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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

PARA COMEÇAR DIGA A QUE VEIO


Falar em público não é fácil. Há pessoas que falam para públicos variados de forma envolvente e descomplicado, levando-nos quase sempre a pensar que toda aquela desenvoltura é um dom. Mas não é. Tal pessoa percorreu um longo e metódico caminho para atingir determinado grau de satisfação. 

O primeiro grande obstáculo no caminho de quem quer ou precisa inevitavelmente falar em público é o medo. Se servir de estímulo, todos os que enfrentam auditórios repletos de olhares esperando ouvir algo concreto da pessoa, têm medo. Anormal seria se não sentisse aquele friozinho na barriga diante de certos desafios como o de falar para tantos espectadores. 

Mas, sem dúvida alguma, falar ao público é uma, sobretudo, uma arte. E por isso precisa ser desenvolvida, aperfeiçoada tendo sempre em mente que não podemos nos deixar se pegos pelo improviso. 

Houve tempo em que falar em público utilizando-se de todos os recursos da boa oratória para atingir determinado fim era fator de grande importância. E isso nos remete às origens greco-romana.

A arte da oratória, fundamentada em princípios disciplinadores de conduta, teve origem na Sicília, no século V a.C., através do siracusano Corax e seu discípulo Tísias. De acordo com o emérito professor Reinado Polito (1995) existia uma anedota sobre o aprendizado de Tísias. Quando Corax lhe cobrou as aulas ministradas, Tísias recusou-se a pagar, alegando que, se fora bem instruído pelo mestre, estava apto a convencê-lo de não cobrar, e, se este não ficasse convencido, era porque o discípulo ainda não estava devidamente preparado, fato que o desobrigava de qualquer pagamento.

Eles publicaram um tratado, ou technê, que não chegou aos nossos dias, mas sobre o qual vários autores se referiram. O próprio Aristóteles atribuiu-lhes o mérito de iniciar a retórica. 

Corax escreveu esta obra para orientar os advogados que se propunham a defender as causas das pessoas que desejavam reaver seus bens e propriedades tomados pelos tiranos. Era um tratado prático, cujos ensinamentos se restringiam à aplicação nos tribunais. Segundo Corax, o discurso deveria ser dividido em cindo partes: o exórdio, a narração, a argumentação, a digressão e o epílogo.

Mas, foi em Atenas que a arte oratória encontrou campo fértil para o seu desenvolvimento. Os sofistas foram os primeiros a dominar com facilidade a palavra; entre os objetivos que possuíam visando a uma completa formação, três eram procurados com maior intensidade: adestrarem-se para julgar, falar, agir. Os sofistas desenvolviam seu aprendizado na arte de falar, praticando leituras em público, fazendo comentários sobre os poetas, treinando improvisações e promovendo debates públicos.

Górgias, importante retor grego, transmitiu seus conhecimentos a muitos oradores, e um de seus discípulos, Isócrates, que viveu de 436 a 338 a. C., implantou a disciplina da retórica no currículo escolar dos estudantes atenienses. Isócrates ampliou o campo de estudo da oratória, não se limitando apenas à retórica, pois associou a ela boa parte da filosofia socrática, assimilada na época em que foi discípulo de Sócrates.

Com todo esse método que a História lhe creditou, Isócrates apresenta uma interessante singularidade: nunca proferiu um só discurso, apenas estudou sua técnica e os escreveu. Isto porque sua voz era deficiente para a oratória e alimentava pavor incontrolado pela tribuna.

Nesta mesma época, século IV a.C., encontramos outro estudioso da retórica, Anaxímenes de Lâmpsaco, que apresentou grandes contribuições para a compreensão desta arte, principalmente quanto a sua divisão. Suas observações levaram-no a classificar a retórica em três gêneros: demonstrativo e judiciário. Esta classificação foi aproveitada e estruturada objetivamente por Aristóteles. 

QUESTÕES PRÁTICAS

Para começar, pratique a leitura buscando familiarizar-se melhor com sua voz. Pratique a entonação correta, a impostação, o controle da respiração durante a leitura.

Pratique ensaios no espelho buscando corrigir erros na gesticulação. Utilize as divisões básicas do discurso. Em apresentações pré-agendadas, treine todos os passos. Familiarize-se com o local, com os recursos eletrônicos disponíveis, incluindo o manuseio correto e sua funcionalidade.

João Batista Nunes
Psicólogo Organizacional
Acadêmico do Curso de Direito

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

SYSTÈMES AGROALIMENTAIRES LOCALISÉS


La fragilité des systèmes agroalimentaires localisés. Une comparaison internationale sur le cas des systèmes fromagers


L'objetictif de cette communication est d'apporter une réflexion empirique à partir de résultats d'études réalisées dans des milieux socio-économiques très différents et de rechercher en quoi les fragilités ainsi que les capacités de construction et de résistance des systèmes alimentaires localisés (Syal) sont liées aux conditions générales de dévoloppemnt dans dans lesquelles ils produits alimentaires: des fromages. La comparaison de cestrois cas permettra de discuter la notion de fragilité des Syal à partir des éléments clés qui les structurent, notamment les liens aux territoires, les spécifications et la qualité des produits, les coordinations entre acteurs, les articulations aux marchés.

Les Syal ont une existence bien réalisées tant dans les pays développés que dans les pays en dévoloppement et dont un grand nombre a été présenté dans des colloques par exemple ceux tenus à Montpellier en 2002 et à Toluca en 2004, sous l'égide du Gis Syal¹.

Parmi les questions qui se posent à propos des Syal, celle de leur fragilité et de leur durabilité n'est pas la moindre. Sont-ils capables, à terme, de se maintenir dans des économias où dominent les entreprises industrielles et commerciales caractérisées par la production de biens et de service à grande échelle, aynt comme stratégie d'établir leur domination par le biais du marché et se souciant peu des territoires où elles étendent leurs activités? Face à la domination de ces puissances économiques, la contribuition des Syal à l'approvisionnement alimentaire est pourtant indéniable, résultat de la ténacité de producteurs luttant contre la fragilité inhérenté inhérente à ces systèmes.

Les principaux paramètres caractérisant ces Syal fromagers retenus pour évaluer leur degré de fragilité, sans exhaustivité ni hiérarchie, relèvent des domaines suivants: - le lien au territoire, notamment à travers l'existence et la mobilisation de ressources (matérielles, humaines, techniques et culturelles) conduisant à une spécificité productive (matière première et/ou produit final, types d'entreprises); - La nature du produit final, qui répond de techniques et de signe officiel de qualité; - le nombre et la diversité des acteus présents dans la cheîne productive et commerciale; - les résuaux de coordination entre acteurs, l'action des povoirs publics; les formes de commercialisation.

Ces quelques caractères analytiques constituent les entrèes de la grille de lecture que nous utiliserons pour comparer les trois Syal. Le fait qu'ils soient tous les trois producteurs de fromages renforce les possibilités de comparaison, en raison de nombreux points communs: - le lien au territoire à travers la matière première alimentaire, le lait, est fort; - les tecnologies et les savoir-faire, très varies, offrent de grandes potentialités de diversification des produits mais n'empêchent pas l'identification par des signes officiels de qualité (appellations d'origine contrôlée, etc.); - La possibilité de produire de manière rentable de petits volumes selon des méthodes artisanales conduit à la présence de grands nombres d'acteus peu différenciés (producteursfermiers, artisans, petites entreprises coopératives et privées); - L'existence d'une demande ancienne et diffuse, émise par des consomamateurs capables de distinguer la qualité des produits, donne de la robustesse à la participation de ces Syal aux marchés, tant localement que dans des espaces larges.

__________
¹Cf. Colloque "Systèmes agro-alimentaires localisés", Gis SYAL, Montpellier, France, 16-18 octobre 2002. Congresso Internacional "Agroindustria rural y territorio-Arte", Toluca, Estado de Mexico, 1-4 décembre 2004.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O OÁSIS É AQUI MESMO




Nos últimos anos, o Nordeste vem ganhando projeção econômica por causa de seu punjante crescimento econômico. Em função desse movimento, há um verdadeiro boom em andamento no mercado de trabalho da região, resultado dos investimentos de empresas locais, nacionais e multinacionais que apostam no aumento gradual do poder de consumo dos 53,8 milhões de habitantes - o que corresponde a 28% da população brasileira. O rendimento médio dos nordestinos ainda está bem abaixo do padrão brasileiro, R$ 620,00 reais por mês para pessoas acima de 25 anos de idade, ante a média nacional, de 800,00 reais. Ainda assim, o Nordeste obteve o maior avanço na participação do Produto Interno Bruto (soma de todas as riquezas geradas pelo país) ao longo da última década, saltando de 12% para 13%.

De olho em todo esse potencial, grandes fabricantes de bens de consumo estão entrando para valer no Nordeste e se preocupam em conhecer a fundo os hábitos e preferências dos nordestinos.

A grande boa notícia, para nós, nativos do Nordeste, é que ao mesmo tempo que abrem oportunidades para profissionais de todo o Brasil, as grandes empresas que atuam na região estão decididas também a valorizar a mão de obra local, já que a familiaridade com a cultura é um atributo importante, não havendo mais necessidade de fuga de cérebros, nem profissinais recém formado em diversas áreas saírem para o sudeste do país, o oásis é aqui mesmo.

Existe uma demanda crescente pela busca de profissionais em diversos setores, para psicólogos organizacionais, a deixa é o setor de RH, para TIs, o setor imobiliário entre tantos. O fato é que o nível de empregabilidade cresce no Nordeste aceleradamente auscutando o movimento de crescimento da econômia da região.