao sangue derramado pela violência incitadora e a instituição de um luto eterno, e o símbolo do NEGO, como que traduzindo uma maldição incessante. Quem por mais que amasse o morto, gostaria de ostentar sua mortalha por entre os anos? Pois bem, a atual bandeira do nosso estado é uma mortalha, nada mais que isso.
Hoje, em pleno século XXI, na era da robótica, do acelerador nuclear de partículas subatômicas, da virtualização global de saberes, o estado da Paraíba, apesar de todas as suas deficiências socioeconômicas, produz mentes pensantes, cientistas nas mais variadas competências. A juventude tem oportunidades que, comparadas aos anos 30 de século passado, eram impensadas! Hoje temos a Internet, por meio da qual você está lendo este texto agora. Enfim, tudo que converge para a formação de novas mentalidades que não aceitam mais as "fórmulas" já explicadas, coisa feita para ser inculcada e pronto. A Paraíba de hoje, não é a mesma de outrora, por isso, essa ideologia reificada nas cores da bandeira atual, essa mistíca heróica maldita não tem haver com nosso presente, muito menos com o nosso futuro.
E quais os caminhos legais para tal mudança?
Logo no artigo primeiro da Constituição Federal, parágrafo único lê-se que o " todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, [nos termos constitucionais]". A mesma Carta Magna, preve no art. 61, que "a iniciativa das leis (...) cabe [entre outros casos, inclui-se] aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição".
De acordo com Ubergue Ribeiro Junior, assessor da Sub-chefia de assuntos jurídicos da Casa Civil da Presidencia da República, "a iniciativa popular, em linhas gerais, é o instrumento segundo o qual a Constituição viabiliza, formalmente, a possibilidade de os cidadãos serem os responsáveis diretos pela propositura de um projeto de lei. Criada pelo constituinte originário, ela é um dos expoentes da soberania popular (art.14, III, da Constituição), onde os cidadãos, reunidos e organizados nos termos do art.61, §2º, da Constituição, podem apresentar à Câmara dos Deputados um projeto de lei oriundo da mais legítima vontade social."
Basicamente, tal iniciativa precisará da subscrição de 1% da população nacional, com percentual igual em cinco estados da federação.
Mas, no caso da iniciativa popular cuja temática é de competência estadual, a Assembléia Legislativa tem a prerrogativa de acolher, de acordo com critérios preestabelecidos, o pleito cabalmente representado. O ideal é que haja o envolvimento dos 223 municípios como forma maciça de coroamento, do desejo de mudança.
E quais os grupos envolvidos, que propõem essa mudança?
No estado da Paraíba existem basicamente dois grupos formados por intelectuais, escritores, artistas e profissionais liberais. O primeiro, pioneiro, defende a volta da bandeira de cores verde e branca; o segundo, denominado de Movimento Bandeira Viva, advoga a substituição da atual bandeira rubro-negra por uma bandeira de cores vivas, que transmitam vida em vez do luto e da morte. Esse movimento opina que seja feito em todo o estado, um amplo concurso de designer para se eleger a bandeira que será a nova bandeira do Estado da Paraíba. Eu, já dei minha contribuição, e se houver o concurso, a meu layout já está aqui.
E o que há de errado com a atual bandeira?
A bandeira é o símbolo máximo de um estado. É a identificação que liga o institucional ao ser, ao paraibano, num elo emocional, num realce que acende a chama do sentimento de pertença. Aonde quer que - no mundo - viva um paraibano, ele sempre irá se emocionar ao ver a bandeira de seu estado, por causa do poder que nos une ao sublime torrão.
A bandeira atual, de cores vermelha e preta, destacando o NEGO, ostenta no mais alto dos prédios públicos ecos de um tempo nebuloso, de velhos e caducos modelos de fabrico de "heróis" para um povo majoritariamente analfabetos, incapazes de ler o discurso nas entrelinhas, vulneráveis a todo tipo de manipulação. Esta realidade na Paraíba ainda é sentida, mas não tão grosseiramente como dantes. Essa atual bandeira, inequivocamente, remonta a um tempo em que a Parahyba limitava-se ao acanhamento dos quinhões hereditários, das sesmarias cujas sombras das famílias tradicionais, vemo-las pelas avenidas nos casarões abandonados que a geração de hoje reluta em saber a origem.
Tempos idos cuja distração maior era prestar homenagens ao sangue derramado pela violência incitadora e a instituição de um luto eterno, e o símbolo do NEGO, como que traduzindo uma maldição incessante. Quem por mais que amasse o morto, gostaria de ostentar sua mortalha por entre os anos? Pois bem, a atual bandeira do nosso estado é uma mortalha, nada mais que isso.
Hoje, em pleno século XXI, na era da robótica, do acelerador nuclear de partículas subatômicas, da virtualização global de saberes, o estado da Paraíba, apesar de todas as suas deficiências socioeconômicas, produz mentes pensantes, cientistas nas mais variadas competências. A juventude tem oportunidades que, comparadas aos anos 30 de século passado, eram impensadas! Hoje temos a Internet, por meio da qual você está lendo este texto agora. Enfim, tudo que converge para a formação de novas mentalidades que não aceitam mais as "fórmulas" já explicadas, coisa feita para ser inculcada e pronto. A Paraíba de hoje, não é a mesma de outrora, por isso, essa ideologia reificada nas cores da bandeira atual, essa mistíca heróica maldita não tem haver com nosso presente, muito menos com o nosso futuro.
E quais os caminhos legais para tal mudança?
Logo no artigo primeiro da Constituição Federal, parágrafo único lê-se que o " todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, [nos termos constitucionais]". A mesma Carta Magna, preve no art. 61, que "a iniciativa das leis (...) cabe [entre outros casos, inclui-se] aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição".
De acordo com Ubergue Ribeiro Junior, assessor da Sub-chefia de assuntos jurídicos da Casa Civil da Presidencia da República, "a iniciativa popular, em linhas gerais, é o instrumento segundo o qual a Constituição viabiliza, formalmente, a possibilidade de os cidadãos serem os responsáveis diretos pela propositura de um projeto de lei. Criada pelo constituinte originário, ela é um dos expoentes da soberania popular (art.14, III, da Constituição), onde os cidadãos, reunidos e organizados nos termos do art.61, §2º, da Constituição, podem apresentar à Câmara dos Deputados um projeto de lei oriundo da mais legítima vontade social."
Basicamente, tal iniciativa precisará da subscrição de 1% da população nacional, com percentual igual em cinco estados da federação.
Mas, no caso da iniciativa popular cuja temática é de competência estadual, a Assembléia Legislativa tem a prerrogativa de acolher, de acordo com critérios preestabelecidos, o pleito cabalmente representado. O ideal é que haja o envolvimento dos 223 municípios como forma maciça de coroamento, do desejo de mudança.
E quais os grupos envolvidos, que propõem essa mudança?
No estado da Paraíba existem basicamente dois grupos formados por intelectuais, escritores, artistas e profissionais liberais. O primeiro, pioneiro, defende a volta da bandeira de cores verde e branca; o segundo, denominado de Movimento Bandeira Viva, advoga a substituição da atual bandeira rubro-negra por uma bandeira de cores vivas, que transmitam vida em vez do luto e da morte. Esse movimento opina que seja feito em todo o estado, um amplo concurso de designer para se eleger a bandeira que será a nova bandeira do Estado da Paraíba. Eu, já dei minha contribuição, e se houver o concurso, a meu layout já está aqui.