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segunda-feira, 7 de outubro de 2024

FOI ASSIM A ESCALADA DO 1º TURNO DA CAMPANHA ELEITORAL DE CAMPINA GRANDE-PB

Campina Grande, Paraíba, uma das mais expressivas cidades do interior do Nordeste, tem no período eleitoral um motivo a mais para movimentar o espírito popular fazendo do momento político uma verdadeira efervescência que contagia até mesmo quem jurou de pés juntos, durante o tempo anterior, que odiava políticos, esse sim, é aquele que vai dançando embriagado na frente da passeata puxada pelo paredão.

Esse fenômeno não é recente. Desde os tempos mais longínquos, Campina é assim, provocativa, atrevida, debochada, desafiadora, sobretudo, vencedora nos embates mais renhidos de sua história. Dos velhos comícios de Elpídio de Almeida, Severino Cabral, Enivaldo Ribeiro, Ronaldo Cunha Lima, até os nossos tempos, tempos de Bruno Cunha Lima, neto do doutor Ivandro Cunha Lima, tem sido assim.

Nesse pleito de 2024, ficou evidenciado por parte do arco das oposições um atraso na definição de um nome e das estratégias de conquista do eleitorado em razão da relutância do ex-prefeito, atual deputado federal, Romero Rodrigues em definir seu apoio. As vertentes oposicionistas em suspense, levaram alguns mais próximos como o ex-deputado estadual de pífia expressão política, irmão de Romero, Moacir Rodrigues, assim como o primo, ex-vereador Márcio Melo Rodrigues, ambos beneficiados pelo governo do estado, a afirmarem a certa altura do clímax das expectativas que Romero Rodrigues já havia se posicionado, iria ficar com a oposição à Bruno. Chegou-se até mesmo a delimitar o dia em que Romero faria uma declaração pública. 

O tempo passou e as expectativas naufragaram deixando os principais líderes da oposição em polvorosa. Governador João, que dantes já havia dada a questão como resolvida, voltou atrás ao ponto de dizer que não esperava mais por Romero. O presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, tendo o irmão deputado federal Murilo Galdino como principal articulador, tendo como certa a vinda de Romero e depois caindo numa profunda desilusão, afirmou em entrevista à impressão paraibana que Romero não teve um comportamento político coerente, e que sua indecisão não era coisa de homem público.

Enquanto  os oposicionistas vendo os prazos das deliberações partidárias sendo finalizados, e até seguidores de Romero, uns eloquentes "anti Bruno" que puxavam o coro para uma possível candidatura de Romero contra Bruno, ficaram boquiabertos ao se depararem com a resolução definitiva de Romero em apoiar e se engajar na reeleição de Bruno Cunha Lima. 

A campanha começou e os apoiadores foram às ruas, às casas, e as diversas manifestações acompanhando o candidato atual prefeito. As equipes de mostraram aguerridas e os ajuntamentos foram ganhando corpo, multidões eram vistas pelos bairros e distritos de Campina e a onda amarela mostrou força vibrante no semblante de cada apoiador. 

O candidato Bruno tem alguns pontos que vão de encontro à lógica da prática política que ainda está bastante forte na maioria dos estados do Brasil, principalmente no Nordeste. A disputa política desleal, a compra de votos desenfreada que dribla em todos os pleitos as autoridades, com caminhões carregados de cestas básicas transitando nas madrugadas, envelopes de santinhos com quantias de dinheiros, essa prática Bruno além de não aprovar não consente seus apoiadores que o faça. 

Mas do outro lado, da turma que quer ganhar custe o que custar, vem com tudo, e os resultados estão aí. A apresentação de um forasteiro que já chegou mentindo, com o nome citado em processos judiciais envolvendo atos ilícitos com o dinheiro público aplicado na saúde, diferente daqueles "leais forasteiros" que fizeram o nome de Campina Grande crescer. Esse foi o nome que João Azevedo viu-se forçado a apresentar como candidato a prefeito de Campina. 

Chegou enfim o dia da eleição, e ao contabilizar os votos para prefeito e vereadores formou-se o o quadro abaixo. Bruno venceu o primeiro turno, e o candidato do governo projetou-se em segundo lugar. Bruno saiu vitorioso também na composição da maioria na Câmara Municipal de Campina Grande, restando reiniciar a campanha rumo ao segundo turno destas eleições. 








E COMO FOI O SEGUNDO TURNO?



Foi assim, sabe... Pelo que ficou muito bem evidenciado nas ruas, não foi uma campanha contra "o candidato Johny e a federação das oposições de Campina", foi precisamente a campanha de João Azevedo e o poder do estado em peso contra Bruno Cunha Lima. O abuso do poder econômico só não foi visualizado pela Justiça Eleitoral que nunca adentrou pelas madrugadas em bairros como o Pedregal, Catingueira, Jeremias e outros mais distantes para assistir o congestionamento de carros de todos os tipos carregados até o limite com cestas básicas com material eleitoral distribuindo a gente que já esperava (conforme a tradição do período) pelas esquinas das ruas.

Era possível identificar gente de João Pessoa e outros municípios convocados para engrossar a "presença" nas carreatas e mobilizações do candidato de João. O agravante era que, quanto mais se aproximava a reta final da campanha, tanto mais se registravam atos de violências contra as pessoas. Gente ensandecida da campanha de João Azevedo interceptavam carros e qualquer um que estivesse pelo caminho e agrediam verbalmente e fisicamente. 


Nos debates pela TV, o candidato de João, assim como os demais, estavam cada vez mais emudecidos, e sem argumentos chaves. Orientado por marqueteiros como o radialista Fabiano Gomes, que já esteve preso por implicações com a justiça envolvendo atos de corrupção em Cabedelo-PB, e que antes mesmo das eleições já ovacionava (mentindo descaradamente!) o candidato de João afirmando em seu programa pela manhã que "andou de Uber em Campina e pelos diversos lugares que visitou, ouviu a uma só foz que Johny era conhecido e capaz o suficiente para derrotar Bruno nas urnas", demonstrou ter gasto todos os seus cartuchos. Esgotado e sem ter como alimentar seu representado de ideias concretas e projetos viáveis, esbarrou no subterrâneo das estratégias baixas.

Sozinho na alma, desprovido de quaisquer condições postulatórias, o pobre Johny ficou pequeno, aliás, para ser mais exato, pequeníssimo, nos debates, errando número de ônibus circular em Campina, errando até a porta de saída dos estúdios, uma vergonha para o seu mestre, João, que, certamente, fingia não ver, de longe onde preferia ficar acompanhando, mas com aquela tara insaciável de ter Campina a todo custo.

E não é que o governador quase que acertava, que Campina ia ter virada! Quase, por pouco, não deu 40! Quarenta Mil Votos de Diferença para Bruno!


A federação do 40 realmente conseguiu produzir ares de temor na véspera do pleito eleitoral. De tanto oferecer benesses, arregimentando um verdadeiro exército de gente que vendia o espaço de veículos e casas para adesivar, que recebiam cestas básicas, ordem de gasolina etc., fazendo a cidade, de repente, aumentar em visualização da cor do 40, parecia que a profecia de João iria se cumprir. Só que não. 

O povo, em sua maioria, recebeu prazeroso as cestas, o dinheiro da boca de urna, a chapa de dentes, óculos, material de construção e tudo mais, mas no dia da votação, converteram todas as manifestações para o amarelo de Bruno, e a contagem de votos atingiu uma proporção a tal modo que, rancorosos mercenários da imprensa paraibana, nódoas personificadas que envergonham os verdadeiros e honrados profissionais da comunicação, tiveram que a contragosto balbuciar que a causa estava perdida, e que Bruno já estava matematicamente reeleito, não importando a abertura das urnas que faltavam. 







quarta-feira, 15 de abril de 2020

EM TEMPOS DE HOME OFFICE

Muitas atividades produtivas podem ser realizadas remotamente, em casa. Eis algumas recomendações da Fiocruz, importantes nos ajustes para também se manter o equilíbrio mental e físico.


domingo, 30 de dezembro de 2018

CIUDAD JUÁREZ-MEXICO


Foi em homenagem ao estadista Benito Pablo Juárez Garcia (1806-1872)¹ que uma das maiores cidades do México ganhou o nome de Ciudad Juárez, possuindo mais de 2,8 milhões de habitantes em toda a região metropolitana, está situada num dos 31 estados, o Estado de Chihahua.

É a sétima maior região metropolitana do México, foi fundada em 1659 com o nome de Paso del Norte, e abrangia as duas margens do rio Grande. Só em 1848 foi dividida entre o México e os E.U.A., passando o lado mexicano a designar-se Juárez em 1888 e El Paso, o lado Americano. Conta com 17 parques industriais, dedicados às Maquiladoras.

Uma empresa maquiladora é uma empresa que importa materiais sem o pagamento de taxas, sendo seu produto especifico e que não será comercializada no país onde está sendo produzido. O termo originou-se no México, país onde o fenômeno de empresas maquiladoras está amplamente difundido. Em março de 2006 mais de 1.300.000 de pessoas trabalhavam em fábricas maquiladoras.

O clima de Ciudad Juarez é deserto, e as temperaturas variam muito de uma estação para outra. Não sem motivo que a ciudad Juarez é considerada a metrópole mexicana com o clima mais extremo do país, pois na primavera há fortes ventos com rajadas que chegam a 100 km/h, que geram de poços para tempestades de areia com visibilidade zero; no verão registam-se temperaturas muito elevadas que excedem 40°C, acompanhadas de períodos com umidade relativa muito baixa e, por sua vez, períodos da monção de verão, onde são registadas chuvas torrenciais de muito curta duração que geram inundações severas; e também invernos muito frios que são geralmente acompanhados de queda de neve, bem como a maioria dos dias com temperaturas abaixo de zero, e períodos em que, em alguns dias, as temperaturas máxima e mínima têm valores negativos.


A Ciudad Juarez é lider num conjunto dos 67 municípios que compõem o estado de Chihuahua, o governo do município é composto pelo Presidente Municipal, figura equivalente ao Prefeito, e o conselho formado pelos vereadores (los regidores). 

O conselho da cidade é eleito por um período de três anos que não são elegíveis para a reeleição para o período imediato, mas de maneira não contínua. A sede da Câmara Municipal está na "Unidade Administrativa Lic. Benito Juárez", localizada no centro da cidade ao lado da Ponte Internacional do Paso del Norte.

No prisma cultural, a Ciudad Juárez tem instituições que oferecem uma variedade de exposições culturais, como a Orquestra Sinfônica UACJ, a companhia de balé clássico UACJ e a Orquestra Sinfônica Esperanza Azteca (OSEA), bem como diversos grupos que vêm de diferentes partes do México. e o mundo para fazer apresentações aqui. 

Há um centro em que a maioria das obras, orquestras e performances são exibidas, Centro Cultural Paso del Norte (CCPN), um dos espaços culturais mais modernos do norte do país. Juarez também tem vários museus que expõem diferentes temas, como o Museu Arqueológico de Chamizal, o Museu da Revolução na Fronteira (MUREF), o Museu Regional de San Agustín e o Museu de Arte de Ciudad Juárez. 

O Centro Municipal de Artes (CMA) é uma instituição com carreiras técnico-profissionais em Teatro, Dança, Artes Visuais e Música onde as apresentações e exposições são realizadas pelos próprios alunos.


A cidade é classificada como a mais violenta do mundo (chega a desbancar a cidade de Gaza na Palestina), de acordo com a organização civil mexicana Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública (CCSP). Ela é a cidade mais perigosa do México e por este motivo é considerada "Faixa de Gaza mexicana."

Em termos comparativos, a cidade de Queimados, no Estado do Rio de Janeiro ganhou o status de a cidade mais violenta do Brasil, com apenas 137.962 habitantes (IBGE, 2018), e o registro de 134,9 mortes violentas por 100 habitantes (100/h).




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¹Benito Pablo Juárez García (San Pablo de Guelatao, Oaxaca, 21 de março de 1806 – Cidade do México, 18 de julho de 1872) foi um estadista liberal mexicano que serviu cinco períodos como presidente do México:[1] (1858–1861 como interino), (1861–1865), (1865–1867), (1867–1871), e (1871–1872). Por resistir à ocupação francesa, derrubar o imperador e restaurar a república, assim como por seus esforços em modernizar o país, Juárez é frequentemente lembrado como o maior e mais amado líder mexicano. Benito Juárez foi o primeiro líder mexicano a não ter passado militar, e também o primeiro indígena a servir como presidente do México e a comandar um país ocidental em mais de 300 anos.
Juárez nacionalizou os bens do clero em 1859. Era uma tentativa de resolver o problema agrário mexicano por meio da individualização da propriedade comunal. A proposta liberal de reforma agrária pretende reconstituir o campo em bases individualistas, redistribuindo a terra para que cada camponês usufrua dos ganhos de seu próprio trabalho.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

El Tiempo y Ocio



En Brasil, los principios positivistas que influyeron en el nacimiento de la República reforzaron el mito de la racionalidad iluminista y pusieron de relieve la educación como un poderoso instrumento de reproducción y adiestramiento social.

Este contexto ha intensificado relaciones entre el Estado republicano, la escuela y el modo de trabajo capitalista, influenciando la incorporación de la recreación al cotidiano brasileño.

En ese contexto, se creía que el tiempo libre era perjudicial al desarrollo social, y que debería ser ocupado con actividades recreativas consideradas saludables, profilácticas y educativas en cuanto a la moralidad. Completando la función de la escuela, se consideró la recreación forzosa para que el niño no se quedara inactivo y no sufriera la influencia maléfica de la calle. 

Estrategia que, según Kishimoto, representó una de las formas de desvalorizar la calle, en cuanto espacio de uso público, para lograr así la instituccionalizacíon de prácticas culturales recreativas en espacios cerrados, inspeccionalizados y orientados.

Es importante destacar que en la década de 1930 la política laboral desarrollada por el presidente Getúlio Vargas pretendia crear, en Brasil, nuevos conceptos de trabajo y de trabajador. La propuesta de recreación desarrollada em São Paulo contribuyó con este proyecto como una contraparte de lo que ya se practicaba en el sector urbano industrial: forjar el obrero despolitizado, disciplinado y productivo.

Aunque no haya sido un movimento homogéneo, la organización de programas de recreación para la masa obrera representó una posibilidad de difusión de ese nuevo paradigma. Como parte integrante de este proyecto educativo, poco a poco la recreación pasó a jugar roles específicos en la formación de valores, hábitos y actitudes a ser consolidados en las horas libres, representando una base de sustentación para el modelo de produción capitalista en desarrollo en Brasil. Este nuevo paradigma reforzó la importancia de la recreación y rechazó el ocio, visto como una amenaza al desarrollo de la sociedad y un mal que debería ser combatido.

La Consolidação das Leis de Trabalho - CLT, el 1º de maio de 1943, universalizó las leyes que se referían a la limitación de la jornada laboral en Brasil, fijándola en 8 horas diarias y 48 horas semanales, lo que incluía un periodo mínimo de descanso 11 horas entre dos jornadas laborales consecutivas y un descanso semanal mínimo de 24 horas que, salvo excepciones, debería coincidir con el domingo, y además 30 días consecutivos de vacaciones anuales después de 12 meses contínuos de trabajo. 

João Batista Nunes da Silva
Psicólogo Organizacional

sábado, 3 de fevereiro de 2018

FAKE NEWS - UMA PSEUDO VERDADE

                                                                           
                
JB Nunes

Explorar a credulidade das pessoas sempre fora um artifício perversamente gostoso de fazer, por ser um terreno fértil que produz invariavelmente uma reação e induz comportamentos muitas vezes fatais como aquele que culminou com a morte de uma jovem senhora no Guarujá, Rio de Janeiro (maio de 2014) por causa de uma divulgação na internet. Ele foi perseguida, linchada e morta de forma selvagem pela própria população. No final, ela era inocente. 

Era uma 'verdade' que parecia tão verdadeira que levou as pessoas a agir exatamente como os caçadores de bruxas da Idade Média. Assim é o fake news. De fake (falso em inglês) palavra que era utilizada apenas nos casos de perfis falsos usados por pessoas que queria se manter ocultas em contas sociais na internet como o facebook; e news (também do inglês, notícia).

Apenas nesses dois parágrafos iniciais dá para notar que, em geral, as pessoas são naturalmente volúveis e sugestionáveis e podem ser (com graus variáveis) induzidas a se comportar dessa ou daquela maneira quando expostas a algum tipo de estímulo (visual, auditivo etc.). É nesse ponto que reside o perigo que vai da produção de julgamentos infundados, distorção de imagens, calúnia (Dic. Aurélio: "falsa imputação (a alguém) de fato definido como crime), difamação (Dic. Aurélio: ato de difamar, como em descrédito) e outras modalidades de implicações cíveis e criminais.  

O fake news é lançado na internet e propagado pelos próprios internautas. Poucos são os portais e blogs de notícia que ainda detém o "selo" de qualidade e primam pela verdade dos fatos. 

Com exceção das exceções, existe uma verdadeira falange, formada de hordas mal intencionadas programadas para divulgar fake news sobre personagens que gravitam no cenário político, artístico e demais segmentos. No whatsapp, por exemplo, são comuns textos, imagens e videos montados causando um verdadeiro reboliço em grupos, e que, no final, são absurdos propagados aos quatros ventos sem quaisquer fundamentos.

Mundo flash, dinâmico, marcado pela rapidez das mudanças, precisamos ser mais e mais cautelosos em todos os aspectos da vida. Precisamos ser seletivos, criteriosos, sobretudo, críticos.

Primeiro ponto: não seja "maria vai com as outras". É o tipo de pessoa influenciável, de primeira informação, que absorve o conteúdo, que sofre o impacto (texto, imagem, vídeo, áudio), que - num grupo de whatsapp é propensa a seguir o 'cão-alfa', ou seja, aquele que parece exercer maior influência nas discussões. Lembre-se que no primeiro século tinha pessoas (os sofistas) que ganhavam bastante dinheiro pelas praças e feiras das cidades da Ásia Menor propagando fábulas como verdades. Abstraia sua própria opinião.

Segundo ponto: calma!!! Por mais estupenda, arrebatadora que seja a notícia cheque a fonte (e até a fonte da fonte). Curtir, compartilhar, repassar em grupos do whatsapp conteúdos que não traz identificada a fonte (autor da matéria, crédito da foto, agencia ou blog de notícia com a indicação de que fonte foi reproduzida e data) é contribuir de forma negativa para o jogo sujo da falsa informação que prejudica pessoas e instituições. Um dos caminhos de checagem é o google news. 

Terceiro ponto: seja crítico. Quanto mais regionalizada a notícia e interiorizada, tanto mais atende a objetivos parciais, que não interessa informar mais moldar atitudes. No mundo das notícias existem jornalistas e Jornalistas. Aqueles que vão além de se deixar comprar, oferecem seus produtos demonstrando eficiência em mudar governos, desconstituir imagens de pessoas públicas e até criar imagens positivas de indivíduos que margeiam o zero absoluto.

Quanto ponto: contenha seus impulsos. Não há criatura com senso de justiça mais aguçado do que o ser humano. A notícia por mais estarrecedora que pareça tem a função precípua de informar, quando não, prestar-se a função de utilidade pública. Lembre-se do que preceitua a Constituição Federal no art. 5º, inciso LV: "aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes." Alguém de primeira informação, incitada pelo instinto provocado pelo conteúdo pode esboçar reações diversas como irritação, ira, cólera, um  ódio mortal por questão que não tem a completude, a visão aprofundada. Resultado: a pessoa passa a denegrir, macular, rotular, condenar, desconhecendo o fato jurídico de que ninguém será considerado culpado sem sentença judicial condenatória. Houve caso nos EUA em que o condenado a injeção letal, teve a sua inocência comprovada em última hora! 

Por fim, no âmbito legislativo já existe iniciativa em tramitação criminalizando a prática do fake news. Trata-se do  Projeto de Lei do Senado 473/2017 que prevê até três anos para quem divulgar notícias falsas, sabendo que se tratam de informações inverídicas, sobre assuntos de relevância para o interesse público, como saúde, segurança pública, economia e política.

Segundo o que propõe o documento, penas de seis meses a dois anos de detenção serão possíveis a quem divulgar as fake news. Se a divulgação for feita em meio virtual, a pena passa a ser de reclusão de um a três anos. Se a divulgação da notícia falsa visar obtenção de vantagem, para quem publica ou para outrem, há possibilidades de aumento da pena em até dois terços. Todas as punições podem ser acompanhadas, também, de multas.

Quando a divulgação de notícias falsas atinge um alvo específico, há previsão no Código Penal para que se imputem penas relacionadas aos crimes já existentes, como calúnia, difamação ou infâmia. O objetivo do Projeto de Lei é coibir a prática de divulgação de informações inverídicas quando essa ação atinge o que Ciro Nogueira chamou de "o direito difuso de a população receber notícias verdadeiras e não corrompidas”.

  

sexta-feira, 5 de julho de 2013

SIR ROBERT HERMANN SCHOMBURGK: UMA PEDRA NO CAMINHO DA DIPLOMACIA BRASILEIRA


Uma nota indrodutória sobre a história da formação das fronteiras, envolvendo a defesa da "Questão Inglesa no Brasil"

Quem foi Sir Robert Hermann Schomburgk? E qual a relevância desse nome na composição dos fatos que marcaram definitivamente a vida de um dos maiores advogados do Brasil, o diplomático Joaquim Nabuco? Como poderia um simples particular, mesmo sendo cientista já de certo renome, agindo por conta de uma sociedade científica privada, baseado exclusivamente em sua opinião pessoal, ter criado uma questão de fronteira? 

Essas e outras respostas poderão ser sanadas em qualquer arquivo documental de outros países que acompanharam todo o processo, exceto na Royal Geographical Society (Sociedade Geográfica Real), cuja administração não apenas "negou peremptoriamente acesso às dependências, como qualquer informação acerca dos escritos de Schomburk, "que segundo informações, ainda são custodiadas em seus arquivos". É o que afirma Menck (2009), referindo-se à visita a esta citada instituição inglesa.

Enfim, quem foi Schomburgk? Foi o geógrafo e explorador alemão, mais tarde naturalizado inglês, que em 1844 foi sagrado cavaleiro pela rainha Vitória justamente em razão de suas várias explorações na Guiana Inglesa.

De acordo com MENCK (op. cit.), os textos brasileiros referentes ao tema começam referindo-se à viagem que Schomburgk, comissionado pela Sociedade Geográfica Real, de Londres, realizou em 1835. Tratou-se de uma longa viagem de exploração pelo interior da Guiana Inglesa, "para estudar a geografia física e astronômica do interior" daquela faixa territorial.

O fato é que o desenrolar dessas expedições  evoluiram para o que a leitura dos documentos referentes à questão "não publicados", sejam eles brasileiros, italianos ou ingleses, principalmente os refentes à escolha do árbitro, bem como de aspectos jurídicos do laudo, levam à conclusão de que, efetivamente, o Brasil foi vítima não de interesses escusos, mas, principalmente, de uma atabalhoada evolução do Direito Internacional Público no tocante à ocupação de terras vazias, terrae nullius.

Uma epopéia que quase leva o Brasil e a Inglaterra a um intervenção militar, séria. 

Conta-nos MENK (op.cit.) que, ao contrário das outras questões de limites do Brasil, os problemas fronteiriços com a Guiana Inglesa não se iniciaram no período colonial, mas, sim, em pleno século XIX, mais precisamente no inicío de segundo Reinado, e, de acordo com a versão corrente no Brasil, pela ação de um único homem, o geógrafo e explorador alemão, mais tarde naturalizado inglês, Roberto Hermann Schomburgk, em 1844 sagrado cavaleiro pela rainha Vitória justamente em razão de suas explorações na Guiana.

Schomburgk ficou alarmado com o que identificou como sendo o bárbaro tratamento que os brasileiros dispensaram aos indígenas locais, e passou a ver na ação de um certo missionário protestante, o jovem Thomas Youd, a única possibilidade de redenção para aquelas populações esquecidas pelo governo brasileiro.

Youd, que fez da missão religiosa junto aos indíos Macuxis da região de Pirara, a razão de ser de sua curta vida.

"The White Man's Burden 
Rudyand Kipling, 1899

Take up the White Man's burden -
Send forth the best ye breed -
Go bind your sons to exile
To serve your capitives' need;
To Wait in hearvy harness
On fluttered folk and Wild -
Your new-caught, sullen peoples
Half devil and half child."


Continua...

João Batista Nunes é psicólogo atuando na área organização e política.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

CLÃ NINJA



Há muito tempo atrás no Japão, nos lugares isolados, montanhosos e de difícil acesso eles cultivaram a arte secreta de matar, eram os ninjas sempre a serviço de quem pagassem mais pela morte de algum soberano ou membro importante das poderosas dinastias feudais.

A organização social dos ninjas girava em torno de um ancião do clã, o mestre, que havia recebido e aprimorado os conhecimentos de combate preservados e mantidos sob um ciclo rígido de conduta.

Havia uma hierarquia tradicional e rigorosamente seguida por todos os membros do clã. Secretistas, sair ou tentar sair podia representar a morte. 

Disciplina da mente e do corpo, obediência irrestrita, sagacidade, precisão e dominío faziam de cada guerreiro uma verdadeira máquina de matar com armas rudimentares como shariken, a katana, say; armas químicas (substâncias letais variadas que podiam paralisar o oponente por horas ou neutralizá-lo definitivamente em seguntos); ou usar apenas a habilidade de combate corpo-a-corpo sendo peritos em luta com mãos e pés, lutas de solo através das técnicas combinadas de imobilização e estrangulamento. 

Os guerreiros eram diariamente aprimorados através de treinamento que envolvia a arte da camuflagem, as aproximações e retiradas silenciosas sem deixar vestígios. Eles desenvolviam técnicas de disfaces avançadas para a época.

Não tinham a honra dos samurais que entregavam suas vidas a seus senhores para servi-los fielmente acima de qualquer interesse. Mesmo sabendo que injustiças eram cometidas pelos soberanos. 

Não eram guerreiros corpulentos, pelo contrário. Homens simples, tranquilos e extremamente calculistas. Eram capazes de sofrer humilhações públicas se passando por indefesos camponeses para guardar suas verdadeiras identidades. 

Esses peritos simplesmente desapareçam com o tempo, e a maior parte de seus conhecimentos também o foram.

Também é verdade que a indústria cinematográfica, a partir dos antigos filmes de Bruce Lee, encarregou-se de pintar um quadro fantástico do ninjas, conferindo-lhes superpoderes para além das capacidades humanas. 

Uma coisa é certa, se as duas principais escolas ninja foram centros de treinamento secretos, muito do que se sabe hoje representa 90% do que não foi, do contrário, não seriam secretos.




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Vejam também:

CATÁSTROFE NA TERRA DE SHOGUN
KAIZEN - MUDANÇA PARA MELHOR

http://jbnunes-vitrine.blogspot.com.br/2011/04/kaizen-mudanca-para-melhor.html



quarta-feira, 18 de maio de 2011

O PODER EM SI


Para início de conversa, não é fácil compreender na sua integralidade, o poder. Tarefa a que diversas áreas das ciências sociais preocupadas em investigar para se chegar a uma conclusão, ainda persistem, sem contudo, desvendá-lo. Talvez porque se trata de um conceito multifacetado favorecendo ambiguidades e contradições. No máximo, podemos dizer que poder é um fenômeno social complexo.

Retratado como expressão da natureza humana, como capacidade de realização de desejos e sonhos, como força que leva ao alcance de ideais, como provocador de emoções e com uma natureza individual e privada, o poder seria a força do desejo (ZANELLI; ANDRADE & BASTOS, 2004).

Considerado como uma força que impulsiona o homem a seguir o caminho da vida, que desenvolve a capacidade de suportar o desânimo e as frustrações que cria defesas que o protegem contra a indiferença e dureza de outros homens, o poder seria segurança.

Salientado como fenômeno típico de grupos e sociedades, como força nascida da consciência social, da necessidade de busca de coesão e agregação de grupos que visam ao bem comum, o poder seria relação.

Percebido como a única forma de inviabializar a entropia da espécie humana, qualquer que seja o nível de complexidade da vida social, o poder seria sobrevivência.

Caracterizado como fenômeno mobilizador das instituições sociais e como força diretora da sociedade, o poder seria política.

Em uma abordagem de psicologia social, o trabalho de Apfelbaum (1979) que analisa o poder entre grupos dominantes e subordinados salientando esse aspecto negativo do poder é um exemplo de como tantos outros autores enfocam o fenômeno. Para a autora, primeiramente o grupo dominante cria um padrão mítico, uma expressão de homogeneidade social do grupo que satisfaz a todos, inclusive aos subordinados. Os papéis universais criados passam a ser aplicáveis igualmente a ambos os grupos, de dominantes e subordinados. Na relação de fato, no entanto, a idéia de "um pouco para todos" é apoiada por uma série de mecanismos sociais e institucionais que estão à disposição apenas do grupo dominante.

E esses mecanismos são especialmente eficientes para o grupo dominante, não somente no sentido de protegê-los, mas também para controlar as atividades do grupo de subordinados.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

"O CÓDIGO DA PERSONALIDADE" SOB SUSPEITA


Comprei, recentemente o livro de Travis Bradberry intitulado "O Código da Personalidade" (Editora Sextante, 2010), que anuncia de forma bastante atraente o seguinte enunciado de capa: Conheça seus talentos e suas dificuldades, compreenda as pessoas com quem convive e aprenda a se relacionar melhor". O livro anuncia também, em destaque, que um teste pode ser feito pela internet, onde o leitor irá descobrir suas principais qualidades.

Até aí tudo bem. Marketing agressivo e eficazmente atraente, como os americanos costumam fazer com aquilo que querem vender. Eles sabem disso porque a Escola Behaviorista de Waltson é da terra do Tio Sam, e a Gestalt que estuda, entre outra coisas, os elementos perceptuais que entram na configuração mental das pessoas, teve grande parte de seus estudos importados da Alemanha, como o foi Freud e a Escola Psicanalítica. A moral da estória, é que americano com ferramentas de persuasão desse naipe, tem capacidade de vender gelo a esquimó.

Não posso negar que, ao folhear o livro de Travis, fiquei impressionado como psicólogo e leitor desse gênero. Impressionado, não com o conteúdo "fantástico" prometido nos enunciados da capa, mas com a pretensa tentativa de enquadrar aquilo que possamos abstrair do estudo da personalidade em apenas quatro tipos, a saber: Dominante, Interpessoal, Sensato e Cauteloso. Uma classificação simplista demais para o complexo e, tantas vezes, obscuro, chamado personalidade.

Ao final do livro, no verso da capa, tem um código para o leitor acessar o site "www.personalitycode.com/idisc.php?lang=portuguese", e então fazer o teste que irá revelar suas qualidades, seus potenciais. Imagine, quem não quer obter um perfil seguro de sua personalidade, sem que para isto tenha de contratar os serviços de um profissional estritamente da área de psicologia?

Acessei o portal. E, li alguns textos que, em síntese, falavam a mesmíssima coisa do livro. Percebi que para não patinar no gelo aleatoriamente, fui em busca do teste. Comecei a marcar questões com as quais me identificava. Depois, achei que poderia concluir no outro dia, já que o próprio livro asseverava que o mesmo teste poderia ser feito quantas vezes a pessoa quisesse.

Decorridos três dias, acessei o site e, ao tentar logar, apareceu a seguinte mensagem: "You received an error. Your email and password cannot be found in our database. Please contact TalentSmart® for assistance at (888)-818-7627 (Toll free, US callers only), (858) 509-0582, or CLICK HERE to send us an online request. We're sorry for the inconvenience".

Então, pensei comigo mesmo: What?!

Depois de tentar, tentar e tentar fazer o login com minha senha já cadastrada no site, e abrir meu e-mail na mesma proporção das tentativas para ver se o portal havia enviado a recuperação de senha como prometera no link. Nada! Foi aí que uma janela do site dava para um formulário extenso cujos campos exigiam informações pessoais restritas das quais não podemos abrir mão, senão para a Receita Federal (do Brasil, hein?!).

Disso tudo me restou mais uma lição importante: nem tudo que brilha é ouro! Além da lição, é claro, alguns hipóteses que merecem ser levadas em consideração: 1) Primeiro, pesquisas sobre a personalidade como essa de Travis, é de se achar estranha, porque não fala de metodologia aplicada, nem público alvo definido, nem outras implicações sérias que dão credibilidade a quaisquer pesquisas; 2) Quando se tem, numa pesquisa, um formulário exaustivo que visa perscrutar informações pessoas restritas, é de se desconfiar até sobre quem e quais motivações estão por trás, e o uso dessas informações. É sério! O site é tão ardiloso que, inevitavelmente leva os leitores do livro a acessarem para cair nesse formulário. Eis o perigo. Algo que de científico nada tem!; 3) E se, tanto o livro, quanto o site, forem a pesquisa sendo levada a efeito sem o conhecimento expresso das pessoas que acessam? Se for assim, estamos diante de um crime federal e aí, com a palavra as autoridades, brasileiras, é lógico.



sábado, 29 de janeiro de 2011

Casi un tercio de la humanidad navega en Internet


La elevada cifra que ofrece la ONU languidece comparada con el 72% de suscripciones de telefonía móvil

En la tierra viven 6.896 millones de personas. De ellas, más de 2.000 millones son internautas, según un informe de la ONU, es decir, un 29% de la población mundial o uno de cada tres humanos. Un gran dato que se empequeñece si se compara con la penetración de la telefonía móvil, que cubre a 7 de cada diez personas.

"A principios de 2.000 había solo 500 millones de suscripciones móviles en todo el mundo y 250 millones de usuarios de Internet", explica el secretario general de la ITU, la agencia de la ONU encargada de las telecomunicaciones, Hamadoun Toure. En una década, el dato se ha multiplicado por diez, llegando a los 5.000 millones en el caso de la telefonía móvil (en el que hay que tener en cuenta que algunos usuarios tienen varias terminales), y se ha cuadruplicado para los internautas, la mayoría de los cuales (un 57%) vive en países en desarrollo, según la ONU.

La oficina de estadísticas de la ITU asegura que en 2010, unos 82 países (de los 192 que reconoce la ONU) tienen o van a tener estrategias oficiales para el desarrollo de la banda ancha, que se centran en las oportunidades de mejora de los servicios públicos que se pueden ofrecer en línea, como los relacionados con la sanidad, la educación o la relación con las administraciones. En la mitad de estos países el acceso a la red a través de banda ancha se considera un servicio universal, como la electricidad, y en algunos es ya un derecho legal de los ciudadanos.

El número de internautas españoles también ha crecido. En el último año subió un 7,1% y superó los 22,2 millones de personas, un 47,3% de la población, según el Instituto Nacional de Estadísticas. El mismo estudio asegura que el teléfono móvil llega al 94,6% de los hogares españoles.

En el mapamundi de las líneas de banda ancha España queda sin embargo en un puesto modesto. El último informe de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE) indica que la penetración de banda ancha fija española es de 22,2 conexiones por cada 100 habitantes, por debajo de la media de la OCDE (24,2).

En Brasil, el tema es tratado como parte esencial situación el programa de inclusión digital del Gobierno Federal. La ciudad que se ha destacado es la capital del estado de Paraíba, João Pessoa.

La Digital Station proyecto, desarrollado en el municipio de Joao Pessoa (PMJP) se ha asociado con UNIP y empoderar a los 65 instructores, para ofrecer una mejor calidad de los cursos disponibles a la población. La formación, que dura 15 días, la mayoría de los componentes está siendo preparado por los técnicos de la tecnología Municipal de la Ciencia (Secitec).

Un salto cuántico en la inclusión digital en la provincia ya se está sintiendo, informó el secretario de la ciencia y la tecnología, Marconi Maia.

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O ENIGMA DO SORRISO


Como vai o seu sorriso? Atribuída a Willian Shakespeare a frase “É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada” o dito, sugerindo que sorrir pode significar portas abertas é um realce do que precisamos para não só incrementar o complexo mundo das relações pessoais como também fortalecer nosso organismo contra praticamente todo tipo de doença.

Está provado que as pessoas bem humoradas produzem mais eficientemente, tem melhor desempenho sexual, são bem mais cotadas para assumirem posição de liderança na empresa ou corporação, entre outras benesses que a vida oferece.

Li, recentemente, a respeito de uma pesquisa sobre expressões faciais, onde um entrevistador russo, por telefone, fazia perguntas a uma americana que estava estudando na França. Ele se antecipara a dizer – segundo o relato da entrevistada – que os americanos tinham sorrisos falsos. Claro, o que esperar da opinião de um russo sobre os gringos da terra do Tio Sam. O fato é que ela se sentiu chocada por ter vivido, se assim fosse, durante a maior parte de sua vida entre pessoas com sorrisos falsos. Uma hipótese improvável quanto a sua generalização, mas que do ponto de vista do grupo social, não só provável quanto comum. E isto é um problema para os psicólogos que estudam há décadas as expressões faciais, fortes indicadores do comportamento.


O fato é que o sorriso natural e espontâneo consegue gerar uma energia positiva envolvente por comunicar simpatia, anuência, concordância, amizade, sinergia. Mas o sorriso não representa apenas um sentimento interno. É o que diz a edição recente da revista Behavioral and Brain Sciences, onde pesquisadores argumentam que os sorrisos não são simplesmente a expressão de um sentimento interno. Sorrisos na verdade, são a parte mais visível de uma fusão íntima entre duas mentes.

Essa história de fusão entre mentes me fez recordar uma aula que tive há 9 anos, no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da UEPB, quando a professora analisava com a turma, a obra de Victor da Fonseca, intitulada Biogênesis da Psicomotricidade Funcional, na ocasião ela aventava a hipótese de a humanidade atingir um grau evolutivo daqui a centenas de anos à frente, na qual não seja necessária mais a articulação do palato para produzir os sons que decodificamos como sendo a fala humana. Simplificando, ela imaginava que seriamos futuros comunicadores sensoriais. A fala, a comunicação se dariam em nível mental.

Especulações cientificas à parte, o importante é sabermos que sorrir é o mais belo cartão de apresentação pessoal, e que tudo quanto sabemos sobre o sorriso se resume numa só palavra: mistério. O maravilhoso mistério que mexe com sentimentos e emoções, que aproxima pessoas, que aquece corações. Mas não nos esqueçamos do velho Charles Darwin ao estudar a violência nos Chipanzés: sorrir não se limita em mostrar os dentes, isso pode ser um sinal de que uma agressividade violenta está para ser produzida.

Por fim, o Ministério da Saúde adverte: Sorrir faz bem para a saúde e é de graça, além do mais, sem contraindicação. Por isso, pare de franzir a testa e solte uma boa gargalhada sempre que possível que os benefícios virão.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

POLÍTICO: PRODUTO DIFÍCIL DE VENDER


Difícil, mas não impossível.
Tomando como base o estado da Paraíba, palco de disputas eleitorais renhidas, forte influência bairrista e acentuado karma coronelista, lugar comum dos 'heróis atores' que apreciam bem a arte da manipulação e assomos emocionais, não é fácil chegar ao pódio. Nesta sesmarias, onde até a bandeira de cores tristes e acentuado apelo a depressão - como o tempo que a forjou - pende para o atraso, quem se candidata a um cargo eletivo sem auscultar e perscrutar o momento, a situação, o meio, pode gastar rios de dinheiro que não se elege. O ruim pode piorar se for assessorado por idiotas, amantes dos vícios próprios dessa área.
Regras simples: é melhor um boboca assessorado por um expert do que um sabido aconselhado por idiotas. Um tolo rodeado por conselheiros leais, passa por sábio.
Então, vamos começar do começo. O candidato já tem um conjunto de bandeiras a ser defendidas na campanha? Não se engane, só porque Toim da Sopa ganhou prometendo criar um Ministério das Sopas na Assembléia Legislativa, e uma PEC (a moda agora é essa, PEC pra cá, PEC pra lá...) que vai protocolar na Assembléia Legislativa instituindo a obrigatoriedade de mudança da cultura alimentar da Paraíba, é sopa no café, é sopa no almoço é sopa no jantar! Espero que não caia mosca em tanta sopa! Não significa que você também irá ganhar conversando besteiras.
As bandeiras nascem das idéias problematizadas no âmbito social, tem a área da saúde, emprego e renda, ecologia, sustentabilidade, etc e etc. É claro que não podemos correr o risco de ser ridicularizados com idéias de projetos inconstitucionais, ou que gerem conflitos institucionais, ou inócuas por equívocos de atribuição de Poderes. Por exemplo, um candidato a deputado estadual não pode discursar em palanque que vai cria a PEC dos franelinhas municipais, porque PEC é uma proposta de emenda a constituição, não do estado no qual pertence, nem do município, mas da União, PEC será sempre objeto de discussão na esfera do Poder Legislativo Federal. Assim como um candidato a vereador não pode dizer que, se eleito, irá inaugurar este ou aquele hospital, isto é atribuição do Poder Executivo, no caso, o prefeito. O pior é que o povo está tomando conhecimento desses detalhes, devagar, mas está. E candidatos desse naipe intelectual são logo descartados, são inconsistentes (e, não poucos, inconseqüentes).
Ao contrário da cultura predominante no meio político, uma excelente campanha não depende exclusivamente de dinheiro. Conheço um senhor idôneo, vivido, nota 10 no mundo da jurisprudência, excelente pessoa. Ele queria terminar sua vida pública como deputado federal. Rodeado, porém, de assessores incompetentes e oportunistas. O coordenador da campanha, na reta final, era possível encontrá-lo nos corredores do Shopping Manaíra, bebendo vinho caríssimo e falando alto. Resultado, mais de 4 milhões gastos na campanha, sem retorno. Uma derrota anunciada pelas pesquisas internas.
Esses e outros exemplos, permitiram-me extrair a seguinte conclusão: as lideranças compradas a peso de prata, se deixam vender a preço de ouro. No período pré-eleitoral eles prometem que podem garantir votos até pra eleger presidente da República. É um engodo, um engano tramado ardilosamente. Defendo que a conquista de voto deva ser feita diretamente com o eleitor, sem atravessador, por meio do contato direto, olho a olho, do candidato com as pessoas, mostrando simpatia, sinceridade, propostas reais que instigue o eleitor a pensar, a atribuir valor ao voto.
Outra constatação: o período eleitoral tem um poder transformador mas visível do que aquele prometido pelos evangelhos. Nunca vi uma rapidez de mudanças tão eficiente dentro de um período relativamente curto. Pensar, por exemplo, que representantes de seguimentos religiosos transferem votos é correr sérios riscos de perder e feio qualquer campanha. Digo isto, porque falsos líderes travestidos de religiosidades, dizendo ser donos desse ou daquele "mega-grupo" tem no período eleitoral a mega chance de vender um povo que não lhes pertencem. Não duplamente ladrões insaciáveis.
Os verdadeiros líderes têm a missão apenas de esclarecer sobre o papel livre e soberano do exercício da cidadania e nisto está a capacidade de escolha, essência do voto. Ele deve trabalhar as temáticas apresentadas pelos candidatos, sim. Quando estas dizem respeito aos direitos constitucionais legados ao cidadão e a Igreja.
Por isso, é um engano pensar que lideranças compradas possam ser a garantia de uma boa campanha. Comprar votos na reta final, não vale. Distribuir feiras na calada da noite anterior ao dia de votação, não é inteligente. Nem detornar oponentes pela internet.
Há um caminho mais difícil. Porém eficaz. Veja só: depois de organizar as bandeiras de campanha, com idéias bem estruturadas, projetos viáveis e de alcance social, porque não gravá-las num CD (de áudio, com a extensão WAVE que pode ser tocado em qualquer suporte), escutar sua própria voz e melhorá-la nos pontos de realce através do ensaio, fixando as idéias na mente. Eleja no mínimo cinco amigos e amigas que se destacam na área de letras e comunicação social, contabilidade, designer gráfico, e competências de articulação. E aí, talvez você esteja diante de uma boa equipe. Distribua entre eles CDs gravados com suas idéias e ouça atentamente suas críticas. Certamente, entre eles surgirão idéias extraordinárias. Monte com eles um layout de CD (que é mais barato) com programação básica, cuja interface possibilite organizar os seguintes itens de página: links QUEM SOU; UM POUCO DE MINHA HISTÓRIA; PORQUE SOU CANDIDATO A (...); MINHAS PROPOSTAS/IDÉIAS/PROJETOS. Adicione-se espaço para dois videos curtos (extensão AVI) e Fotos selecionadas, sem excessos.
Esse material é o carro-chefe da campanha, o passo seguinte será montar as estratégias de utilização das mídias sociais. Quem faz assim está demonstrando um comportamento ecologicamente correto, por não sair sujando a cidade com panfletos mal elaborados e santinhos que causam repulsa no eleitorado.
Deixe pra distribuir santinhos em massa no momento oportuno.
Continua...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ABORDAGEM CENTRADA NA LIDERANÇA CARISMÁTICA


Que tipo de líder é você? Um líder carismático?
Carisma é uma palavra grega que significa dom de inspiração divina, tal como a habilidade de realizar milagres ou predizer acontecimentos futuros. O sociólogo Max Weber (1947) usou o termo para descrever uma forma de influência baseada não na autoridade da posição ou tradição, mas sim nas percepções que os seguidores do líder têm de que este seja dotado de qualidades excepcionais. Até recentemente, carisma, foi muito pouco considerado dentro da literatura a respeito de liderança nas organizações (Etzioni, 1961 et al). Este tema até então era domínio de pesquisadores que se dedicaram ao estudo da liderança política e da liderança de movimentos sociais e cultos religiosos.
Uma controvérsia fundamental é se carisma representa principalmente um resultado das características do líder, das condições situacionais ou do processo interativo de influência recíproca dentro da corrente literária sobre liderança. Atualmente, o termo carisma continua a ser definido e usado de maneiras diferentes por diversos autores, embora haja alguma convergência para uma concepção relacional e interacional.
Analisando, por exemplo a teoria de liderança carismática de House (1977) vemos que ela está baseada nos resultados de uma ampla gama de disciplinas em ciências sociais. A teoria identifica como os líderes carismáticos se comportam, como diferem de outras pessoas e as condições dentro das quais têm maior probabilidade de florescer. O grau em que um líder possa ser considerado carismático é determinado pelos seguintes indicadores: 1. Confiança dos seguidores na retidão das crenças do líder; 2. Similaridade entre as crenças dos seguidores e aquelas do líder; 3. Aceitação incondicional do líder pelos seguidores; 4. Afeição dos seguidores pelo líder; 5. Obediência espontânea ao líder pelos seguidores; 6. Envolvimento emocional dos seguidores com a missão da organização; 7. Altos níveis de desempenho por parte dos seguidores; 8. Crença dos seguidores de que são capazes de contribuir para o sucesso da missão do grupo.
Em linhas gerais, líderes carismáticos engajam-se em comportamento voltados para criar impressão, entre os seguidores, de que o líder é competente e eficaz. Este tipo de administração baseada na impressão apóia a confiança nas decisões do líder e aumenta a obediência incondicional por parte dos seguidores. Na falta de tal tipo de comportamento, problemas e dificuldades podem corroer a confiança do seguidor e minar a influência do líder.
A suma de tudo que já foi dito é que líderes carismáticos articulam objetivos ideológicos que relacionam a missão do grupo aos valores, ideais e aspirações profundamente arraigados e compartilhados pelos seguidores. A oferecer uma visão atraente de como o futuro pode ser, líderes carismáticos dão ao trabalho do grupo mais significado e inspiram entusiamo e estímulo para e entre os seguidores. Resultado: maior envolvimento emocional com a missão do grupo, maior comprometimento com os seus objetivos.
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Bergamini in Psicodinâmica da Vida Organizacional, Ed. Atlas, 1997; Etzioni in Organizações Modernas, Ed. Pioneira, 1964.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

ELE NÃO É PEDÓFILO!!!


Ele é um educador. Um orientador pedagógico, um pedagogo, querido de tudo e de todos. Tem uma ligeira limitação física que o põe na categoria dos especiais. Isto que o torna vencedor! Ele é tão bondoso. Caridoso. É quem entende bem as crianças.
Com espírito desprendido e muita boa vontade, pediu que o transferisse para uma creche municipal de um bairro bastante pobre e perigoso, uma das periferias da cidade. Naquela creche, em poucos dias, conquistou a simpatia e a amizade de todos, do funcionário da limpeza à chefe. Além de demonstrar seus "dotes" pedagógicos aprendidos nos muitos simpósios que participa, ele costuma, após as refeições, colocar as criancinhas para dormir em suas caminhas. São crianças de seis a oito anos. Filhos de mães solteiras, em sua maioria, produtos de violência e extrema pobreza.
Ele com uma sabedoria desmedida, coloca seu som portátil sobre a mesa e logo um CD com músicas de ninar começa a tocar e a embalar as criancinhas num sono angelical.
Enquanto a música toca, ele se desloca calmamente em sua cadeira de roda pelas janelas, se esforçando para fechá-las. Ele, com uma certa dificuldade, as fecha e por fim, certifica-se que a porta de acesso ao dormitório também está cuidadosamente fechada. Sem ninguém por perto, por quê continuar nesse papel de educador. Ele percorre cada caminha, olhando cada criancinha dormindo sem defesa alguma, e então deixa extravasar todo instinto sexual perverso contra suas vítimas.
Essa cena vai se repetindo, e ele vai, descaradamente e vil, ao arrepio da lei, imperceptível diante de olhares profissionais tão cegos e despreparados se apoderando covardemente de cada criancinha. Afinal, ele está no controle. E isso é tudo.
Numa dessas investidas, uma mulher responsável pelo apoio da criançada, que na infância havia sido vítima de pedofilia, reconheceu naquele modos operandi daquele educador uma similaridade impossível de se confundir. Resolver seguir de perto todo o ritual dele. perscrutou, mesmo sem conhecimento técnico, as mães das crianças, e por fim, fez com que o elemento nocivo desse vazão a seu ato sem perceber sua presença num recôndito da sala.
Ela ficou horrorizada e surpreendeu o criminoso! Numa reunião convocada às pressas, com a presença de todos os orientadores daquela creche. A acusadora e o ilustre educador, frente a frente, insistindo, asseverando ser verdadeiro o fato. Mesmo assim, era praticamente impossível alguém tão bom, fazer semelhante ato, e logo com crianças. Os dias se passaram. Ele mudou sua estratégia. A psicóloga da creche passou a acompanhar mais de perto seus procedimentos pedagógicos e por fim, ele pediu para se transferir para outra creche. Motivo: aquela era distante de sua casa.
Um ano depois, num treinamento para orientadores pedagógicos, especialistas em trabalhos com creche, quem é convidado para ir a frente receber uma medalha de reconhecimento de trabalhos prestados à comunidade? O tal educador!!!
Este fato é real, sem dúvida. Trazido a este espaço apenas para mostrar que nós, muitas vezes preferimos ignorar a verdade mesmo quando esta se impõe como uma montanha diante de nós. Ele peca contra crianças e nós, pecamos por omissão. Mas, tenho para mim, que muitos casos de pedofilia poderiam até ser evitados, se nós não nos acovardássemos tanto.