Mostrando postagens com marcador Psicologia Organizacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Psicologia Organizacional. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de maio de 2020

TEMPOS DE NETIQUETA NAS MÍDIAS SOCIAIS



Todo e qualquer espaço humano tem regras explícitas e implícitas. É para facilitar a boa convivência entre as pessoas que ali se relacionam. Há muito que empresas buscam os melhores profissionais do mercado em espaços como esses que compõem as mídias sociais.

Não basta ser um bom profissional, ser bom no que faz não nos torna exclusivos. Talvez exista um exército de pessoas que também faz o mesmo e até melhor.

Meu singelo conselho (e conselhos foram feitos para se exprimir gratuitamente) aos profissionais e aspirantes: 

1) se for criticar políticos e agentes públicos em evidência, faça-o com elegância, com justeza de palavras, demonstrando fontes seguras de informação, defendendo pontos de vista fundamentados na ética; 

2) Não seja um propagador de fake news, informe-se, leia, pesquise antes; 

3) Se você fosse um gestor de recursos humanos em processo de recrutamento e seleção, analisando um perfil no facebook ou instagran, escolheria um candidato ao emprego que é desenfreado em palavrões? Em discussões ferrenhas e desrespeitosas, cheio de gírias, de demarcações territoriais e bairristas?; 

4) Não seja facilmente levado por ondas e raciocínios facciosos, alimentadores de ira, de emoções carregadas. Perceba que grande parte dos autores que incita as mais variadas manifestações, estão com a vida feita, no aconchego de seus palacetes e com a dispensa abarrotada. Ao bom profissional não compete seguir seus passos; 

5) Abandone o vitimismo, esse desejo mórbido de viver se lastimando de tudo e de todos, colocando-se como a pessoa mais injustiçada, perseguida, abandonada e ultrajada da terra. O vitimismo é próprio de perfis doentios, egos fracos que se nutre das condolências e aplausos de um público igualmente vazio; 

6) Não seja pessoa de primeira informação, nem estabeleça julgamentos ouvindo uma única fonte. Quem escuta apenas a versão do suposto ofendido não pode ser juiz, por desconhecer a outra versão; 

7) Seja um reprodutor de bons conteúdos; cultive o bom senso, a amizade, coisas que edifiquem. Talvez você esteja se deparando com oportunidades que estão à sua procura e o seu perfil diz muito sobre quem você realmente é, e tudo será bem sucedido como uma luva feita especialmente para você.

João Batista Nunes
Psicologia Organizacional

quarta-feira, 15 de abril de 2020

EM TEMPOS DE HOME OFFICE

Muitas atividades produtivas podem ser realizadas remotamente, em casa. Eis algumas recomendações da Fiocruz, importantes nos ajustes para também se manter o equilíbrio mental e físico.


sábado, 24 de janeiro de 2015

MUNDO DO TRABALHO: VALORIZANDO AS PESSOAS



O mundo do trabalho presentificado em nossos dias caminha cada vez mais rápido para a compreensão de que a micro e a macroeconomia é processada pelo indivíduo num contexto da coletividade. Ou seja, o entendimento de que os seres humanos são distintos em termos de necessidades, expectativas e capacidades, "que se alteram ao longo do tempo em virtude de múltiplas variáveis" (Zanelli, 2004) refinam a visão da importância da valorização das pessoas. Um ponto relevante para a gestão de pessoas nas organizações.

Nesse prisma, permitam-me aprensertar-lhes dois grandes autores Willis Harman e John Hormann que, na obra O Trabalho Criativo (1997) aborda a temática de maneira atualizada e, sem dúvida, indispensável às nossas considerações. 

Harman cobriu duas guerras mundiais e uma guerra fria; com três carreiras distintas e ampla experiência junto ao Instituto de Pesquisas Stanford que lidera com a investigação de futuros e planejamento estratégico. Hormann, por sua vez, da Fundação Shweisfurth, de Munique, após uma trajetória de sucesso na IBM, dedica-se com os estudos na abordagem do "pensamento causalista", conceito criado por ele para analisar as estruturas da realidade global, assim como os processos dinâmicos das mudanças sociais.

Esses autores apontam como características imprescindíveis da nova sociedade organizacional emergente a valorização das pessoas. Paul Hawken, empresário bem sucedido, citado como um dos inúmeros exemplos dessa linha de pensamento afirma que "a qualidade que mais lhe interesse é o 'coração da pessoa'. É uma boa pessoa? Gosta dos outros? Está pronto a ajudá-los e trabalhar com eles harmônica, solidária e cooperativamente? Seu trabalho expressa essa qualidade?"

A nova configuração do mundo do trabalho tem focado a busca por competências multifacetada com vistas a excelência. É o que discorre Moller (1992) em O Lado Humano da Qualidade para quem a qualidade pessoal é a base de todas as outras qualidades. Ele chega a afirmar que "o futuro de uma empresa ou organização depende desse item fundamental para satisfazer os requisitos de qualidade do mundo exterior."

A qualidade pessoa, é claro, depende de uma série de fatores inerentes à pessoa onde a inteligência não é suficiente. 

O psicólogo Robert Sternberg, da Yale, citado por Caproni (2003), concorda que nem sempre as pessoas bem sucedidas são as mais inteligentes, tecnicamente proficientes ou as que têm melhor nível de escolaridade. Ele argumenta que a "inteligência bem-sucedida" vai além da inteligência cognitiva (o quantum de conhecimentos teóricos e técnicos) para incluir a que denomina de "inteligência criativa e prática. 

De acordo com Sternberg (op. cit.) "pessoas com inteligência prática sabem como alavancar sua inteligência cognitiva aplicando o que aprendem de maneiras novas e criativas." O resultado: outras pessoas consideram útil e fascinante.

A pesquisa de Daniel Goleman sobre inteligência emocional no trabalho corrobora para a conclusão de Sternberg, de que apenas a inteligência cognitiva é insuficiente para prognosticar o sucesso de pessoa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


HARMAN, Willis; Hormann, John. O Trabalho Criativo. O Papel Construtivo dos Negócios numa Sociedade em Transformações. São Paulo: Cultrix, 1997.

MOLLER, Claus. O Lado Humano da Qualidade. Maximizando a Qualidade de Produtos e Serviços Através do Desenvolvimento das Pessoas. São Paulo: Pioneira, 1992.

ZANELLI, Carlos José (Org). Psicologia, Organizações e Trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2004.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

PROBLEMA OU SOLUÇÃO?




Toda vez que percebemos uma necessidade de mudança ou de uma ação motivada por um desconforto, nos vemos diante do impulso de achar um caminho para essa mudança.

A mudança implica em desconforto imediato, saída da zona de conforto de indivíduos e organizações. A mudança é o problema, o caminho é a solução. Achar esse caminho, essa solução é, certamente, um processo puro de aprendizado.

Esse processo, quando sistematizado, traz a certeza do aprimoramento dos passos para a solução de possíveis problemas futuros. O significado coloquial da palavra cria conotações problemáticas. Entendemos o termo problema como a identificação de uma oportunidade para o aprendizado e para o aprimoramento. Nesse enfoque, problema deve ser visto como algo positivo. Quem tem muitos problemas está cheio de oportunidades de aprender e de melhorar. Isso é que é otimismo, já que problema é o resultado indesejável de um processo.

O problema é uma ponte para inovar, criar novas oportunidades e expandir novos negócios. Quem cria oportunidades é criador de problemas? Esse é um ponto interessante para a reflexão dos gestores que veem certas oportunidades de aprimoramento como ameaças a seu status quo.

Todos os processos devem realimentar-se de informações, tendo como objetivo sempre seu próprio aprimoramento. Cada processo possui uma fase de controle, na qual é verificada a conformidade entre o planejado e o executado. Nessa fase, a variabilidade de um processo é mantida dentro de limites predeterminados e diz-se que o processo está sob controle.

Em muitas obras voltadas para a qualidade, são feitas referências às sete ferramentas da qualidade e também às sete ferramentas gerenciais para a qualidade – sete novas. Esses dois conjuntos de técnicas são muito importantes para a sistematização e para o aprimoramento dos processos de aprendizado.

Esses dois conjuntos de técnicas, com todas as suas variações têm sido responsáveis pelo real aumento da capacidade das pessoas em transformar seus achismos em fatos e dados, suas incertezas em confiança provendo a base para a tomada de decisão adequada em cada processo.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A ANÁLISE SWOT NA PERSPECTIVA PESSOAL


A ferramenta primordial para se compreender todos os aspectos que envolvem o mundo do trabalho retorna para o ponto inicial de onde nunca deveria ter saído: a pessoa. Não importa qual o ramo no qual você esteva inserido, sempre estará fadado ao insucesso se menosprezar a importância do lado humano envolvido no processo.

Como não se constitui numa tarefa fácil, precisamos começar tal análise por nós mesmos e, então, partirmos, para o estudo das relações interpessoais, agregando valor à carreira, desta vez, revestida de humanidade pulsante. 

A proposta da análise SWOT numa perspectiva pessoal é a de focar nas forças interiores que interagem podendo produzir resultados ora positivos ora negativos, de modo que, conhecendo e identificando esses forças o profissional terá aumentada a chance de fazer convergir apenas o que representar avanço para si.

SWOT é invenção americana onde o "S" corresponde a 'strenght' (forças), o "W": 'weakness' (fraquezas); "O" para 'oportunities', para oportunidades; e "T" de 'treatness' que significa ameaças. Através dessa análise o profissional buscará identificar quais seus pontos positivos, as forças internas de que dispõe para superar as fraquezas; equacionados esses fatores, passa-se ao segundo passo, quais os mecanismos que poderão estrategicamente ser postos para maximizar as oportunidades frente ao ambiente. Ou seja, para eu atingir determinados objetivos aproveitando satisfatoriamente as oportunidades que o ambiente me propiciam quais as fraquezas que preciso superar e quais as forças que preciso maximizar. 

Dependendo da situação, cada caso é um caso, a análise SWOT, numa perspectiva pessoal, servirá para nortear o profissional, equipando-o de forma introjetada, para os avanços e enfrentamentos com os quais terá de lidar na conquista de seus objetivos. Mas, a receita do sucesso é tão antiga e sua eficácia permanece moderna: prante o bem, semeie amor, construa amizades sólidas e com isso, será fácil perceber que o trecho mais duro do caminho já foi vencido.