sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

PSYCHOPHARMACOLOGY MEDICAL: DRUG EFFETS AND SITE OF ACTION


If a drug is to be used intelligent for the prevention, treatment, or diagnosis of disease, it is nessary to have adequate information on its physiologic effects on both the healthy, and diseased organism.

Much pharmacologic literature deals with the effects of drugs on healthy laboratory animals. Since many diseases of human beings can be reproduced in animals, the abundant results of experimental pharmacology often have predictive value for human therapeutics. Such results must always be checked, however, by careful clinical investigation.

Although all tissues of the body may be exposed to virtually the same concentration of a drug, it is common experience that some tissues are affected much more than others. This selectivity of drug action is of great interest, since it offers the oportunity for influencing a disturbed function without greatly altering normal processes. It also provides important tools for learning more about normal function.

What is the basics of drug selectivity? The simples explanation would be that a drug acts selectived on a tissue in which it is highly concentrated. This happens to be the case in a few instances. For example, the mercurial diuretics are more concentrated in the renal tubule in which they exert their effect. Often, however, such a simple explanation does not suffice.

Receptor concept. Many facts concerning the selective effect of drugs are compatible whith the hypothesis of specific chemical-combining sites within body cells. These hypothetic receptors must be at a submicroscopic level since histologic apperarence of a tissue is often not sufficient to predict its drug responce. For example, the uterine smooth muscle of the guinea pig is highly susceptible to histamine and will contract when exposed to even an extremely low concentration of this drug. On the other hand, the uterus of the rat is hardly susceptiple even to relatively high concentration of histamine.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

DROGAS, UMA PRISÃO SEM MUROS


Quanto complexa e diversificada a sociedade tão profundas tem sido seus efeitos decorrentes de problemas que fogem ao controle do Estado e passam de largo da influência da igreja, as drogas é um caso emblemático. No jargão da farmacologia médica drogas tem uma conotação voltada para a tradução de efeitos relacionados à busca da cura, ou pelo menos, da amenização da dor. As drogas ditas ilicitas, não sei porquê a exclusão do cigarro, da cerveja, da cachaça, ocupam destaque nas manchetes de jornais, diariamente. Está se tornando corriqueiro o tema de pais que convivem com o efeito devastador das drogas dentro de seus lares. São jovens atormentados impiedosamente pelo vicio que os consome, que os escravisa em todos os níveis, que faz com que as pessoas em redor, que amam e se preocupam sejam tidas como nada. É aí que os valores sociais perdem a razão de ser. E a própria existência passa a gravitar em torno da morte e da destruição. Quando se estar nesse universo tem-se a cruenta certeza de que a prisão não tem grades, nem sistema avançado de monitoramento, nem guardas que inibam a ação. Isto porque a prisão é psiquica, portanto dolorosa demais, e mesmo que, eventualmente, a pessoa se ache numa prisão real, com grades e soldados, a percepção que se pode ter é que - na maioria dos casos - o resultado final de quem está preso na prisão sem muros, o fim será a morte. Quem errou? Os pais, a escola, a igreja, o Estado? Para quem está nessa prisão sem muros as respostas pouco importa.
É preciso dar mais valor as coisas simples da vida. Em vez de escutar meramente, passar a ouvir as pessoas com os olhos e com o coração. Ensinar a nossos filhos ainda muito cedo o valor da vida em todos os seus aspectos. Cultivar o amor, o respeito e a tolerancia. Talvez só assim poderemos nos fortalecer e fortalecer a quem amamos contra a influência das drogas e mutuamente nos prevernirmos contra a prisão sem muros que elas podem legar.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

QUEM É CÁSSIO CUNHA LIMA


Eu estava envolvido num projeto de lançamento de uma rádio comunitária num dos bairros períféricos de Campina Grande, quando em reunião solene tive oportunidade de discursar sobre a importância daquele empreendimento para a comunidade local. E, uma das pessoas ilustres que ouvia atentamente era o então prefeito de Campina Grande, Cássio Rodrigues da Cunha Lima, filho do (à época) Senador Ronaldo Cunha Lima.

Mais tarde Cássio veio a ser governador do Estado da Paraíba. Porém, a partir daquele momento comecei a acompanhar a trajetória e desenvoltura de um homem que eu tinha certeza que iria marcar uma época. E isto ele fez.
Político versátil. Um executivo nato. Um conquistador de massas. Alguém cuja capacidade sobrepuja qualquer expectativa. Ele é em uma só palavra um homem midiático. As campanhas eleitorais bicolores - quando não - monocromáticas e enfadonhas, simplesmente ganharam vida quando Cássio estava na disputa. Eu sei que uma boa equipe de publicidade é decisiva numa empreitada eleitoral, mas Cássio parecia tomar frente nos mínimos detalhes e o resultado não poderia ser outro.
Uma inteligência multifocal. Dr. Gardner certamente o definiria como uma mente privilegiada. Eu, particularmente, observei, naquela manhã, a forma como Cássio perscrutava o perímetro social, juntando habilmente elementos de sua percepção aglutinadora, instigante, capaz de fazer convergir pessoas e opiniões. Seu discurso estava plenamente consonante com o arranjo gestual. As pessoas que o assessoravam sabiam muito bem qual o compasso e ritmo certos no trato com as gentes dos mais diversos segmentos.

Uma versatilidade digna de um verdadeiro gentleman. Coisa que parece não se aprender em livros. Ele a dominava com destreza. A essencia do poder cativador, conciliador, parecia ter-se esbarrado alí.

Um lider. Cássio soube melhor que seus pares, correligionários e adversários políticos a importância de se construir alianças duradouras. O time só saía a campo para vencer. Alguns dos que hoje ainda perduram no poder acupando a senatoria, cadeiras no legislativo federal, estadual e no judiciário devem boa parte de sua trajetória e sucesso a pujança dessas alianças sedimentadas por Cássio.
O futuro político, com seus desdobramentos e incertezas não nos dá uma margem segura na qual possamos ancorar nossas afirmações. Certo é que, seja qual for a posição de Cássio no próximo pleito, ele terá firme o compromisso de sempre representar bem o Estado da Paraíba, tal como fez, de forma inigualável.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

VOCÊ SABE O QUE É JOB ROTATION?































O processo de seleção e recrutamento de profissionais para trabalhar nas mais variadas organizações tem sofrido uma série de mudanças ao longo do tempo, até como prova de sua dinamicidade. Perfis estáticos, monocompetentes estão saindo de cena na maioria das empresas para abrir espaço aos profissionais multifatetado. Não me refiro ao indivíduo que "diz saber fazer tudo", mas ao colaborador que desenvolveu a capacidade de se adaptar às novas exigências do mercado e, portanto, entende que é preciso investimento pessoal para dentro da empresa ser o funcinário ideal. Essa figura existe? Claro que sim.

O profissional ideal, independentemente da empresa e da área em que atua, é aquele com uma rápida curva de aprendizado e com capacidade de adaptação a novas realidades. Em função da velocidade de mudança nas empresas, sai na frente quem consegue adaptar-se a culturas diferentes, a situações desafiadoras e à instabilidade. Ele consegue aprender com as experiências vivenciadas, e isto inclui os próprios erros. Um elemento sobretudo essencial, realçado no comportamento do profissional ideal é o cultivo de valores. Competência técnica ele pode aprender a desenvolver, mas os valores continuam sendo decisivos.


Hoje, a grande maioria das empresas desenvolve programas Job Rotation buscando trabalhar e aprofundar em todos os níveis da organização as competências de seus colaboradores. Possibilitando a sedimentação, o arraigamento e a identificação do profissional com a empresa, levando-o a compreender a organização como parte integrante de sua vida, lugar onde ele deve se sentir bem para produzir melhor.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O QUE PODEMOS APRENDER COM O FÜHRER

Devo confessar - para início de conversa - que minhas férias na junventude, recém saída da adolescência, foram um pouco atípica em relação à imensa maioria.

Costumava me reunir com meus primos em casa de minha tia em João Pessoa e nossa distração predileta, quando não estávamos disputando a hegemonia de territórios no jogo de estratégia WAR II, era entrar num mundo imaginário do Führer. Cada um de nós assumíamos um posto no alto escalão. Eramos até rebaixados na hierarquia quando julgados por algum ato de insubordinação. Insígnias, "SS", Gestapo, eram termos que faziam parte de nosso vocabulário. Lembro-me bem, que meu primo mais velho, que assumia o posto de general, era fissurado nas edições (já esgotadas) da Segunda Guerra Mundial.

O tempo passou, vieram os casamentos, cada um assumiu responsabilidades reais e o nosso Banker foi dado por encerrado. E, hoje, estudando a história de líderes como Mussolini, Stalin e Hitler percebo que existem pontos indispensáveis à compreensão daquilo que pode representar para qualquer um de nós o limiar entre o sucesso e o fracasso.

Mas, não podemos deixar de resolver um aparente problema: Como abstrair algo indispensável para a liderança atual vindo de mentalidades a exemplo de Mussolini, um desequilibrado emocional que se tornou ditador na Itália não por uma ideologia definida, mas por um capricho do zeithgest da época. Se a Itália estava numa situação de depressão econômica e social, tornou-se pior com sua participação na guerra, graças a Mussolini.

Ou o que extrair de interessante para nosso aprendizado com as façanhas de Stalin. Homem que utilizou a própria nação soviética como bucha de canhão no combate contra as forças nazistas em seu território, isto é, na falta de soldados, crianças e mulheres fragilizadas pela fome e o intenso frio eram armandas e empurradas para as frentes de batalhas. E o que dizer de Hitler? Um lunático, guardião das idéias mais absurdas do mundo!

No entanto, quem busca conhecer a história e inside em erros que já se repetiram iguala-se a um neandhertal. Por isso é que estamos nessa discussão.

Andrew Roberts (by The Storm War, 2009) afirma que o Führer poderia até ter vencido a guerra se não houvesse incorrido em erros tão primários, mas por isso mesmo auto-destrutivos.

Senão vejamos:

- O excesso de ideologia ariana fê-lo dar mais atenção ao extermínio sistemático dos judeus e homossexuais, com isso destinando recursos para esse fim em detrimento das estratégias militares, que necessitava de aporte financeiro em sua logística;

-Hitler, cujo quadro pintado por historiadores retrógrados da combalida europa, figurava entre os estrategistas máximos do século XX, foi burro ao ponto de fomentar a fuga de cérebros de seu território. Isso é comum em líderes imbecis. Einstein e Zilard, físicos brilhantes! Expatriados! Imaginem só;

-Tardio em escutar. O Führer, principalmente após a fase conclusiva de invasão da URSS, não parava de renovar o alto comando, generais de sua estrita confiança não tinham a atenção do Lider Supremo. Ele se achava nesse momento da história tão auto-suficiente que não pôde perceber sua iminente derrota.

Os historiadores da linha europeia sempre se esforçaram para apresentar a Gran-Bretanha, a França e, posteriormente, de forma decisiva, os EUA, como potencias que deram um fim aos planos de Hitler. Quando, na verdade, o exército alemão havia sido destroçado pela máquina Russa. Os soviéticos sim, esses foram os responsáveis pelo fim da Guerra.

De uma coisa tenhamos a certeza: não podemos deixar de aprender que o poder se estabelece com o conselho. Não podemos nos afastar da consciência de nossa limitada condição humana que nos faz sempre depender dos que nos cercam. Mesmo que estejamos no mais elevado grau hierárquico, não importa, precisamos ouvir, aprender, auscutar, apreender. Talvez assim, possamos permanecer um pouco mais na chancelaria do Banker. Hi Hitler!!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

VIDA DE HERÓI NÃO É FÁCIL


Raul Seixas, o "maluco beleza" pontuava numa de suas músicas a síntese do que pretendo desenvolver aqui. "Eu não sou besta p'ra tirar onda de herói (...) Sou um cowboy fora da lei...", cantava.

Ser herói é tão problemático quanto ser o ante-herói. As Histórias em Quadrinhos (HG) durante anos se esforçaram para garantir o entretenimento de gerações aficcionadas por personagens com poderes especiais para além das capacidades humanas, cujo objetivo era viver em estado de permanente vigilância contra as destrutivas forças do mal personificadas em algum cara destranbelhado querendo dominar o mundo. À princípio, nota-se que havia uma mensagem subliminar nos scripts. Era a época da bipolaridade que dividia o mundo em capitalistas e comunistas. Daí os EUA largar na frente com as "Aventuras do Capitão América", imaginem, as cores do uniforme (se é que podemos chamar um figurino super-justo, incrementado com uma sunga também, ultra-justa), eram sempre azul, vermelho e branco, com detalhes de estrelas, igual àquelas da bandeira americana. Quem sempre vencia? Ora bolas, "ele, o Capitão America!".


Depois do fim da URSS, tendo como ultimato de uma era a queda do muro de Berlin, ficou difícil para a meninada continuar absorvendo histórias e personagens com feições simplórias e até ingênuas. Mudou-se a roupagem com figurinos mais agressivos e atos de violência convincentes. Tenho para mim que o efeito dessa mudança representou a visibilidade mais nítida do lado dos heróis que poucos fazem questão de estudar, o lado problemático que se encarrega de colocar o duro na queda no mesmo patarmar dos vis mortais, de forma que há heróis cujas limitações são tão intensas que os obriga a viver na penumbra, nas sombras, nos arquétipos das máscaras, ou das identidades secretas.
Para começar uma análise no plano psicopatológico talvez o caminho mais adequado seria o enquadramento das personagens no esquema esquizóide. O termo esquizóide deriva de esquizofrenia, considerada o estágio doentio. Na verdade, o esquizóide não é esquizofrenico, e pode nunca vir a ser, apesar dessa tendência estar presente em sua estrutura. No mundo dos super-heróis o senso de si mesmo é comprometido constantemente pela baixa estima em maior ou menor grau, em resumo: seu ego é fraco. É do tipo que teme a aproximação, preferindo viver num mundo que é apenas seu.
Isso acontece com o Batman; SuperMan; Homem-Aranha, nem se fala! E a Mulher Maravilha? Super poderes para figuras extremamente complexas. Ei, não me esqueci do Quarteto Fantástico e dos X-Man. A regra é válida para eles também. Mas comecemos com o Batman, ressurgido nas telas dos cinemas em sua nova versão.
O milionário Bruce Wayne apresenta um quadro introjetado a partir do trauma vivido com a brutal perda de seus pais. Seria um transtorno gerado do stress pós-traumático que a criança sofreu e daquele momento em diante passa a, não apenas, conviver mas alimentar esse modus esquizóide. Conflitos internos que causam a recorrencia de pensamentos aflitivos e torturantes, ansiedade, estado de alerta, mudança de humor são sintomas ligados a situação traumatica em que esteve exporto na infância.
Então vamos sintetizar: Um homem rico, inteligente e charmoso, porém, trancado numa fortaleza imaginária que o impele a solidão das cavernas, uma metáfora para causar o impacto da oposição entre as trevas gélidas do "eu comigo" para a luz aquecedora do "eu conosco". E o amor? Bem, no tempo dos Super-amigos, o Batman andou dando umas olhadelas para a Mulher Maravilha. Se rolou algo mais, eu não sei dizer, só sei que o SuperMan ficou um pouco desconfortável com essa aproximação. Será que ele também pensava em tirar uma casquinha da amazona?
A verdade é que o BatMan é tão forte e ao mesmo tempo tão fraco. Mesmo porque a ele não é atribuido poderes sobre-humanos como o Super-Man. Apenas o cinto de utilidades, truques circenses e uma boa dose de raciocínio lógico fazem do BatMan um super-herói. É interessante notarmos que as "estrelas" do Rock, os Pop-stars de uma maneira em geral, que se notabilizam mundialmente sempre trazem consigo uma bagagem secreta não muito diferente da do Batman, eles - no universo simbólico - , fazem uso de máscaras com as quais se apresentam para o público sem guardar relação direta com aquilo que realmente são. Diante do fenômeno da mídia, somos levados a enxerga-los de modo supra-existencial quando na verdade são seres iguais a nós. Ou para ser exato, muitos de nós, meros mortais, ao enfrentarmos os desafios da vida em suas mais diversificas manifestações tendemos a ser os verdadeiros heróis, encarando nossos temores e limitações sem deixar se abater por elas.
A vida de herói pode custa um preço alto demais a ponto de o sujeito viver apenas em função de outrem. O Homem-Aranha sabe bem do que estou falando. Super poderes na vida de um jovem desajustado, com alto-estima baixa, que experimenta sucessivas frustações, cá pra nós, um típico cidadão americano, um produto que o Tio Sam forjou na fornalha do capitalismo que ensinou ao mundo a falsa impressão de felicidade impregnada na vida de "pseudos-vencedores". Tais produtos personificados, acham que para se ter uma namorada, é preciso ter um carro. Mas ter um carro e ser um CDF, não é atraente. É preciso ser playboy. Andar com Jeans ajustado dando enfase ao falo incrementado com jaqueta preta. Frequentar as baladas e ser visto entre figuras que pensam igual. Romantismo é caretice.
Mais interessante ainda é o fato de que esses mitos acabam por exercer forte influência na vida da juventude espalhada pelo planeta tendo como consequencia direta a institucionalização da idiotice e banalização da propria vida já que esse modelo de vida é exigente e destrutivo. Forças da motivação irracional se sobressaem. Estão aí os clãs que comandam quarteirões nas grandes cidades, disputando espaço com outros que trocam insultos e desafios, e o que começou apenas com delitos leves como pichações acabam se envolvendo em algo mais "excitante" incrementado pela comercialização de drogas e armas.
Isso tudo suscitado por uma mensagem implantada bem lá atrás pelo mito do super-herói que para ser visto é precisa estar sempre em evidência.