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terça-feira, 2 de junho de 2020
sábado, 11 de abril de 2020
O VÍRUS MAIS LETAL QUE ACOMETE O BRASIL
Achei por bem postar este vídeo que circulava pela internet e que traz a lume uma das grandes injustiças praticada contra centenas de pessoas que buscam atingir seus objetivos por meio de muito esforço, mas que acabam vendo naufragar seus sonhos com episódios como estes, por sinal, tão comuns.
O vírus mais letal que acomete o Brasil é sem dúvida a corrupção em sua multiforme apresentação.
segunda-feira, 6 de abril de 2020
NESSE MOMENTO VALE A MÁXIMA GREGA: MENTE SÃ, CORPO SÃ.
Medidas como o distanciamento social, a diminuição de interação entre as pessoas de uma comunidade para diminuir a transmissão do vírus, constitui-se numa estratégia importante quando há indivíduos já infectados, mas ainda assintomáticos ou oligossintomáticos, que não se sabem portadores da doença e não estão em isolamento.
Em linhas gerais, é preciso sim se cuidar de todas as formas para evitar o contágio e atravessar essa fase difícil mantendo uma boa alimentação e uma rotina orientada de exercícios físicos funcionais, aqueles que podem ser praticados em casa mesmo, e pode incluir toda a família.
Nesse momento vale a máxima grega mens sana in corpore sano (Mente sã e corpo sã), expressando o ideal de se buscar o bem-estar físico e mental, mote muito bem aproveitado pelas escolas de pensamento psicológico/psicanalítico que produziram a ideia de psicossomática, onde o corpo influencia a mente e vice-versa.
Mas, chega de rodeios. Nesse tempo de afastamento social muita gente que já tinha desenvolvido o hábito salutar de frequentar academias, como também de se reunir nas praças públicas para exercícios em grupos estão meio que frustados com uma descontinuidade que até o momento não tem data para terminar.
Aí mesmo, no espaço de sua casa, junto com sua família você pode praticar exercícios funcionais para fugir do ócio, do sedentarismo, que é fator de agravamento de doenças e têm grande impacto no melhoramento do humor, do bem-estar físico e mental.
Exercícios funcionais são aqueles feitos com os movimentos naturais do ser humano. São treinos correndo, pulando, agachando,ou puxando.
O ideal é procurar orientação de um profissional de Educação Física que prescreverá os melhores exercícios adequados à realidade de cada pessoa, próprios para cada ambiente da casa.
Nesse momento vale a máxima grega mens sana in corpore sano (Mente sã e corpo sã), expressando o ideal de se buscar o bem-estar físico e mental, mote muito bem aproveitado pelas escolas de pensamento psicológico/psicanalítico que produziram a ideia de psicossomática, onde o corpo influencia a mente e vice-versa.
Mas, chega de rodeios. Nesse tempo de afastamento social muita gente que já tinha desenvolvido o hábito salutar de frequentar academias, como também de se reunir nas praças públicas para exercícios em grupos estão meio que frustados com uma descontinuidade que até o momento não tem data para terminar.
Aí mesmo, no espaço de sua casa, junto com sua família você pode praticar exercícios funcionais para fugir do ócio, do sedentarismo, que é fator de agravamento de doenças e têm grande impacto no melhoramento do humor, do bem-estar físico e mental.
Exercícios funcionais são aqueles feitos com os movimentos naturais do ser humano. São treinos correndo, pulando, agachando,ou puxando.
O ideal é procurar orientação de um profissional de Educação Física que prescreverá os melhores exercícios adequados à realidade de cada pessoa, próprios para cada ambiente da casa.
João B Nunes
quinta-feira, 28 de novembro de 2019
PARA ONDE VAI A TV?
O maior meio de comunicação de massa capaz de influenciar gerações, ditar modas, criar costumes, incutir ideias, gerar condicionamentos de consumos é [ou pelo menos era] a TV. Os Estados Unidos nunca mais foram os mesmos depois da exibição da primeira programação de TV em 1º de junho de 1941. Um primor do engenho humano, algo a primeira vista mágico, fascinante.
Na TV vê-se de tudo! A rádio novela que fazia as mocinhas chorar a cada final de capítulo, a sonhar com o galã, o príncipe, desapareceu para dar lugar as telenovelas, em preto e branco, mas mesmo assim, encantador, de prender o fôlego diante da personagem algoz que sem o mínimo de escrúpulos fazia a estrela da novela sofrer até o fim. E, novela mesmo era a febre dos autores que eternizavam as cenas de mortes que se repetiam sem se saber que era o criminoso até o dia último quando todos na sala se juntavam para assistir e descobrir em meio a tanto suspense.
Depois essas taras carentes de inovação foi perdendo lugar para novos tramas. A família pobre era sempre a temática com suas mazelas. Depois a questão da violência, da criminalidade, das drogas, da prostituição, foram sendo incrementadas nas tramas.
Temáticas como doenças específicas bradavam por espaços inclusivos na sociedade, e isso atraia o grande público pelas cenas tão bem estudadas.
Os tempos da ditadura militar, com os censores em cada stúdio iam cerceando aqui e ali um ato que não podia ser gravado. Depois, com a reabertura democrática, e avanço neoliberal no Brasil, o colorido das telinhas se fez acompanhar de outras atrações. Incrivelmente NENHUMA DELAS criadas originalmente da raiz cultural brasileira sem que pelo menos um ato ou cena não tenha sido inspirado ou mesmo copiado do que fazia sucesso nas TVs americanas.
O brasileiro (principalmente a classe artística) tem uma propensão para copiar o que há lá fora e trazer para dentro da tela nacional a atração com toda a pompa de ineditismo. Parece que colocar a cuca para pensar, criar a arte do nada, mas, originalmente daqui da terrinha é algo que beira as raias do impossível.
O dual telejornal e telenovela foi se mesclando com filmes e principalmente desenhos. A arma da publicidade nacional era conquistar todos os públicos de forma plena. Da criança ao idoso, dos gêneros melodrama ao terror, era isso que preenchia as mentes quando ninguém jamais poderia imaginar que estaríamos vivos em pleno século XXI, porque o Exterminador do Futuro, tinha numa das falas que o mundo havia acabado em 1997. Ufa! Graças a Deus eles estavam errados como a maioria dos filmes de ficção não conseguia pensar um mundo além das fronteiras do ano 2000.
Quem poderia atinar, mesmo que à sua maneira, naquela época (uns 30 anos atrás) estaríamos hoje utilizando trocas de informações instantâneas, vídeos, imagens, sons, dados bancários, chavecos, cutucadas, curtidas, bloqueios, lives, stores, tudo isso através de um recursos virtual chamado de internet? E o que dizer das possibilidades dos smartphones que aposentou definitivamente o celular?
Sem dúvida, a TV tinha que sair desse ciclo eterno a que estava resumida a grade de programação e abrir espaços para novas atrações. Vamos inovar, criar do zero absoluto algo que crie impacto e mostra para os gringos nossa potencia artística e alto grau de originalidade?
Nada!!! É mais fácil copiar. De que fonte? Dos gringos, pelos mesmos caminhos tomados de quando a TV era TUPY.
Então, inundou-se a grade de programação da TV brasileira, em praticamente todos os canais (exceto os canais religiosos, por razões óbvias), de temáticas que priorizam a erotizam e identidade multifacetada da sexualidade, enaltecendo a troca de papéis sexuais como que numa necessidade mais que vital de hastear a bandeira dessa ou daquela preferência sexual, fazendo com que o público mais conservador (a expressiva maioria) engolisse de goela abaixo todo o conteúdo que pouco ou nenhum interesse teriam se não fosse exposto sem pedir licença aos lares brasileiros.
Então, a tela se encheu de atrações em todos os meios artísticos mostrando Caetano Veloso beijando a boca de outro homem, Daniela Mercury fazendo declarações amorosas para sua 'esposa' com quem manter 'um casamento' oficial. O público gay trazendo sua mensagem de protesto por essa ou por aquela razão, geralmente ligada à não-discriminação etc.
Fora essas atrações, os telejornais parecem que fizeram um pacto de padronização mudando apenas os apresentadores, mas o layout permanece fiel, com poucas diferenças. Todos eles se dizem comprometido com o jornalismo sério e imparcial.
Novelas, com cenas picantes, ou que pelo processo de absorção de conteúdos pela repetição deixaram de ser, tornando-se natural cenas de beijos e carícias gays, descobertas de tendências sexuais, "outrora sufocadas pela hipocrisia da sociedade machista" - Dizem eles.
E, como não poderia deixar de mencionar: os taks shows, tão idênticos até no formato das canecas! A mesma dinâmica, textura, enrolation de sempre. Os programas de auditórios do domingo com inovações que se reprisam e se repetem, numa eterna falta de criatividade. Uma exploração de situações sociais vulneráveis, com enfase no nordestino, no cantor mirim pobre, na família que mora debaixo da ponte, no quadro acorda um artista que finge que não sabe que vai ser acordado. Numa mulher sofrida da periferia que sofre com a feira do rosto e falta de dentes. Pronto! Foi-se a tarde de domingo, aliás, o domingo inteiro!
Acho que os diretores de tais programações acreditam piamente que o povo brasileiro não percebeu ainda a completa ausência de criatividade, e por isso, consumem recursos e mais recursos produzindo os mesmos conteúdos idiotizantes, sempre se remetendo a quadros que fizeram sucesso no passado, mas que já estão desgastados.
Os reality shows é algo que se atinge uma performance de saturação simplória, brigas, agarras, machões tatuados perdidos em sua própria identidade sexual, mulheronas turbinadas de silicones sem conteúdo algum, rodas de conversas fétidas, impregnadas de traições e malignidades que nada têm a ensinar a essa nova geração, como aquela propagando do cigarro Malboro que os EUA diziam que deixava o fumante charmoso e irresistível, quando estava propagando o câncer geral na nação.
Tudo isso se resume numa só palavra: saturação. Meu querido apresentador!!! Coloque a cabecinha para pensar um pouco! Una-se a uma equipe de visionários, pessoas inteligentes, criativas e potencialize sinergias com foco na mudança de paradigmas, porque o reuso dos velhos quadros já não consegue mais acompanhar a evolução das mentes dos telespectadores brasileiros. Como diria o saudoso Chacrinha, no auge do seu sucesso: a cabeça do brasileiro não é penico!
O dual telejornal e telenovela foi se mesclando com filmes e principalmente desenhos. A arma da publicidade nacional era conquistar todos os públicos de forma plena. Da criança ao idoso, dos gêneros melodrama ao terror, era isso que preenchia as mentes quando ninguém jamais poderia imaginar que estaríamos vivos em pleno século XXI, porque o Exterminador do Futuro, tinha numa das falas que o mundo havia acabado em 1997. Ufa! Graças a Deus eles estavam errados como a maioria dos filmes de ficção não conseguia pensar um mundo além das fronteiras do ano 2000.
Quem poderia atinar, mesmo que à sua maneira, naquela época (uns 30 anos atrás) estaríamos hoje utilizando trocas de informações instantâneas, vídeos, imagens, sons, dados bancários, chavecos, cutucadas, curtidas, bloqueios, lives, stores, tudo isso através de um recursos virtual chamado de internet? E o que dizer das possibilidades dos smartphones que aposentou definitivamente o celular?
Sem dúvida, a TV tinha que sair desse ciclo eterno a que estava resumida a grade de programação e abrir espaços para novas atrações. Vamos inovar, criar do zero absoluto algo que crie impacto e mostra para os gringos nossa potencia artística e alto grau de originalidade?
Nada!!! É mais fácil copiar. De que fonte? Dos gringos, pelos mesmos caminhos tomados de quando a TV era TUPY.
Então, inundou-se a grade de programação da TV brasileira, em praticamente todos os canais (exceto os canais religiosos, por razões óbvias), de temáticas que priorizam a erotizam e identidade multifacetada da sexualidade, enaltecendo a troca de papéis sexuais como que numa necessidade mais que vital de hastear a bandeira dessa ou daquela preferência sexual, fazendo com que o público mais conservador (a expressiva maioria) engolisse de goela abaixo todo o conteúdo que pouco ou nenhum interesse teriam se não fosse exposto sem pedir licença aos lares brasileiros.
Então, a tela se encheu de atrações em todos os meios artísticos mostrando Caetano Veloso beijando a boca de outro homem, Daniela Mercury fazendo declarações amorosas para sua 'esposa' com quem manter 'um casamento' oficial. O público gay trazendo sua mensagem de protesto por essa ou por aquela razão, geralmente ligada à não-discriminação etc.
Fora essas atrações, os telejornais parecem que fizeram um pacto de padronização mudando apenas os apresentadores, mas o layout permanece fiel, com poucas diferenças. Todos eles se dizem comprometido com o jornalismo sério e imparcial.
Novelas, com cenas picantes, ou que pelo processo de absorção de conteúdos pela repetição deixaram de ser, tornando-se natural cenas de beijos e carícias gays, descobertas de tendências sexuais, "outrora sufocadas pela hipocrisia da sociedade machista" - Dizem eles.
E, como não poderia deixar de mencionar: os taks shows, tão idênticos até no formato das canecas! A mesma dinâmica, textura, enrolation de sempre. Os programas de auditórios do domingo com inovações que se reprisam e se repetem, numa eterna falta de criatividade. Uma exploração de situações sociais vulneráveis, com enfase no nordestino, no cantor mirim pobre, na família que mora debaixo da ponte, no quadro acorda um artista que finge que não sabe que vai ser acordado. Numa mulher sofrida da periferia que sofre com a feira do rosto e falta de dentes. Pronto! Foi-se a tarde de domingo, aliás, o domingo inteiro!
Acho que os diretores de tais programações acreditam piamente que o povo brasileiro não percebeu ainda a completa ausência de criatividade, e por isso, consumem recursos e mais recursos produzindo os mesmos conteúdos idiotizantes, sempre se remetendo a quadros que fizeram sucesso no passado, mas que já estão desgastados.
Os reality shows é algo que se atinge uma performance de saturação simplória, brigas, agarras, machões tatuados perdidos em sua própria identidade sexual, mulheronas turbinadas de silicones sem conteúdo algum, rodas de conversas fétidas, impregnadas de traições e malignidades que nada têm a ensinar a essa nova geração, como aquela propagando do cigarro Malboro que os EUA diziam que deixava o fumante charmoso e irresistível, quando estava propagando o câncer geral na nação.
Tudo isso se resume numa só palavra: saturação. Meu querido apresentador!!! Coloque a cabecinha para pensar um pouco! Una-se a uma equipe de visionários, pessoas inteligentes, criativas e potencialize sinergias com foco na mudança de paradigmas, porque o reuso dos velhos quadros já não consegue mais acompanhar a evolução das mentes dos telespectadores brasileiros. Como diria o saudoso Chacrinha, no auge do seu sucesso: a cabeça do brasileiro não é penico!
João Batista Nunes
joaobnunespb@hotmail.com
sábado, 20 de abril de 2019
VIOLÊNCIA SEXUAL: O MAIOR TEMOR ENTRE AS MULHERES
A violência sexual é o problema mais importante enfrentado pelas mulheres e meninas no Brasil, aponta a pesquisa global “International Women’s Day 2019 – Global atitudes towards gender equality” da Ipsos. Para 39% dos brasileiros, a violência sexual é a questão mais significativa, seguida por violência física (34%) e assédio sexual (28%).
A preocupação com a violência física cresceu 6 pontos percentuais em comparação com 2018, quando marcou 28%. O índice de violência sexual, no entanto, diminuiu; foram 8 pontos percentuais em relação a 2018 (47%). Já o assédio sexual registrou 38% no ano passado (uma queda de 10 p.p).
“No ano, passado tivemos um aumento considerável no número de feminicídio e tentativas de assassinatos de mulheres no Brasil. O país é hoje o quinto que mais mata mulheres do mundo. Estes casos estão sendo amplamente noticiados pela imprensa que coloca a questão em maior evidência, se tornando o cerne da preocupação das questões de equidade de gênero no país”, afirma Maianí Machado, diretora da área de reputação corporativa na Ipsos.
No mundo, os maiores problemas listados são os mesmos do Brasil, mas a ordem é diferente. Assédio sexual lidera o ranking (30%), violência sexual está na segunda colocação (27%) e violência física e igualdade salarial ficaram em terceiro lugar, com 22%.
O quarto tema globalmente mais citado, também relacionado a violência, é o abuso doméstico, com 20%. O assunto também aparece em quarto lugar no Brasil, com 19%.
No Brasil, a igualdade salarial é o quinto assunto mais crítico para 17% dos entrevistados. Por outro lado, o tema lidera em outros países, como Chile (38%), Canadá (35%), Hungria (33%), Holanda (33%), Suécia (31%) e Grã-Bretanha (29%).
Igualdade de gênero
Para sete em cada dez entrevistados globalmente (69%), a equiparação salarial é a ação com impacto mais positivo para alcançar a igualdade entre homens e mulheres. A criação de leis mais duras para prevenir a violência e o assédio contra as mulheres é a segunda atitude (68%) que mais deve ajudar a promover a igualdade.
Dividir a responsabilidade da criação das crianças e do cuidado do lar (66%), educar meninos e meninas sobre a importância da igualdade de gênero na escola (66%) também estão entre as ações que podem ajudar a alcançar a igualdade de direitos entre homens e mulheres.
Globalmente, dois terços dos entrevistados (65%) concordam que as mulheres não vão atingir a igualdade sem que os homens também tomem ações para apoiar os direitos das mulheres. No Brasil, 60% concordam com essa afirmação. O Peru (76%), a Sérvia (76%) e a África do Sul (75%) são os países que mais concordam com essa visão. Por outro lado, Japão (47%), Polônia (51%) e Itália (53%) apresentam os menores índices.
Na média global, mais pessoas discordam (49%) do que concordam (42%) que dar direitos iguais a homens e mulheres foi longe demais. Para dois terços dos entrevistados (65%), alcançar a igualdade de gênero é pessoalmente importante para eles. Os índices mais altos são do Peru (80%) e Colômbia (78%) e os mais baixos aparecem no Japão (36%) e Rússia (45%). O Brasil aparece com 61%.
Homens e mulheres
O Brasil é o terceiro país que mais concorda com a afirmação “um homem que fica em casa para cuidar das crianças é menos homem”, com 26%. A Coreia do Sul é a nação que mais concorda com essa frase (76%), seguida pela Índia (39%). Globalmente, o índice é de 18%.
Uma em cada três pessoas (33%) se descreve como feminista, uma queda em relação ao ano passado (37%). O maior percentual foi encontrado na Índia (50%), seguido por África do Sul (44%), Espanha (44%) e Brasil (41%). Os mais baixos foram encontrados no Japão (18%), Hungria (20%) e Rússia (20%).
No mundo, cinco em cada dez entrevistados (52%) acreditam que existem mais vantagens em ser homem do que mulher atualmente. O Chile lidera nessa questão, com 72%, enquanto o Brasil aparece em 22º lugar, com 45%.
Metade dos entrevistados (50%) acredita que as mulheres de hoje em dia têm uma vida melhor do que as da geração dos seus pais. Chile (75%), Colômbia (69%) e Índia (66%) são os países que mais concordam com esse tema, enquanto o Japão é o que menos concorda (27%). No Brasil, o índice é de 50%.
Discriminação por área
A educação é a área em que as pessoas acreditam que a igualdade será alcançada primeiro – cerca de metade dos entrevistados (47%) estão confiantes que a discriminação contra as mulheres na educação terá terminado em 20 anos. No Brasil, o índice é de 57%, 10 pontos percentuais acima da média global.
Entretanto, as pessoas estão menos confiantes de que isso vá acontecer no governo e na política (37%). No Brasil, 47% estão confiantes que a igualdade nesse tema será alcançada nos próximos 20 anos. Os mais pessimistas quanto a isso estão na Hungria (65%), Chile (54%) e Japão (53%).
A pesquisa foi feita em 27 países, incluindo o Brasil, com 18.800 entrevistados, sendo 1.000 brasileiros, entre os dias 21 de dezembro de 2018 e 4 de janeiro de 2019. A margem de erro para o Brasil é de 3,1 pontos percentuais.
Fonte: IPSOS Institute, 2019.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
CONSIDERAÇÕES SOBRE MEDICINA LEGAL
A medicina lato senso assumiu com o decorrer do tempo um aparato teórico e prático complexo indo para além das fronteiras da busca pela solução dos males físicos e mentais que acometem as pessoas.
O Professor Gerson Odilon Pereira¹, por exemplo, leciona que a medicina tradicional, objetiva o tratamento e a cura, é a 'arte de curar', como definida por Hipócrates. Desmembrou-se com o correr dos tempos e o envolver da ciência, na Higiene que é a "Arte de Prevenir".
Em 1575 surgiu, então, novo esplêndido ramo, Medicina Legal a "Arte de relatar em juízo" no conceito simplista de Ambróase Paré.
Em 1575 surgiu, então, novo esplêndido ramo, Medicina Legal a "Arte de relatar em juízo" no conceito simplista de Ambróase Paré.
Há, porém, outras breves definições igualmente importantes. Como bem destacado por Buarque Gusmão (2001) apud Odilon Pereira: "É a aplicação de conhecimentos médicos aos problemas judiciais",(Nério Rojas); "É a ciência do médico aplicada aos fins da ciência do Direito", (Buchner); "É a arte de pôr os conceitos médicos ao serviço da administração da justiça", (Lacassagne).
Há outras possíveis definições, tais como: "É o estudo do homem são ou doente, vivo ou morto, somente naquilo que possa formar assunto de questões forense", (De Crecchio); "É a disciplina que utiliza a totalidade das ciências médicas para dar respostas às questões jurídicas", (Bonnet); "É a aplicação dos conhecimentos médico - biológicos na elaboração e execução das leis que deles carecem", (F. Favero).
Há outras possíveis definições, tais como: "É o estudo do homem são ou doente, vivo ou morto, somente naquilo que possa formar assunto de questões forense", (De Crecchio); "É a disciplina que utiliza a totalidade das ciências médicas para dar respostas às questões jurídicas", (Bonnet); "É a aplicação dos conhecimentos médico - biológicos na elaboração e execução das leis que deles carecem", (F. Favero).
Bastante elucidativa é a posição do consagrando Dr. Genival Veloso de França² ao afirmar que a Medicina Legal é uma ciência de largas proporções e de extraordinária importância no conjunto dos interesses da coletividade, porque ela existe e se exercita cada vez mais em razão das necessidades da ordem pública e do equilíbrio social.
Esclarece o autor que "não chega a ser propriamente uma especialidade médica, pois aplica o conhecimento dos diversos ramos da Medicina às solicitações do Direito. Mas pode-se dizer que é Ciência e Arte ao mesmo tempo".
É Ciência porque sistematiza suas técnicas e seus métodos para um objetivo determinado, exclusivamente seu, sem com isso formar uma consciência restrita nem uma tendência especializada, por isso exigindo uma cultura maior e conhecimentos mais abrangentes do que em qualquer outro campo da Medicina, como destacado por esse grande mestre, Dr. Genival Veloso.
De maneira didática, como estruturado por Delton³, podemos dividir a Medicina Legal nos seguintes campos de estudos: Antropologia Forense. Estuda a identidade e a identificação, seus métodos, processos e técnicas; Traumatologia Forense. Trata das lesões corporais e das energias causadoras do dano; Sexologia Forense. Versa sobre a sexualidade normal, patológica e criminosa. Analisa as sutis questões inerentes à Erotologia, à Himenologia e à Obstetrícia forense; Asfixiologia Forense. Vê as asfixias em geral, do ponto de vista médico e jurídico. Detalha as particularidades próprias da esganadura, do estrangulamento, do enforcamento, do afogamento, do soterramento, da imersão em gases irrespiráveis etc., nos suicídios, homicídios e acidentes.
Continuando, há também a Tanatologia. Preocupa-se com a morte e o morto em todos os seus aspectos médico-legais, os fenômenos cadavéricos, a data da morte, o diagnóstico da morte, a morte súbita e a morte agônica, a inumação, a exumação, a necropsia, o embalsamento e a causa jurídica da morte; a Toxicologia. Estuda os cáusticos, os envenenamentos e a intoxicação alcoólica e por tóxicos, pelo emprego de processos laboratoriais. Graças à sua notável evolução é, atualmente, especialidade que empresta seu saber à Medicina Legal; a Psicologia Judiciária. Versa sobre os fenômenos volitivos, afetivos e mentais inconscientes que podem influenciar na formação, na reprodução e na deformação do testemunho e da confissão do acusado e da vítima. Analisa, ainda, o depoimento dos idosos e dos menores etc.; a Psiquiatria Forense. Estuda as doenças mentais, a periculosidade do alienado, as socioneuropatias em face dos problemas judiciários, a simulação, a dissimulação, os limites e modificadores da capacidade civil e da responsabilidade penal; a Policiologia científica. Visualiza os métodos científico-médico-legais empregados pela polícia na investigação criminal e no deslindamento de crimes; a Criminologia. Estuda os diferentes aspectos da gênese e da dinâmica dos crimes; a Vitimologia. Trata da análise racional da participação da vítima na eclosão e justificação das infrações penais; e a Infortunística. Preocupa-se com os acidentes do trabalho, com as doenças profissionais, com a higiene e a insalubridade laborativas.
Em linhas gerais, a Medicina Legal busca produzir respostas para as mais variadas indagações prático-cientificas com fins de esclarecimento à justiça. Essas respostas servem, entre as muitas finalidades, para corroborar as decisões nos tribunais.
_____________
¹Professor Gerson Odilon Pereira: in Medicina Legal. Conselho Regional de Medicina de Alagoas - CREMAL, 2001;
² FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina Legal. 10ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015;
³CROCE, Tolton. Manual de Medicina Legal. 8ª Edição. São Paulo: Saraiva, 2012.
Continuando, há também a Tanatologia. Preocupa-se com a morte e o morto em todos os seus aspectos médico-legais, os fenômenos cadavéricos, a data da morte, o diagnóstico da morte, a morte súbita e a morte agônica, a inumação, a exumação, a necropsia, o embalsamento e a causa jurídica da morte; a Toxicologia. Estuda os cáusticos, os envenenamentos e a intoxicação alcoólica e por tóxicos, pelo emprego de processos laboratoriais. Graças à sua notável evolução é, atualmente, especialidade que empresta seu saber à Medicina Legal; a Psicologia Judiciária. Versa sobre os fenômenos volitivos, afetivos e mentais inconscientes que podem influenciar na formação, na reprodução e na deformação do testemunho e da confissão do acusado e da vítima. Analisa, ainda, o depoimento dos idosos e dos menores etc.; a Psiquiatria Forense. Estuda as doenças mentais, a periculosidade do alienado, as socioneuropatias em face dos problemas judiciários, a simulação, a dissimulação, os limites e modificadores da capacidade civil e da responsabilidade penal; a Policiologia científica. Visualiza os métodos científico-médico-legais empregados pela polícia na investigação criminal e no deslindamento de crimes; a Criminologia. Estuda os diferentes aspectos da gênese e da dinâmica dos crimes; a Vitimologia. Trata da análise racional da participação da vítima na eclosão e justificação das infrações penais; e a Infortunística. Preocupa-se com os acidentes do trabalho, com as doenças profissionais, com a higiene e a insalubridade laborativas.
Em linhas gerais, a Medicina Legal busca produzir respostas para as mais variadas indagações prático-cientificas com fins de esclarecimento à justiça. Essas respostas servem, entre as muitas finalidades, para corroborar as decisões nos tribunais.
_____________
¹Professor Gerson Odilon Pereira: in Medicina Legal. Conselho Regional de Medicina de Alagoas - CREMAL, 2001;
² FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina Legal. 10ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015;
³CROCE, Tolton. Manual de Medicina Legal. 8ª Edição. São Paulo: Saraiva, 2012.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
DONA JARINA
Os idos eram os longínquos anos 1980. O Bairro do Jeremias nasceu já no estigma da dependência. Há muito tempo, passava o velho Jeremias cobrando uma espécie de taxa pelo uso do terreno no qual estavam construídas as casas de um misto de gente, maioria trabalhadora, metidas nas múltiplas formas de subemprego. Essas visitas que ocorriam aos domingos pela manhã ao final de cada mês foram levadas adiante pela viúva muito depois da morte do velho.
Ali na XV de Novembro, uma ladeira acentuada, a Rua Conde de Monte Cristo (chamada pelos populares simplesmente de "A Conde Monte Cristo) representava um dos acessos ao bairro. E no pé da ladeira morava Dona Jarina.
Um negra com cabelos que já apontavam o avançar da idade. Sem qualquer escolaridade dedicou sua vida a trabalhar como babá, lavadeira, arrumadora das casas das madames do Alto Branco, um bairro onde morava a classe mais representativa das boas posses de Campina Grande.
Jarina inventou de entrar na lei dos crentes e passou a frequentar uma igreja da Assembleia de Deus, mais acima, na Rua São Cosme.
A nega Jarina era uma criatura de coração largo. Obesa, pés inchados, sempre reclamando de dores nos quartos. Morava em casa própria. Uma casinha no sopé da ladeira, dessas de cuminheira baixa. Um portão pequeno e apenas um passo adentro separava a rua da porta. Na sala, hábitos simples. Um tamborete de madeira com tinta desgastada. Uma cortina de chita com aquelas rosas estampadas. Um retrato antigo de um casal que já se foi.
Um rádio ABC de revestimento plástico, e com o seletor quebrado, mas a nega asseverava que era nele que ela não perdia o programa Dramas da Cidade com Clóvis de Melo. Muito do que se ouvia, tinha haver com fatos aqui e ali envolvendo a pobre gente do Jeremias.
Das quenturas próprias das mulheres sem ômi e a desoladora solidão, Dona Jarina não teve outra alternativa senão arranjar um tal de João, vigia de Grupo Escolar, que tinha um filho meio abestado.
No início tudo foi uma maravilha só. João se mudou para a casa de Dona Jarina. Ele andava com um revolver calibre 22 e um cacetete, desses com um cordão que envolvia o pulso.
Para falar de um tipo étnico, João era a perfeita mistura de negro mais índio, mais sertanejo, mais caririzeiro, uma evolução de guenzo com o coice da jumenta. Era feio, em síntese. Mas isso não define o caráter de ninguém! Poderia ser um exemplar trabalhador, cumpridor de seus deveres e um excelente companheiro para sua nega, nesse amor recém arranjado.
Quando a energia da libido caiu na rotina do fogo morto, João logo passou de mal educado para ríspido, gritalhão. Passou a se comunicar através de bofetadas e ponta-pés. Pobre Jarina! Recebia coronhadas na cabeça. Aparecia na igreja aos prantos, narrando as grosserias de João.
A vida relativamente tranquila de Dona Jarina foi se tornando um verdadeiro inferno até que um dia a vizinhança trouxe a notícia: acararam de matar João na base do tiro e da facada, ali mesmo, numa distância de uns 200 metros.
Ninguém sabe se aquele choro da viúva era de tristeza pela cena trágica (de longe, o corpo de um miserável estendido no chão) ou se lá no fundo era a carta de alforria que acenava novos ares de liberdade de um jugo opressor.
O tempo passou, Dona Jarina já velha e dorida dos quartos e aquele lenço que sempre trazia na cabeça e a solidão se somaram para lhe afrouxar alguns parafusos do juízo. A última cena era Jarina indo em direção onde morava galego Vavá, cantarolando em gesto de marcha, no meio da chuva: "marcha soldado cabeça de papel quem não marchar direito vai preso no quartel..."
Autor
João Batista Nunes
A nega Jarina era uma criatura de coração largo. Obesa, pés inchados, sempre reclamando de dores nos quartos. Morava em casa própria. Uma casinha no sopé da ladeira, dessas de cuminheira baixa. Um portão pequeno e apenas um passo adentro separava a rua da porta. Na sala, hábitos simples. Um tamborete de madeira com tinta desgastada. Uma cortina de chita com aquelas rosas estampadas. Um retrato antigo de um casal que já se foi.
Um rádio ABC de revestimento plástico, e com o seletor quebrado, mas a nega asseverava que era nele que ela não perdia o programa Dramas da Cidade com Clóvis de Melo. Muito do que se ouvia, tinha haver com fatos aqui e ali envolvendo a pobre gente do Jeremias.
Das quenturas próprias das mulheres sem ômi e a desoladora solidão, Dona Jarina não teve outra alternativa senão arranjar um tal de João, vigia de Grupo Escolar, que tinha um filho meio abestado.
No início tudo foi uma maravilha só. João se mudou para a casa de Dona Jarina. Ele andava com um revolver calibre 22 e um cacetete, desses com um cordão que envolvia o pulso.
Para falar de um tipo étnico, João era a perfeita mistura de negro mais índio, mais sertanejo, mais caririzeiro, uma evolução de guenzo com o coice da jumenta. Era feio, em síntese. Mas isso não define o caráter de ninguém! Poderia ser um exemplar trabalhador, cumpridor de seus deveres e um excelente companheiro para sua nega, nesse amor recém arranjado.
Quando a energia da libido caiu na rotina do fogo morto, João logo passou de mal educado para ríspido, gritalhão. Passou a se comunicar através de bofetadas e ponta-pés. Pobre Jarina! Recebia coronhadas na cabeça. Aparecia na igreja aos prantos, narrando as grosserias de João.
A vida relativamente tranquila de Dona Jarina foi se tornando um verdadeiro inferno até que um dia a vizinhança trouxe a notícia: acararam de matar João na base do tiro e da facada, ali mesmo, numa distância de uns 200 metros.
Ninguém sabe se aquele choro da viúva era de tristeza pela cena trágica (de longe, o corpo de um miserável estendido no chão) ou se lá no fundo era a carta de alforria que acenava novos ares de liberdade de um jugo opressor.
O tempo passou, Dona Jarina já velha e dorida dos quartos e aquele lenço que sempre trazia na cabeça e a solidão se somaram para lhe afrouxar alguns parafusos do juízo. A última cena era Jarina indo em direção onde morava galego Vavá, cantarolando em gesto de marcha, no meio da chuva: "marcha soldado cabeça de papel quem não marchar direito vai preso no quartel..."
Autor
João Batista Nunes
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
O QUE SE PODE APRENDER COM AS ARTES MARCIAIS?
Passo a lhes apresentar uma visão tradicional, ortodoxa, do que se pode aprender com a prática das artes marciais. Em primeiro lugar, seja qual for a modalidade de lutas, há muito o que se aprender, começando com a disposição mental conhecida como paciência. É preciso se utilizar da paciência para incorporar os movimentos, conferindo forma a cada técnica. Com calma, construindo os esquemas mentais para o desenvolvimento perfeito das manobras sem perder de vista os detalhes peculiares, o aprendiz segue se aperfeiçoando.
Após essa fase, vem da constate execução das técnicas. A repetição dos exercícios e suas variantes leva a introjeção que permite ao praticante se aproximar cada vez mais da naturalidade própria de quem mantém a constância.
A meta: desenvolver habilidades físicas e mentais que fortaleçam o autocontrole, o equilíbrio. Um dos maiores males da atualidade é a falta de controle, o desequilíbrio que têm levado pesquisadores a estudar a temática da inteligência emocional como fator de sucesso na vida pessoal.
Logo, partindo desta visão, quem pratica algum tipo de arte marcial para promover a violência, para mostrar força diante de quem não tem condições de se defender, comente um sério equívoco em relação a si. Erra quem ensina e quem pratica. Irresponsabilidades compartilhadas.
Quem pratica artes marciais pratica a cultura da não-violência, do respeito ao próximo, da valoração da boa convivência. E mesmo em situações de ameaças que a pessoa pode evitar, essa caminho é sem dúvida escolhido. Mais forte é quem sabe que pode vencer facilmente o embate, e mesmo assim, evita-o.
Claro que se a situação não oferecer outra saída, às vezes até envolvendo pessoas em risco, com a devida cautela e análise das variáveis que favorecem a reação segura, sem danos colaterais, de acordo com as hipóteses amparadas em lei, o resultado do aprendizado da arte do guerreiro deve ser usado sem temor e com destreza.
Imagens de vídeos veiculados nas mídias sociais mostrando lutadores de digladiando, espargindo sangue, ou homens em sua maioria com potencial de combate superior agredindo e humilhando violentamente mulheres, idosos, ou pessoas integrantes de grupos sociais minoritários, pessoas em situação de rua, não são dignos das artes marciais tradicionais, devem ser expulsos do Dojô, e se tornar exemplos de vergonha e má conduta por parte de seus pares.
Quem pratica artes marciais não sente necessidade alguma de provar sua masculinidade ou quaisquer outros sentimentos egoinfrados. Ele treina para se autoconhecer e se aperfeiçoar em técnicas que condicionam o corpo e a mente para a manutenção da saúde. Esse é o caminho do guerreiro.
Imagens de vídeos veiculados nas mídias sociais mostrando lutadores de digladiando, espargindo sangue, ou homens em sua maioria com potencial de combate superior agredindo e humilhando violentamente mulheres, idosos, ou pessoas integrantes de grupos sociais minoritários, pessoas em situação de rua, não são dignos das artes marciais tradicionais, devem ser expulsos do Dojô, e se tornar exemplos de vergonha e má conduta por parte de seus pares.
Quem pratica artes marciais não sente necessidade alguma de provar sua masculinidade ou quaisquer outros sentimentos egoinfrados. Ele treina para se autoconhecer e se aperfeiçoar em técnicas que condicionam o corpo e a mente para a manutenção da saúde. Esse é o caminho do guerreiro.
Autor: João Batista Nunes
sábado, 3 de novembro de 2018
UM HOMEM A SER ESTUDADO
A oportuna observação de um de meus professores numa aula da disciplina Direitos Humanos sobre a figura de Epitácio Pessoa, natural de Umbuzeiro, Estado da Paraíba me chamou a atenção.
Dize-nos Marganida Contarelli que Epitácio Pessoa tem uma singular importância no âmbito da história do Direito Internacional brasileiro, em face do anteprojeto de Código por ele elaborado.
Nascido em Umbuzeiro no ano de 1865, teve parte da sua formação no Estado de Pernambuco. Órfão de pai e mãe aos oito anos de idade, veio para o Recife e sob a orientação do seu tio o Barão de Lucena, estudou no Ginásio Pernambucano, em 1874. Matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife em 1882 e fez, segundo narra Clóvis Beviláqua, em sua obra sobre a História daquela Casa do Direito, "um dos cursos mais brilhantes de que houve tradição da Faculdade, obtendo distinção em todos os anos", bacharelando-se em 1886.
Em Pernambuco, chegou a ser Promotor de Justiça nas Comarcas de Bom Jardim e do Cabo de Santo Agostinho. Com a proclamação da República foi secretário do Governo da Paraíba ingressando deste então na Política do Estado.
Em 1891, foi nomeado catedrático da Faculdade de Direito do Recife, no curso de Notariado. Representou a Paraíba como Deputado na Assembleia Constituinte para a elaboração da primeira Carta Constitucional Republicana (1890/1891), tornando-se, em 1898, o Ministro da Justiça no Governo Campos Sales.
"Logo se empenhou em realizar a velha promessa do governo brasileiro de dotar o pais com um Código Civil, e para tamanha empreitada", convocou, em 1899, o também professor da Faculdade de Direito do Recife, Clóvis Bevilágua, para a redação do projeto. Nomeou a Comissão que o devia rever, sob sua presidência, e acompanhou com interesse as discussões na Câmara. Muito mais tarde, já em 1915, quando o projeto volta ao Senado, sendo designado para redigir o parecer, o que fez com a superioridade de sempre. O Código Civil foi largamente fruto do seu pensamento e recebeu dele expressiva contribuição, não podendo se dissociar o seu nome de um dos mais notáveis monumentos da História do Direito pátrio.
Nomeado em 1902 para o Supremo Tribunal Federal, com 36 anos, exerceu brilhantemente a magistratura até 1912, constando nos registros do Supremo que "nunca foi vencido como relator de um feito, fato talvez único na história da corte."
Antes de adentrar na apreciação do Projeto de Código de Direito Internacional Público, ressalto outros trabalhos de Epitácio Pessoa que não passa despercebido daqueles que estudam a vida e a obra de tão ilustre brasileiro. O estudo sobre "Terrenos de Marinha" publicado pela Imprensa Nacional em 1904 e pela Revista de Direito, vol. XIII, "A fronteira oriental do Amazonas", em 1917, os Pareceres e discursos entre 1917 e 1918.
Na 3ª Conferência Internacional realizada no Rio de Janeiro, em 1906, foi delegado do Brasil na Comissão de Jurisconsultos encarregada da codificação de Jurisconsultos encarregada da codificação do Direito Internacional, dando continuidade aos trabalhos apresentados em Conferência anterior, ocorrida no México, por um pernambucano, também professor da Faculdade de Direito do Recife, José Hygino Duarte Pereira, que falecera durante a referida Conferência.
O "Projeto de Código de Direito Internacional Público", elaborado por Epitácio Pessoa, foi publicado pela Imprensa Nacional em 1911, é uma obra de grande valor jurídico, com antecipações na visão das relações internacionais que surpreendem o estudioso e permanece, em muitos aspectos, ainda atual, mesmo sendo uma obra escrita há mais de cem anos, de profundas transformações como foi o século XX. O Projeto foi considerado por Levi Carneiro como síntese da melhor doutrina sobre esse difícil ramo da ciência jurídica.
Epitácio Pessoa, patrimônio da Paraíba, é o filho mais ilustre desta terra; cada paraibano que lhe conhece o desempenho público sabe que esse nome será sempre memorável. Os anais de dois Reinados e várias Repúblicas, de que se compõe a história do Brasil desde a Independência até os nossos dias, só apresentam um homem suscetível de medir-se com Epitácio Pessoa, em ação e pensamento, ao serviço das grandes causas nacionais: é Rui Barbosa. Epitácio, defensor da Justiça; Rui, defensor da liberdade. Eis como os caracterizou Laurita Pessoa Raja Gabaglia e José Octávio, aquela biógrafa do pai, este, autor de seu perfil parlamentar, estampado em publicação da Câmara dos Deputados.
Epitácio e Rui frequentaram todas as tribunas. Ambos gigantes, ambos exceções de culminância no apreço e devoção ao interesse público, à salvaguarda das liberdades, à genuína conservação dos valores.
Ambos ainda jurisconsultos. Rui, o erudito, o humanista, o prosador vernáculo, constrói com a palavra uma obra de arte; é o esteta das ideias. Epitácio, por sua vez, com a lógica e a razão desenvolve em seus escritos jurídicos o raciocínio da legalidade; serve ao Pais e à Constituição com a honradez de uma vocação republicana.
As ferramentas dialéticas de análise aos fatos, ele as emprega para levantar um edifício argumentativo cuja visão e clareza e sentido da realidade nos deslumbram, ao mesmo passo que comovem e persuadem.
Fé, mestria, senhorio são traços sempre vistos ao lado dos que expõem a verdade. Sem eles não há legítima eloquência. Compôs Epitácio seu discurso político, invariavelmente isento de sutilezas, sofistarias, paralogismos, malabarismos, ambiguidades. Tais vícios se enredam tão somente entre aqueles a quem falece a convicção íntima da causa, o domínio absoluto da ideia, a confiança inabalável pertinente à retidão das proposições e dos juízos exarados. Não era este o caso de Epitácio.
_____________
Saiba mais sobre Epitácio Pessoa: https://www.youtube.com/watch?v=rwb0K2pIhXA
"Logo se empenhou em realizar a velha promessa do governo brasileiro de dotar o pais com um Código Civil, e para tamanha empreitada", convocou, em 1899, o também professor da Faculdade de Direito do Recife, Clóvis Bevilágua, para a redação do projeto. Nomeou a Comissão que o devia rever, sob sua presidência, e acompanhou com interesse as discussões na Câmara. Muito mais tarde, já em 1915, quando o projeto volta ao Senado, sendo designado para redigir o parecer, o que fez com a superioridade de sempre. O Código Civil foi largamente fruto do seu pensamento e recebeu dele expressiva contribuição, não podendo se dissociar o seu nome de um dos mais notáveis monumentos da História do Direito pátrio.
Nomeado em 1902 para o Supremo Tribunal Federal, com 36 anos, exerceu brilhantemente a magistratura até 1912, constando nos registros do Supremo que "nunca foi vencido como relator de um feito, fato talvez único na história da corte."
Antes de adentrar na apreciação do Projeto de Código de Direito Internacional Público, ressalto outros trabalhos de Epitácio Pessoa que não passa despercebido daqueles que estudam a vida e a obra de tão ilustre brasileiro. O estudo sobre "Terrenos de Marinha" publicado pela Imprensa Nacional em 1904 e pela Revista de Direito, vol. XIII, "A fronteira oriental do Amazonas", em 1917, os Pareceres e discursos entre 1917 e 1918.
Na 3ª Conferência Internacional realizada no Rio de Janeiro, em 1906, foi delegado do Brasil na Comissão de Jurisconsultos encarregada da codificação de Jurisconsultos encarregada da codificação do Direito Internacional, dando continuidade aos trabalhos apresentados em Conferência anterior, ocorrida no México, por um pernambucano, também professor da Faculdade de Direito do Recife, José Hygino Duarte Pereira, que falecera durante a referida Conferência.
O "Projeto de Código de Direito Internacional Público", elaborado por Epitácio Pessoa, foi publicado pela Imprensa Nacional em 1911, é uma obra de grande valor jurídico, com antecipações na visão das relações internacionais que surpreendem o estudioso e permanece, em muitos aspectos, ainda atual, mesmo sendo uma obra escrita há mais de cem anos, de profundas transformações como foi o século XX. O Projeto foi considerado por Levi Carneiro como síntese da melhor doutrina sobre esse difícil ramo da ciência jurídica.
Epitácio Pessoa, patrimônio da Paraíba, é o filho mais ilustre desta terra; cada paraibano que lhe conhece o desempenho público sabe que esse nome será sempre memorável. Os anais de dois Reinados e várias Repúblicas, de que se compõe a história do Brasil desde a Independência até os nossos dias, só apresentam um homem suscetível de medir-se com Epitácio Pessoa, em ação e pensamento, ao serviço das grandes causas nacionais: é Rui Barbosa. Epitácio, defensor da Justiça; Rui, defensor da liberdade. Eis como os caracterizou Laurita Pessoa Raja Gabaglia e José Octávio, aquela biógrafa do pai, este, autor de seu perfil parlamentar, estampado em publicação da Câmara dos Deputados.
Epitácio e Rui frequentaram todas as tribunas. Ambos gigantes, ambos exceções de culminância no apreço e devoção ao interesse público, à salvaguarda das liberdades, à genuína conservação dos valores.
Ambos ainda jurisconsultos. Rui, o erudito, o humanista, o prosador vernáculo, constrói com a palavra uma obra de arte; é o esteta das ideias. Epitácio, por sua vez, com a lógica e a razão desenvolve em seus escritos jurídicos o raciocínio da legalidade; serve ao Pais e à Constituição com a honradez de uma vocação republicana.
As ferramentas dialéticas de análise aos fatos, ele as emprega para levantar um edifício argumentativo cuja visão e clareza e sentido da realidade nos deslumbram, ao mesmo passo que comovem e persuadem.
Fé, mestria, senhorio são traços sempre vistos ao lado dos que expõem a verdade. Sem eles não há legítima eloquência. Compôs Epitácio seu discurso político, invariavelmente isento de sutilezas, sofistarias, paralogismos, malabarismos, ambiguidades. Tais vícios se enredam tão somente entre aqueles a quem falece a convicção íntima da causa, o domínio absoluto da ideia, a confiança inabalável pertinente à retidão das proposições e dos juízos exarados. Não era este o caso de Epitácio.
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Saiba mais sobre Epitácio Pessoa: https://www.youtube.com/watch?v=rwb0K2pIhXA
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
ELEIÇÕES LIMPAS, BRASIL FORTE!
O pleito eleitoral é uma das conquistas mais significativas do regime democrático de direito, por expressar a livre decisão do eleitor em manifestar seu voto neste ou naquele candidato. Trata-se de um momento decisivo porque o resultado do voto pode mudar completamente o cenário política de uma cidade, estado, região e o próprio país.
Em todos os recantos do Brasil se reforçou a ideia de que o período das eleições é, na verdade, a "abertura da caça aos eleitores" pelas já tão conhecidas condutas de grande parte dos candidatos em ganhar as eleições na força do dinheiro, da compra de votos, do tráfico de influências, de negociatas que se processam nos subterrâneos de campanhas políticas. Todas elas representam condutas vedadas, proibidas por lei, crimes eleitorais colocando diretamente no alvo da justiça tanto o corruptor (aquele que compra o voto) como também o corrupto (aquele que se deixa corromper).
Entretanto, se não houver alguém disposto a vender seu voto por alguma quantia ou por alguma promessa de benefício ou favores, dificilmente a corrupção prosperaria. Por essa lógica, só existem políticos corruptos por causa de eleitores corruptos, afinal, eles só podem chegar aos mandatos com o voto do eleitor.
Portanto, nestas eleições, é preciso conhecer não apenas as propostas do candidato, mas sua vida e trajetória como cidadão e político. Como cidadão, porque qualquer que, por exemplo, é fichado na polícia por agressão à mulher, ou outro tipo de crime comum, não merece representar o povo num mandato.
É preciso conhecer como político, se no exercício do mandato, quais proposituras apresentou realmente significativas e que representaram as necessidades da coletividade que o elegeu. Quais ideais e bandeiras foram defendidas, o que pensa sobre temas de grande importância como a família, os direitos fundamentais da pessoa, como idosos, deficientes, crianças e adolescentes, ou qual a visão sobre as questões ambientais, e tantas outras. Se tal pessoa, exerceu o mandato e não correspondeu a um trabalho sério, combativo, representativo e de resultados, não merece seu voto, não merece renovar o mandato. Geralmente, gente assim, é faltoso nas sessões e irresponsável quanto ao ser dever de dar o melhor de si pelas causas justas e necessárias.
Se o candidato não exerceu ainda nenhum mandato, merece uma atenção a mais. Precisa se partir da ideia de que ele ou ela deva conhecer o que significa o mandato que pretende concorrer, quais questões sociais pretende defender, quais as propostas que pretende apresentar se assumir o mandato.
Por fim, algumas considerações importantes:
1. Eleições acontecem periodicamente, ideias e ideais são discutidos. Mas, não se esqueça: a vida continua seguindo seu curso. Portanto, não se deixe influenciar por pessoas ou atitudes que são prejudiciais à imagem de outras pessoas, palavras agressivas, acusações, propagação de fatos que depreciam ou expõe com intensão de prejudicar alguém.
2. Não se deixe influenciar por figuras míticas próprias do período eleitoral. Dizer que é melhor votar num candidato folclórico porque é engraçado ou porque não é "político profissional", "desses acostumados com a corrupção", é um erro que precisa ser evitado. Acompanhe atentamente os debates, procure se informar, leia o quanto puder sobre determinado político para votar com segurança e poder cobrar dele depois.
3. Não voto nulo ou em branco. Não é a solução. Algumas pessoas demonstrando insatisfação com o processo eleitoral não sabem que o voto nulo, mesmo que atinja 50% não anula uma eleição. O voto em branco, ou "voto de protesto" não vai alterar os resultados da campanha eleitoral, apenas vai somar para o resultado positivo que se queria evitar.
4. Não se deixe influenciar por pesquisas eleitorais. Não é atoa que elas são bem pagas. Elas são feitas para produzir um efeito psicológico nas pessoas. Apontam um distanciamento significativo entre o primeiro e o segundo candidato, em geral, vendendo a ideia de que para não perder o voto, a pessoa é tendente a votar em quem "já estar na frente e vai ganhar", quando nem sempre o resultado se mostra verdadeiro.
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
El Tiempo y Ocio
En Brasil, los principios positivistas que influyeron en el nacimiento de la República reforzaron el mito de la racionalidad iluminista y pusieron de relieve la educación como un poderoso instrumento de reproducción y adiestramiento social.
Este contexto ha intensificado relaciones entre el Estado republicano, la escuela y el modo de trabajo capitalista, influenciando la incorporación de la recreación al cotidiano brasileño.
En ese contexto, se creía que el tiempo libre era perjudicial al desarrollo social, y que debería ser ocupado con actividades recreativas consideradas saludables, profilácticas y educativas en cuanto a la moralidad. Completando la función de la escuela, se consideró la recreación forzosa para que el niño no se quedara inactivo y no sufriera la influencia maléfica de la calle.
Estrategia que, según Kishimoto, representó una de las formas de desvalorizar la calle, en cuanto espacio de uso público, para lograr así la instituccionalizacíon de prácticas culturales recreativas en espacios cerrados, inspeccionalizados y orientados.
Es importante destacar que en la década de 1930 la política laboral desarrollada por el presidente Getúlio Vargas pretendia crear, en Brasil, nuevos conceptos de trabajo y de trabajador. La propuesta de recreación desarrollada em São Paulo contribuyó con este proyecto como una contraparte de lo que ya se practicaba en el sector urbano industrial: forjar el obrero despolitizado, disciplinado y productivo.
Aunque no haya sido un movimento homogéneo, la organización de programas de recreación para la masa obrera representó una posibilidad de difusión de ese nuevo paradigma. Como parte integrante de este proyecto educativo, poco a poco la recreación pasó a jugar roles específicos en la formación de valores, hábitos y actitudes a ser consolidados en las horas libres, representando una base de sustentación para el modelo de produción capitalista en desarrollo en Brasil. Este nuevo paradigma reforzó la importancia de la recreación y rechazó el ocio, visto como una amenaza al desarrollo de la sociedad y un mal que debería ser combatido.
La Consolidação das Leis de Trabalho - CLT, el 1º de maio de 1943, universalizó las leyes que se referían a la limitación de la jornada laboral en Brasil, fijándola en 8 horas diarias y 48 horas semanales, lo que incluía un periodo mínimo de descanso 11 horas entre dos jornadas laborales consecutivas y un descanso semanal mínimo de 24 horas que, salvo excepciones, debería coincidir con el domingo, y además 30 días consecutivos de vacaciones anuales después de 12 meses contínuos de trabajo.
João Batista Nunes da Silva
Psicólogo Organizacional
sábado, 13 de fevereiro de 2016
NA ERA DO RÁDIO: CAUBY PEIXOTO E ÂNGELA MARIA

"Se o Criador viesse de novo ao mundo,
não falaria. como Jeová,
do alto de uma nuvem,
ou como Júpiter, do corpo medonho
de um trovão: falaria ao microfone!"
(Berilo Neves, escritor)
Nos anos de 1940-50 o rádio era a grande janela para o mundo: trazia para quase todos os lares as últimas notícias; moldava a opinião pública; vendia produtos, lançava modas; e alimentava os sonhos dos ouvintes com a voz de atores e atrizes, astros e estrelas. Esse "reino de encanto de sonhos e informação" coroava "reis e rainhas".
Quando a voz tinha um rei como Francisco Alves e tantos outros notáveis: "Meu companheiro dileto/Violão, és meu afeto/És minha consolação/ De tanto roçar meu peito/Tens hoje o timbre perfeito/ Da voz do meu coração".
Tempos de Cauby Peixoto e Ângela Maria, a querida do Sapoti
"Conceição, eu me lembro muito bem,/ Vivia no morro a sonhar/ Com coisas que o morro não tem..." Canção de Jair Amorim e Dunga, vozes inconfundível daquele cantor de bigodinho que a interpretava era a de Cauby Peixoto, que entre 1954 e 1959, foi o cantor mais popular do Brasil. Com qualidades que justificam esse título.
Nascido em 1935, provinha de uma família de músicos. Seu pai era violinista, sua mãe tocava bandolim, e um de seus tios era pianista e homem de rádio. Mas seu parente mais famoso era o sambista Ciro Monteiro. Cauby começou a cantar num programa de calouros da Rádio Tupi, no Rio, por volta de 1951. Três anos depois era celebridade, fazendo sucesso com o fox Blue Gardenia.
Mais tarde vieram Conceição (1956), Nono Mandamento (1957), Prece de Amor (1958) e muitas outras. Segundo alguns, seu rápido êxito se devia não apenas a suas inegáveis qualidades de cantor, mas também ao tipo de publicidade que o cercava. Seu empresário, Di Veras, contratava mocinhas para que desmaiassem "de emoção" à simples passagem do cantor. Seguindo o modelo norte-americano (foi assim que Frank Sinatra virou ídolo), Di Veras fazia confeccionar para Cauby ternos apenas alinhavados, que as fãs "rasgavam com furor", em cenas documentadas por fotógrafos de aluguel. No fim dos anos, 50, Cauby excursionou pelos Estados Unidos, usando o nome de Ron Coby, e gravou Maracangalha, de Caymmi, com o título de I Go.
Nascido em 1935, provinha de uma família de músicos. Seu pai era violinista, sua mãe tocava bandolim, e um de seus tios era pianista e homem de rádio. Mas seu parente mais famoso era o sambista Ciro Monteiro. Cauby começou a cantar num programa de calouros da Rádio Tupi, no Rio, por volta de 1951. Três anos depois era celebridade, fazendo sucesso com o fox Blue Gardenia.
Mais tarde vieram Conceição (1956), Nono Mandamento (1957), Prece de Amor (1958) e muitas outras. Segundo alguns, seu rápido êxito se devia não apenas a suas inegáveis qualidades de cantor, mas também ao tipo de publicidade que o cercava. Seu empresário, Di Veras, contratava mocinhas para que desmaiassem "de emoção" à simples passagem do cantor. Seguindo o modelo norte-americano (foi assim que Frank Sinatra virou ídolo), Di Veras fazia confeccionar para Cauby ternos apenas alinhavados, que as fãs "rasgavam com furor", em cenas documentadas por fotógrafos de aluguel. No fim dos anos, 50, Cauby excursionou pelos Estados Unidos, usando o nome de Ron Coby, e gravou Maracangalha, de Caymmi, com o título de I Go.
Quanto a Ângela Maria, era a mais que preferida "Rainha do Rádio" em 1954, tendo começado a carreira em 1947, apresentando-se em programas de calouros como a "Hora do Pato", de Jorge Cúri, na Nacional. Seu verdadeiro nome é Abelim Maria da Cunha, mas a cantora usava então o pseudônimo de Marina da Cunha para que os pais, muito religiosos, não soubessem de sua atividade.
De origem humilde, Abelim trabalhava nessa época numa fábrica de tecidos. Em 1951 já com o nome artístico de Ângela Maria, cantava num clube noturno carioca, o Dancing Avenida, quando foi "descoberta" por Erasmo Silva e Gilberto Martins. Este último levou-a para a Rádio Mayrink Veiga, da qual era diretor. Na Mayrink, Ângela assinou contrato e passou a cantar regularmente, estourando imediatamente em todas as paradas. Foi a cantora mais popular dos anos 50 e recebeu de Getúlio Vargas o apelido de "Sapoti, por sua cor e sua voz, doces como o sapoti". Seus maiores sucessos foram Vida de Bailarina (Américo Seixas e Chocolate) e Lábios de Mel (J. Vilaça e Nage).
A atmosfera do Pós-guerra (1945) influencio o modus de viver do brasileiro. Tudo parecia pairar sobre os ditamos culturais dos americanos e isto é visto nas artes e na produção musical popularizada e retratada através da modelagem. Os ritmos do Tio Sam encontrava espaço do morro as mansões burguesas do Rio e de São Paulo, e por fim, em todo o país.
João B Nunes
Psicologo, teológo e acadêmico de Direito
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
BICICLETA NA HISTÓRIA
Houve tempo em que as pessoas costumavam andar para as mais variadas direções de distancia curta. Mas quem tinha pressa,
ia de bicicleta. A evolução do uso consagrou o ciclismo, alias um item de
mobilidade fortemente atrelado à sustentabilidade urbana.
O ciclismo é definido sob duas formas: como
“a arte de andar de bicicleta” e como “o esporte das corridas de bicicletas”
(HOLLANDA, 1975, p.323). Pode-se perceber então a amplitude da primeira
definição com relação à segunda.
Mas como o ciclismo se expressava nas cidades
de grande portes, como as capitais em tempos de profundas mudanças como na
transição dos séculos XIX e XX?
O processo de “nascimento” de uma invenção é
algo complexo, e geralmente não ocorre de forma repentina. Assim foi com a
bicicleta. Desde os primeiros desenhos, modelos, protótipos e esquemas que
lembram, mesmo que de longe, essa máquina de duas rodas, muito tempo e avanços
tecnológicos – além da dedicação de pessoas no desenvolvimento desta máquina –
foram necessários até que a mesma sofresse as transformações que a fizesse ser
reconhecida como a bicicleta.
Estudos dedicados à história da bicicleta
geralmente apresentam registros de dois modelos com importantes antecessores. O
primeiro, um desenho entre os inúmeros projetos de Leonardo da Vinci, muito
semelhante à bicicleta, que não chegou a ser testado ou construído. O outro, a
Draisana, máquina de madeira que consistia em duas rodas ligadas por um tronco.
Inventada pelo Barão de Drassler, na Alemanha, a Draisana tinha sua utilização
restrita às decidas, uma vez que se tratava de estruturas rígidas em madeira,
não sendo possível a mudança de direção ou da velocidade.
Agora era o homem que controlava a máquina.
Os velocípedes, como eram chamados, se desenvolveram rapidamente, e dentro de
pouco tempo seria possível encontrar máquinas de duas, três e quatro rodas,
construídas das mais variadas formas.
Um dos primeiros modelos, e dos mais
conhecidos, era o chamado grand-bi. Como o pedal era fixado no eixo da roda dianteira,
esta tinha o seu diâmetro bem maior que a traseira, aumentando assim o
deslocamento a cada giro do mesmo. O banco era posicionado praticamente acima
da roda motriz, o que fazia com que o ciclista se posicionasse assentado, com o
tronco praticamente a 90 graus em relação ao banco.
Em 1880, talvez a mais importante
modificação: a empresa inglesa Tangent and Conventry Tricycle Company lança um
modelo revolucionário para a época, chamado bicyclette. Suas maiores inovações
eram as rodas de mesmo diâmetro aliadas à engrenagem por corrente na roda
traseira (VIGARELLO, 1988).
A invenção da engrenagem por correntes
modificou completamente a forma do ciclista se posicionar sobre a bicicleta,
além de, em pouco tempo, substituir por completo o grand-bi. Esses dois
exemplos – o velocípede de Henri Michaux e a bicyclette de engrenagem por
correntes – são importantes transformações na história da bicicleta, pois
envolveram mudanças também na posição dos corpos dos ciclistas, bem como na
forma de pedalar.
Guardados os devidos avanços na ciência e na
tecnologia dos novos materiais, os primeiros modelos com engrenagem por
correntes já se assemelhavam bastante com os atuais modelos de bicicletas
encontrados no mercado. Destacamos entre eles o modelo chamado comparado Rover,
de 1885, bicicleta que guarda poucas diferenças em sua estrutura, quando
comparada aos modelos de passeio atuais.
João Batista Nunes
Psicólogo e Acadêmico de Direito
Bibliografia
HOLLANDA, Aurélio Buarque de. Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro; Nova Fronteira, 1998.
HOLLANDA, Aurélio Buarque de. Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro; Nova Fronteira, 1998.
VIGARELLO, Georges. Passion
Sport: Histoire d’une Culture. Paris: Textuel, 2000.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
CRISTIANO LAURITZEN E A CAMPINA DE OUTRORA
Senhor Ministro[1], Vossa Excelência não se envergonha, como paulista brasileiro, que um estrangeiro, conquanto brasileiro naturalizado, venha de tão longe, do fundo de um lugarejo perdido nos sertões do Brasil, advogar perante o governo do país, a realização de um benefício de suas economias de pequeno comerciante, e ainda tenha o desprazer de arrostar com o desdém manifesto de um órgão do poder público?
A história rica, fértil e interminável de
Campina Grande é a saga dos heróis de legendas, dos forasteiros leais que em
tempos de outrora defenderam bravamente as melhores causas, lutando nas grandes
batalhas em diversos campos e áreas por esta terra que os acolheu. Aqui eu
destaco apenas alguns lampejos da vida e trajetória de um forasteiro ilustre,
um homem que deixou sua longínqua cidade Jurlândia na Dinamarca e depois de percorrer todo o
Nordeste brasileiro escolhe Campina Grande para ser seu lar pelo resto da vida.
Quais os verdadeiros motivos que o fizeram deixar
sua terra natal ainda hoje é uma incógnita.
O fato é que, em chegando à Campina,
Cristiano vindo do Recife onde se dedicava à venda de joias e compra de ouro,
instruído, demonstrou que tinha sangue nas veias para lutar pelas melhores
causas da Rainha da Borborema, e que mais tarde, o tempo provou, que ele tinha
altivez e honra para se sobrepor a política local que, à época, já se mostrava
reificada na mediocridade coronelista.
Com efeito, como muito bem destacado por
Evaldo Gonçalves de Queiroz, Campina sempre teve o dom de ser uma cidade
cosmopolita. Por aqui desfizeram as malas alemães, árabes, libaneses,
dinamarqueses, portugueses, franceses, chineses, holandeses, sírios, japoneses,
entre tantos outros, e se destacaram no comércio, na educação, saúde, religião
e política. Contribuíram, juntamente com as famílias mais tradicionais da
terra, para que se tornasse uma cidade destacada dentre as demais do Estado,
pela inventividade e visão progressista.
Quem viveu os tempos de outrora em Campina
sabia muito bem que este lugar evoluído a partir do ponto de encontro de
tropeiros, tinha todos os indicadores para jamais vir a ser uma cidade, de
fato. Não tinha o essencial elemento em torno do qual se enraíza as gentes: a
água. Nem sequer fontes alternativas que pudesse sinalizar vantagem de se
morar. Não existia expectativa senão a transitoriedade do local, nada mais.
Porém, Campina nunca se rendeu a limitações por mais sérias que se mostrassem.
Sinval Odorico de Moura, Bacharel Formado em Ciências Jurídicas e
Sociais pela Academia de Olinda, Oficial da Imperial Rosa, e Presidente da
Província da Paraíba do Norte: Faço saber a todos os seus habitantes que a
Assembleia Legislativa Provincial resolveu, e eu sanciono a Lei seguinte:
Art. Único – A Vila de Campina Grande fica elevada a categoria de cidade, conservando a mesma denominação, e revogadas as disposições em contrário.
Mando, portanto a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da presente Resolução pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém. O Secretário desta Província a faça imprimir, publicar e correr.
Art. Único – A Vila de Campina Grande fica elevada a categoria de cidade, conservando a mesma denominação, e revogadas as disposições em contrário.
Mando, portanto a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da presente Resolução pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém. O Secretário desta Província a faça imprimir, publicar e correr.
Palácio do Governo da Paraíba, em 11 de outubro de 1864.
Lauritzen, aqui, instalado, constitui
família, desenvolveu seu comércio. Competência profissional, inclinação para a
vida pública, um gentleman devotado às causas da cidade. Um exemplo de
disponibilidade, espírito público, probo em suas ações. É descrito como um
abnegado servidor de Campina. Elpídio de Almeida ao dar valiosa contribuição
sobre a História de Campina dedicou espaço ao registro do desempenho de
Cristiano Lauritzen, fazendo-lhe justiça, assim como tantos outros
historiadores fiéis aos fatos mais destacados de sua evolução.
Aos 36 anos, o mancebo se casou com uma das
filhas dos homens mais influentes de Campina Grande. O sogro além de grande comerciante era também
importante político, Presidente da Câmara Municipal.
Conforme exposto por Evaldo Gonçalves, em
1885 recebia das mãos do Juiz Antônio da Trindade Meira Henriques a presidência
do Partido Conservador.
Ainda de acordo com Gonçalves, com o advento
da República, mereceu do primeiro Presidente, Venâncio Neiva, a confiança da
escolha para membro e Presidente do Conselho de Intendência, novo órgão republicano
que substituía as antigas Câmaras Municipais e que acumulavam as funções
executiva e legislativa, na pessoa de seu Presidente e de dois outros membros.
Esse seu primeiro mandato durou apenas dois
anos, ou seja, até 1892, tendo sido destituído pelos liberais campinenses, em
face da renúncia do Marechal Deodoro da Fonseca e sua substituição pelo
Marechal Floriano Peixoto. O Presidente Venâncio Neiva ficou solidário com o
Proclamador da República e, por essa razão, perdeu a Presidência do Estado, levando
consigo todos os seus amigos, inclusive Cristiano Lauritzen.
Nesse curto período de dois anos de
administração, o campinense Cristiano Lauritzen realizou muito pela cidade.
Conseguiu economizar recursos para a construção do prédio, onde iria funcionar o
Ginásio Alfredo Dantas; assegurou a compra do relógio da Matriz, hoje Catedral
de Campina Grande e fez uma viagem ao Rio de Janeiro para cuidar, junto aos
poderes da República, da extensão da linha de ferro até à cidade que governava,
como Presidente do Conselho de Intendência. Foi eleito Deputado Estadual
constituinte para a elaboração da nossa primeira Constituição Paraibana,
ocupando todos os espaços na vida político-administrativa campinense.
Em 1903, com seus próprios recursos pessoais
e sem ser detentor de mandatos, viajou ao Rio de Janeiro, em busca de solução
para a ferrovia, que deveria ligar Itabaiana à Campina Grande. Conseguiu uma
audiência com o então Ministro da Viação da República; surpreendendo a todos
com sua sinceridade diante da aparente insensibilidade do Ministro.
Perdão, o Sr. não me compreendeu. O Governo
não se descura dos problemas que afetam a economia do país, dentro das
possibilidades orçamentárias, mormente se tratando de intercomunicação
ferroviária nos Estados, cujas vantagens não teríamos a inépcia de obscurecer.
Posso assegurar-lhe que a secretaria, que eu tenho a honra de dirigir é a
primeira a reconhecer a utilidade do que o Sr. pleiteia e, como lhe cumpre
tomará as iniciativas que preliminarmente se impõem. Da sinceridade dos seus
sentimentos e propósitos o Sr. pode voltar seguro à sua terra.
A cena terminou com o forte aperto de mão e
palavras de aplausos do General Almeida Barreto, que disse a Cristiano
Lauritzen, logo após terem deixado o Gabinete do Ministro: Você falou “rosado”
ao General, só assim aquele “penedo” se mexia.”
O Jornal do Comércio, pela mão do jornalista
Artur Aquiles, destacou a dedicação de Cristiano à Campina:
Inteligente, arguto, tenaz e abnegado ás próprias ideias, o
distinto homem não olha a sacrifícios nem se poupa a incômodos, sempre que é
preciso agir em prol do engrandecimento, não diremos de toda a Paraíba, mas da
próspera comarca de Campina Grande e, sobreuto, da respectiva cidade onde, há
longos anos, firmou residência, constituiu família e radicou-se definitivamente
pela aquisição de invejável abastança.
[...] a sua preocupação, porém, nada tinha de comum com a dos
políticos que, do partidarismo, só visam aos proventos pessoais; ao contrário,
esquecia por vezes, a própria individualidade, para só saber querer e propugnar
pelo engrandecimento material e moral de sua nova e pequena pátria, objetivo
que o empolgou e empolga-o ainda como uma obsessão irremovível.
Do Dr. Luiz Nunes, Conselheiro, Escritor e
Poeta ilustre, tomamos emprestado este depoimento, em versos:
“Fosse
a Quinze de Novembro”,
Os ilustres visitantes,
Como amigos de Lauritzen,
Sentiam-se gratificantes
Com a musical visita,
E não passavam por pedantes.
Os ilustres visitantes,
Como amigos de Lauritzen,
Sentiam-se gratificantes
Com a musical visita,
E não passavam por pedantes.
Irineu
Jóffily, se sabe,
Um grande historiador,
Jornalista festejado,
Registrou o seu louvor
A Cristiano Lauritzen,
De quem era opositor.
Um grande historiador,
Jornalista festejado,
Registrou o seu louvor
A Cristiano Lauritzen,
De quem era opositor.
-Nossas
felicitações
Vão, sim, para o cidadão
Porque ninguém, como ele,
Compreende a dimensão
E importância dessa obra
Para a nossa região.
Vão, sim, para o cidadão
Porque ninguém, como ele,
Compreende a dimensão
E importância dessa obra
Para a nossa região.
-As
grandes dificuldades
Por Lauritzen encontradas,
Esforços desenvolvidos,
Esperanças não frustradas
Traduzem o amor à terra,
Canseiras amenizadas.
João Batista Nunes é psicólogo e acadêmico de Direito.
Por Lauritzen encontradas,
Esforços desenvolvidos,
Esperanças não frustradas
Traduzem o amor à terra,
Canseiras amenizadas.
João Batista Nunes é psicólogo e acadêmico de Direito.
[1]
Registro das palavras de Cristiano Lauritzen (in verbis) ao General Glicério, Ministro da Viação. In: Vultos e
Fatos da História, de Hortêncio Ribeiro (s/d). A ocasião tratava-se de uma
audiência conseguida não facilmente pelo senador Álvaro Machado e os generais
José de Almeida Barreto e João Neiva. A certa altura da conversa, Cristiano
havia notado que o Ministro pouco lhe dava atenção, e quando teve que
participar do diálogo, o fez de forma desinteressada, desaprovando a ideia da
extensão do melhoramento da malha ferroviária de Campina (1880), objeto da reunião,
como bem destacado pelo emérito historiador Evaldo Gonçalves de Queiroz em
Paraíba: Nomes do Século, vol. 12, União, 2000).
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