sábado, 12 de março de 2011

CATÁSTROFE NA TERRA DE SHOGUN

O mundo se surpreendeu com as imagens de uma verdadeira catástrofe ocorrida no Japão, a terra dos lendários Samurais e do Shogun. Hoje, ou melhor - até dias atrás -, a maior referencia tecnológica do Planeta, com especial atenção para a robótica, a miniaturização nanotec e um código genético populacional focado no trabalho. Lá não é como cá, definitivamente, não. Aqui, para se festejar o samba, quatro dias são poucos. O São João, em cidades como Campina Grande, são trinta dias!






O fato é que o Japão nunca mais será o mesmo. Essa recorrência destruidora que devastou cidades, ceifou centenas de vidas, destroçou famílias inteiras, arrasou sonhos, irá ficar impregnada na memória de gerações vindouras.

Diante de acontecimentos como esse, não podemos simplesmente ignorar os recados da natureza. Não podemos ser céticos, apáticos, insensíveis com as pessoas que estão sofrendo neste exato momento no Japão. Minha preocupação é nas recorrências com que tais fatos se alternam em vários lugares do mundo, com intensidade sempre crescente, com uma força destruidora cada vez maior, imprevisível e devastadora!

Para se ter uma idéia, o acidente nuclear no Japão recebeu classificação 4 (em escala até 7), atrás apenas de Three Mile Island (nível 5) e Chernobyl (nível 7). Os físicos já começam, a partir daí, a ver a energia nuclear com um pé atrás, dada a susceptibilidade de erros que podem comprometer cidades inteiras, quiçá, países!

Com o que sobrou de muitas localidades do Japão, restou a imagem da devastação deixando um cenário meio que medieval, coisa do século XIV, quando era possível alguém ir para as plantações dos campos de arroz, e não muito raro, dá de cara com um Shogun, como nos filmes em preto e branco, da década de 70.


terça-feira, 8 de março de 2011

CONSCIÊNCIA VISUAL: VOCÊ TEM CERTEZA DO QUE VÊ?


Imagine duas situações: Um cego de nascença e outro que perdeu a visão acidentalmente em algum momento de sua vida. Poderíamos supor que são condições iguais do ponto de vista da cegueira, afinal, se são ou estão cegos estão privados de ver o mundo que os rodeia. Certo? Não, necessariamente. Eu explico. O fator que os torna longitudinalmente diferentes é a existência de uma consciência visual, presente naquele que perdeu a visão e ausente completamente, naquele que já nasceu cego.

A consciência visual emerge das intimidades somáticas. São, no dizer de Piaget, esquemas conceptuais, imagens que o cérebro vai, com o desenvolvimento, somando umas as outras, tornando, na ótica de Pavilov, os estímulos simples em algo mais complexo e assim, munindo nosso cérebro para as mais diversas interpretações dos fenômenos visuais do mundo exterior. As neurociências mostram a possibilidade de nosso cérebro está tão cristalizado com o acumulo dos estímulos visuais que nos tornamos tendentes a ver, geralmente, por indução, aquilo que geralmente não é, pelo menos, em sua completude. É exatamente aqui, que entra um dos campos de estudo da psicologia moderna chamada Escola Gestaltista, ou simplesmente, a Gestalt.

Os expoentes máximos da Gestal são: Max Wertheimer (1880-1943), Wolfgang Kôhler (1887-1967), Kurt Koffka (1886- 1.941) e Kurt Goldstein (1.878-1.965). A Psicologia da gestalt afirma que as partes nunca podem proporcionar uma real compreensão do todo. O todo é diferente da soma das partes. Ou trocando em miúdos, o que vemos é a soma total das partes que se juntam para formar o todo.

Entretanto, por causa de nossa consciência visual é que, muitas vezes nossos estimulados diante de uma imagem, paisagem ou figura qualquer, muito embora incompletos em suas partes constituintes, se nos apresenta como um todo, mesmo que só existam partes incompletas. O que acontece é que nosso cérebro se encarrega de "completar" mediante o que já dispõem em seus "arquivos" mentais.

O mundo da publicidade já sabe disso. E o efeito está nas propagandas autosugestivas, que levam as mentes sugestionadas a "completar" o intento do que é publicizado. Os políticos também, não apenas descobriram como a utilizam como um instrumento supraimportante para levar as massas a agir e a reagir os estímulos muito bem direcionados.

Quero finalizar dizendo que, graças a nossa consciência visual, muitas vezes podemos estar vendo aquilo que realmente não é, em sua completude, no real. Mas, não leve muito a sério toda essa explanação, se porventura você abrir a porta de seu guarda roupa e vir um homem apenas de sunga, escondido entre os vestidos de sua esposa. Neste caso, não há dúvidas, nem falha da consciência visual!


quarta-feira, 2 de março de 2011

MEU CARIRI


Este vídeo é parte de um projeto piloto intitulado Caminhos da Paraíba, que tem como objetivo desvendar a riqueza cultural, social e histórica do povo paraibano espalhado pelos 223 municípios do Estado. Como pesquisadores sociais e exploradores culturais estamos nos mobilizando a cada último domingo do mês e ao final pretendemos lançar um livro guia com esse mesmo título. Se você quiser fazer parte de nossos andanças é preciso dispor de carro próprio e juntar-se a nós nessa aventura enriquecedora. Contate-nos e informe-se mais.


http://www.youtube.com/watch?v=i3dK-NBvYv8

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ANTES DA FESTA, UM "ESQUENTA" PRA FICAR LIGADO


Alcoolismo entre jovens: uma armadilha que pode ser fatal

Cresce o número de jovens iniciados no alcoolismo, principalmente no meio universitário. Isso me faz lembrar uma frase do psiquiatra Augusto Cury no livro Superando o Cárcere da Emoção: “Nossas escolas formam acadêmicos em profissionais, mas não tem formado mentes pensantes.” Eis aí a grande diferença. A possibilidade de ingressar no mundo das drogas “lícitas”, como alguns preferem referir, é facilitada como placas de sinais de trânsito indicando um acesso sem restrições. Às vezes o “esquenta” começa nas esquinas ou num posto de combustível onde tem uma loja de conveniência que vende de chocolate a uísque, acessível a qualquer adolescente. É possível ver, em muitos casos, viaturas da polícia passando ao largo, ignorando a situação.

Como se vê, ao mesmo tempo em que a lei brasileira define como proibida a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos (Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996), é prática comum o consumo de álcool pelos jovens – seja no ambiente domiciliar, seja em festividades, ou mesmo em ambientes públicos.

A sociedade como um todo adota atitudes paradoxais frente ao tema: por um lado condena o abuso de álcool pelos jovens, mas é tipicamente permissiva ao estímulo do consumo por meio da propaganda.

Especialistas que lidam diretamente com o assunto afirmam que o problema do alcoolismo entre adolescentes e jovens pode ter origem numa predisposição genética, onde o sujeito está predisposto a, cedo ou tarde, vir a ser um alcoólatra; outra explicação está situada no campo psicológico, é o escapismo. Adolescentes e jovens vêem a bebida como rota de fuga, fuga dos conflitos existenciais, famílias desestruturadas, violência doméstica, busca pela auto-afirmação e uma série de causas.

O fato é que o adolescente, o jovem, não consegue perceber a gravidade do problema. Baladas regadas a bebidas misturadas, daquelas que quanto maior o teor alcoólico melhor, representam uma verdadeira armadilha e aquilo que parecer ser extremamente prazeroso vai se tornando aos poucos trágico e sem nenhuma graça.

Mas o que me parece terrivelmente degradante é a configuração de uma situação de vulnerabilidade na qual a pessoa do adolescente e o jovem, entregues completamente ao consumo desenfreado do álcool se deixam prender.

O teor elevado de álcool no cérebro faz com que as barreiras da consciência sejam rompidas. Barreiras que representavam os conteúdos sadios da educação, do aprendizado moral legado pela família, escola e igreja sejam desarmadas, fazendo com que o ser atinja o processo de despessoalização para se tornar um acessório do prazer objetal, portanto egoístico e sem afeto.

Tenham-me por careta, eu não ligo – até agradeço. Mas, para mim, festinhas em Centros Acadêmicos, Baladas badaladas, Turminhas do carro turbinado, a caça à Mina siliconada, movida pela mistura alcoólica e outras ofertas, tô fora!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

"O CÓDIGO DA PERSONALIDADE" SOB SUSPEITA


Comprei, recentemente o livro de Travis Bradberry intitulado "O Código da Personalidade" (Editora Sextante, 2010), que anuncia de forma bastante atraente o seguinte enunciado de capa: Conheça seus talentos e suas dificuldades, compreenda as pessoas com quem convive e aprenda a se relacionar melhor". O livro anuncia também, em destaque, que um teste pode ser feito pela internet, onde o leitor irá descobrir suas principais qualidades.

Até aí tudo bem. Marketing agressivo e eficazmente atraente, como os americanos costumam fazer com aquilo que querem vender. Eles sabem disso porque a Escola Behaviorista de Waltson é da terra do Tio Sam, e a Gestalt que estuda, entre outra coisas, os elementos perceptuais que entram na configuração mental das pessoas, teve grande parte de seus estudos importados da Alemanha, como o foi Freud e a Escola Psicanalítica. A moral da estória, é que americano com ferramentas de persuasão desse naipe, tem capacidade de vender gelo a esquimó.

Não posso negar que, ao folhear o livro de Travis, fiquei impressionado como psicólogo e leitor desse gênero. Impressionado, não com o conteúdo "fantástico" prometido nos enunciados da capa, mas com a pretensa tentativa de enquadrar aquilo que possamos abstrair do estudo da personalidade em apenas quatro tipos, a saber: Dominante, Interpessoal, Sensato e Cauteloso. Uma classificação simplista demais para o complexo e, tantas vezes, obscuro, chamado personalidade.

Ao final do livro, no verso da capa, tem um código para o leitor acessar o site "www.personalitycode.com/idisc.php?lang=portuguese", e então fazer o teste que irá revelar suas qualidades, seus potenciais. Imagine, quem não quer obter um perfil seguro de sua personalidade, sem que para isto tenha de contratar os serviços de um profissional estritamente da área de psicologia?

Acessei o portal. E, li alguns textos que, em síntese, falavam a mesmíssima coisa do livro. Percebi que para não patinar no gelo aleatoriamente, fui em busca do teste. Comecei a marcar questões com as quais me identificava. Depois, achei que poderia concluir no outro dia, já que o próprio livro asseverava que o mesmo teste poderia ser feito quantas vezes a pessoa quisesse.

Decorridos três dias, acessei o site e, ao tentar logar, apareceu a seguinte mensagem: "You received an error. Your email and password cannot be found in our database. Please contact TalentSmart® for assistance at (888)-818-7627 (Toll free, US callers only), (858) 509-0582, or CLICK HERE to send us an online request. We're sorry for the inconvenience".

Então, pensei comigo mesmo: What?!

Depois de tentar, tentar e tentar fazer o login com minha senha já cadastrada no site, e abrir meu e-mail na mesma proporção das tentativas para ver se o portal havia enviado a recuperação de senha como prometera no link. Nada! Foi aí que uma janela do site dava para um formulário extenso cujos campos exigiam informações pessoais restritas das quais não podemos abrir mão, senão para a Receita Federal (do Brasil, hein?!).

Disso tudo me restou mais uma lição importante: nem tudo que brilha é ouro! Além da lição, é claro, alguns hipóteses que merecem ser levadas em consideração: 1) Primeiro, pesquisas sobre a personalidade como essa de Travis, é de se achar estranha, porque não fala de metodologia aplicada, nem público alvo definido, nem outras implicações sérias que dão credibilidade a quaisquer pesquisas; 2) Quando se tem, numa pesquisa, um formulário exaustivo que visa perscrutar informações pessoas restritas, é de se desconfiar até sobre quem e quais motivações estão por trás, e o uso dessas informações. É sério! O site é tão ardiloso que, inevitavelmente leva os leitores do livro a acessarem para cair nesse formulário. Eis o perigo. Algo que de científico nada tem!; 3) E se, tanto o livro, quanto o site, forem a pesquisa sendo levada a efeito sem o conhecimento expresso das pessoas que acessam? Se for assim, estamos diante de um crime federal e aí, com a palavra as autoridades, brasileiras, é lógico.



sábado, 29 de janeiro de 2011

Casi un tercio de la humanidad navega en Internet


La elevada cifra que ofrece la ONU languidece comparada con el 72% de suscripciones de telefonía móvil

En la tierra viven 6.896 millones de personas. De ellas, más de 2.000 millones son internautas, según un informe de la ONU, es decir, un 29% de la población mundial o uno de cada tres humanos. Un gran dato que se empequeñece si se compara con la penetración de la telefonía móvil, que cubre a 7 de cada diez personas.

"A principios de 2.000 había solo 500 millones de suscripciones móviles en todo el mundo y 250 millones de usuarios de Internet", explica el secretario general de la ITU, la agencia de la ONU encargada de las telecomunicaciones, Hamadoun Toure. En una década, el dato se ha multiplicado por diez, llegando a los 5.000 millones en el caso de la telefonía móvil (en el que hay que tener en cuenta que algunos usuarios tienen varias terminales), y se ha cuadruplicado para los internautas, la mayoría de los cuales (un 57%) vive en países en desarrollo, según la ONU.

La oficina de estadísticas de la ITU asegura que en 2010, unos 82 países (de los 192 que reconoce la ONU) tienen o van a tener estrategias oficiales para el desarrollo de la banda ancha, que se centran en las oportunidades de mejora de los servicios públicos que se pueden ofrecer en línea, como los relacionados con la sanidad, la educación o la relación con las administraciones. En la mitad de estos países el acceso a la red a través de banda ancha se considera un servicio universal, como la electricidad, y en algunos es ya un derecho legal de los ciudadanos.

El número de internautas españoles también ha crecido. En el último año subió un 7,1% y superó los 22,2 millones de personas, un 47,3% de la población, según el Instituto Nacional de Estadísticas. El mismo estudio asegura que el teléfono móvil llega al 94,6% de los hogares españoles.

En el mapamundi de las líneas de banda ancha España queda sin embargo en un puesto modesto. El último informe de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE) indica que la penetración de banda ancha fija española es de 22,2 conexiones por cada 100 habitantes, por debajo de la media de la OCDE (24,2).

En Brasil, el tema es tratado como parte esencial situación el programa de inclusión digital del Gobierno Federal. La ciudad que se ha destacado es la capital del estado de Paraíba, João Pessoa.

La Digital Station proyecto, desarrollado en el municipio de Joao Pessoa (PMJP) se ha asociado con UNIP y empoderar a los 65 instructores, para ofrecer una mejor calidad de los cursos disponibles a la población. La formación, que dura 15 días, la mayoría de los componentes está siendo preparado por los técnicos de la tecnología Municipal de la Ciencia (Secitec).

Un salto cuántico en la inclusión digital en la provincia ya se está sintiendo, informó el secretario de la ciencia y la tecnología, Marconi Maia.

____________
Links:
http://www.facebook.com/profile.php?id=100000335371039

http://twitter.com/#!/juannunes

http://jbnunes-vitrine.blogspot.com/

http://www.youtube.com/user/juannunes2010?feature=mhum

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=ls&uid=4308166898367959068

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O ENIGMA DO SORRISO


Como vai o seu sorriso? Atribuída a Willian Shakespeare a frase “É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada” o dito, sugerindo que sorrir pode significar portas abertas é um realce do que precisamos para não só incrementar o complexo mundo das relações pessoais como também fortalecer nosso organismo contra praticamente todo tipo de doença.

Está provado que as pessoas bem humoradas produzem mais eficientemente, tem melhor desempenho sexual, são bem mais cotadas para assumirem posição de liderança na empresa ou corporação, entre outras benesses que a vida oferece.

Li, recentemente, a respeito de uma pesquisa sobre expressões faciais, onde um entrevistador russo, por telefone, fazia perguntas a uma americana que estava estudando na França. Ele se antecipara a dizer – segundo o relato da entrevistada – que os americanos tinham sorrisos falsos. Claro, o que esperar da opinião de um russo sobre os gringos da terra do Tio Sam. O fato é que ela se sentiu chocada por ter vivido, se assim fosse, durante a maior parte de sua vida entre pessoas com sorrisos falsos. Uma hipótese improvável quanto a sua generalização, mas que do ponto de vista do grupo social, não só provável quanto comum. E isto é um problema para os psicólogos que estudam há décadas as expressões faciais, fortes indicadores do comportamento.


O fato é que o sorriso natural e espontâneo consegue gerar uma energia positiva envolvente por comunicar simpatia, anuência, concordância, amizade, sinergia. Mas o sorriso não representa apenas um sentimento interno. É o que diz a edição recente da revista Behavioral and Brain Sciences, onde pesquisadores argumentam que os sorrisos não são simplesmente a expressão de um sentimento interno. Sorrisos na verdade, são a parte mais visível de uma fusão íntima entre duas mentes.

Essa história de fusão entre mentes me fez recordar uma aula que tive há 9 anos, no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da UEPB, quando a professora analisava com a turma, a obra de Victor da Fonseca, intitulada Biogênesis da Psicomotricidade Funcional, na ocasião ela aventava a hipótese de a humanidade atingir um grau evolutivo daqui a centenas de anos à frente, na qual não seja necessária mais a articulação do palato para produzir os sons que decodificamos como sendo a fala humana. Simplificando, ela imaginava que seriamos futuros comunicadores sensoriais. A fala, a comunicação se dariam em nível mental.

Especulações cientificas à parte, o importante é sabermos que sorrir é o mais belo cartão de apresentação pessoal, e que tudo quanto sabemos sobre o sorriso se resume numa só palavra: mistério. O maravilhoso mistério que mexe com sentimentos e emoções, que aproxima pessoas, que aquece corações. Mas não nos esqueçamos do velho Charles Darwin ao estudar a violência nos Chipanzés: sorrir não se limita em mostrar os dentes, isso pode ser um sinal de que uma agressividade violenta está para ser produzida.

Por fim, o Ministério da Saúde adverte: Sorrir faz bem para a saúde e é de graça, além do mais, sem contraindicação. Por isso, pare de franzir a testa e solte uma boa gargalhada sempre que possível que os benefícios virão.